Edgar riu baixo, apertando-a contra o peito.
Sem dizer nada, pegou a mão dela e a conduziu até o closet. Mostrou cada espaço com orgulho. Depois, abriu a porta da suíte.
Laura entrou… e parou. Diante da hidromassagem, sorriu de canto, os olhos brilhando com malícia leve.
— Nossa… — comentou, divertida. — Eu vou adorar estrear essa hidro. Minha mente agora foi longe.
Edgar se aproximou por trás. A voz saiu rouca, carregada de intenção.
— Seu desejo é uma ordem.
Ele inclinou o rosto, respirando o perfume do pescoço dela, e depositou um beijo lento ali.
— Edgar… — ela murmurou, sentindo o arrepio percorrer o corpo.
— Ele anda sem atenção desde a nossa última vez na clínica. — respondeu, baixo, num tom provocador.
Laura virou-se de repente para ele, o olhar sério por um instante.
— Você… — respirou fundo — …não fez nada com a Marcela ou outra mulher?
Edgar segurou a cintura dela com firmeza, obrigando-a a encará-lo.
— Ele agora só sobe com você. — disse, direto. — Está implorando por essa boca.
Laura hesitou. O sorriso desapareceu por um segundo.
— Amor… — confessou, vulnerável — desde que você voltou, eu só fui sua. Mas antes… você sabe que tive muitos parceiros. — Baixou o olhar. — Eu até me envergonho disso. Será que um dia você não vai jogar isso na minha cara? Homem nenhum aceita isso.
Edgar levantou o rosto dela com dois dedos, obrigando-a a encará-lo.
— Era eu em todos aqueles momentos. — disse, com convicção. — E vai continuar sendo eu… até que a morte nos separe.
Os olhos de Laura se encheram de lágrimas.
— Guarda o que eu vou te dizer, vida. — continuou, sério. — Porque eu não vou repetir. — A voz saiu firme. — Você nunca vai me ouvir te cobrar isso. Nunca. É minha palavra de homem.
Ela chorava agora, em silêncio.
— Tudo o que aconteceu com a gente foi por causa da crueldade de alguém. — completou. — E mesmo que não tivesse sido… o meu amor por você é tão grande que eu passaria por cima de qualquer coisa pra ficarmos juntos.
O beijo veio intenso, cheio de verdade. Edgar a puxou para junto de si, erguendo-a com facilidade. Laura enroscou as pernas na cintura dele, sem que o beijo fosse interrompido.
Ele caminhou com ela até a cama, ainda colados, e sentou, mantendo-a junto ao corpo.
— Eu te amo tanto, Edgar… — Laura murmurou, manhosa, com o rosto encostado no dele.
Ele segurou a cintura dela, levantou-se devagar e a deitou na cama com cuidado.
— Hoje está muito quente. — disse, tirando a calça dela. — E eu pretendo aumentar esse calor.
— Então vem cá… — Laura murmurou, sentando-se na cama com um sorriso cheio de intenção. — Porque hoje eu vou te provocar… do jeito que só eu sei. — disse sem desviar o olhar, em seguida começou a abrir a calça dele. — E vai começar com essa boca que ele tanto ama e umas massagens tântrica que eu aprendi só pra você.
Edgar se livrou da calça e da blusa com movimentos apressados, quase desajeitados, como se o corpo tivesse assumido o comando antes da razão. O olhar que ele lançou a Laura era pura luxúria. Escuro, faminto, incapaz de fingir calma.
A respiração dele saiu pesada, irregular, e não demorou para o quarto se encher dos gemidos roucos que ele já não conseguia conter.
— P0rr@… — a voz saiu rouca, quebrada pelo prazer. — Você sabe exatamente o que essa boca faz comigo…
Laura sorriu e tirou a blusa. Edgar estava tomado por um prazer acumulado demais para ser contido. Ele rasgou a lingerie, e colocou por cima dela, fechando a distância de uma vez.
— Edgar… — ela falou, sorrindo, entre surpresa e divertimento, os olhos brilhando ao encará-lo. — Você está possuído por um troço ruim… ou é só desejo demais acumulado por mim?

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