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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 218

Laura respirou fundo novamente, as mãos se enroscando no pescoço dele, a pergunta seguinte vindo carregada de realidade.

— Porque o mais difícil começa agora, Nego. — disse. — Existem duas pessoas quebradas que vão recomeçar. — Fez uma pausa curta. — Existe uma ex-esposa. Uma filha. — A voz falhou. — E existe o fato de que sempre quis ser mãe… e que agora você sabe que isso não será mais possível.

Laura encostou a testa na dele.

— Eu sei que finais felizes só existem em contos de fadas. E isso aqui é vida real. — sussurrou. — Mas eu preciso ter certeza de que estaremos dispostos a caminhar juntos… mesmo sabendo que pode ser doloroso. — Respirou fundo. — Porque, dessa vez, Edgar, teremos que ser maduros. Conscientes. Às vezes mais racionais. E não permitir que nada volte a nos separar. — Continuou, firme. — Porque, se acontecer de novo… não vai ter volta.

Ela se afastou apenas o suficiente para encará-lo de frente. O tom mudou. Não mais dor, mas clareza.

— E pra finalizar… — disse, com calma, mas sem hesitar — tem uma coisa que eu preciso dizer agora.

Edgar assentiu, atento.

— Você vem me pedindo pra aceitar a Luna, dizendo que ela não tem culpa de nada. — continuou. — E você está certo. Ela não tem. — Fez uma pausa curta. — Eu aceito a sua filha. — O silêncio entre eles ficou denso. — Mas eu preciso ser honesta com você. — completou. — E você não precisa aceitar se não concordar.

Ela respirou fundo, escolhendo bem as palavras.

— Eu não aceito que você durma na casa da sua ex. — disse, direta. — Nem quando sua filha estiver doente. Isso não é sobre falta de empatia ou insegurança. É sobre limites. — O olhar dela não vacilou. — Vai ser difícil pra Luna, eu sei. Ela é muito apegada a você. — reconheceu. — Mas existe uma ex que, tenho certeza, ainda não aceita o término da relação e pode usar a criança como forma de te fazer voltar. — Respirou fundo antes de concluir. — Filho não manda na relação dos pais. Estou dizendo isso porque, no início, Luna pode sentir ciúmes de você.

Laura manteve a voz firme.

— E ela vai ter que me respeitar. E isso é imprescindível. — Respirou fundo. — Se em algum momento eu precisar chamar a atenção dela… — disse com serenidade — ter que colocar no cantinho do pensamento, tirar algo por conta de birra ou falta de respeito… você vai ficar calado na frente dela.

Ergueu a mão levemente, antecipando qualquer reação.

— Mesmo que depois, longe dela, você me diga que não gostou. — completou. — A gente conversa. Ajusta. Mas não me desautoriza.

Ela olhou ao redor, como se delimitasse um espaço invisível.

— Aqui, na minha casa, quem manda sou eu e você. — afirmou. — Quando a Luna estiver conosco, serão as nossas regras. — Fez uma pausa curta. — E ela vai dormir no quarto dela. Sempre.

Laura voltou o olhar para Edgar, sem desafio, sem ameaça. Apenas verdade.

— É isso que eu quero. — disse, num tom calmo, porém definitivo. — Um lar com amor, limites, respeito e clareza. — Inclinou levemente a cabeça. — O que você me diz?

Edgar respirou fundo. O olhar estava úmido, mas sereno.

— Eu não tenho nada a acrescentar. — disse, com sinceridade. — Só agradecer. Eu estou voltando com uma bagagem… e sei o quanto isso deve estar sendo difícil pra você. Mas a sua atitude só me mostra o quanto eu sou um cara de sorte. — Sorriu, emocionado. — E o quanto você amadureceu. Obrigado, amor. Muito obrigado.

Ele segurou as mãos dela.

— Você vai gostar da minha filha. — completou. — Ela é uma boa menina. Muito inteligente pra idade. — Fez uma pausa curta, confiante. — Nós seremos felizes. É uma promessa!

Laura assentiu, com um sorriso contido.

— Assim espero. — disse. — Agora… quero que você me mostre cada cantinho do nosso lar.

Edgar sorriu e começou a conduzi-la pela cobertura. Mostrou a sala ampla, a vista que parecia abraçar a cidade, a cozinha iluminada cada detalhe escolhido com cuidado. Laura ia pontuando em cada cômodo o que achava que podia melhorar, sempre respeitando a opinião dele, e dizendo o que não gostava com um sorriso radiante, sem impor nada.

Capítulo 218 - Escolha Adulta 1

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