Edgar sorriu discretamente, o olhar carregado de mistério.
— É surpresa. — respondeu simplesmente.
Laura o encarou por alguns segundos, incrédula. Apertou os lábios, balançou a cabeça em negação, como quem não aceita aquilo tão fácil.
— Eu não acredito que você vai fazer esse mistério todo comigo, doutor Edgar. — disse, meio rindo, meio reclamando. — Poxa, Nego… você sabe que eu sou ansiosa. — aproximou-se dele, tentando convencê-lo. — Por favor, me fala pra onde a gente vai.
Edgar manteve a expressão tranquila, quase provocadora.
— Você vai aprender a lidar com essa ansiedade comigo. — respondeu, firme, mas com carinho. — Só posso te dizer uma coisa: você nunca mais vai esquecer esse dia.
Laura suspirou, percebendo que ele não cederia. Conhecia aquele olhar, aquele tom. Quando Edgar decidia algo, não havia insistência que funcionasse. Ela revirou os olhos, rendida.
— Tá bom… — disse, resignada, mas com um sorriso nos lábios. — Então vamos ter que passar lá em casa pra eu fazer uma mala… — começou a organizar mentalmente. — E eu preciso passar na clínica pra deixar alguns comandos antes de sair.
Edgar balançou a cabeça em negação, com calma.
— A clínica você resolve por telefone. — disse, tranquilo. — E o que você precisa pra viagem já está ali.
Ele apontou para uma mala encostada na parede perto da televisão. Laura seguiu o gesto com o olhar.
— Eu não conheço essa mala. — comentou, franzindo levemente a testa. — Pensei que fosse sua. — Fez uma pausa curta, depois sorriu de canto. — Não vou nem perguntar quem fez isso… porque eu já sei.
Edgar soltou um riso baixo.
— Você tem uma ótima cunhada. — disse. — O Liam teve muita sorte em se casar com a Olívia. Pelo pouco que a conheço, já deu pra perceber que ela é uma pessoa maravilhosa. — inclinou levemente a cabeça. — E que o seu irmão morre de ciúmes dela.
Laura sorriu com carinho, concordando.
— Realmente… a cunhadinha é maravilhosa. — respondeu. — Ela é exatamente o que o Liam precisava. Nunca pensei que ele fosse amar alguém assim. — os olhos dela suavizaram. — A Olívia é especial.
Edgar sentou-se na cama, encostando as costas na cabeceira. Em seguida, puxou Laura com cuidado para o colo dele.
Ele levou os dois polegares ao rosto dela, fazendo um carinho lento. Laura fechou os olhos por um instante, sentindo o toque, respirando fundo antes de abri-los novamente.
— Eu te amo, Loirinha. — disse ele, baixo, sincero.
Laura sorriu. Edgar se inclinou e a beijou com delicadeza. Quando se afastou, o tom da voz mudou, ficou sério, carregado de intenção.
— Eu vou quebrar uma promessa que fiz pra você. — disse, enquanto acariciava lentamente as coxas dela, o toque carregado de intenção.
Laura imediatamente ficou séria. O sorriso desapareceu aos poucos, e ela segurou o pulso dele com delicadeza, mas firmeza, obrigando-o a encará-la.
— Como assim? — perguntou, a voz mais baixa, o olhar atento, tentando entender o que vinha a seguir.
Edgar respirou fundo antes de continuar.
— Eu prometi que ia te tirar da casa do seu avô já casada. — disse. — Mas isso eu não vou cumprir. — O olhar dele era firme. — Nós ficamos tempo demais separados. Eu não quero passar mais um dia sem dividir a cama com você… a rotina… a vida… tudo o que se espera de um casamento.

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