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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 25

Olívia soltou um suspiro, caminhando até o closet. Pegou a lingerie e começou a se vestir, a voz saindo num tom que dava para Ísis ouvir, mas carregado de amargura.

— A vida toda eu sonhei com algo… e simplesmente não aconteceu — disse, com lágrimas rolando pelo rosto. — Acho que, em algum momento, a ficha cai da forma mais cruel e mostra que contos de fadas não existem. O que existe é o mundo real e as escolhas que fazemos. — Ajustou a lingerie, tentando respirar fundo. — Às vezes, essas escolhas nos empurram pra situações que a gente nunca quis viver. E aí só resta seguir, um dia de cada vez, aprendendo a não confiar tanto nas pessoas. — Fez uma pausa curta. — E você não falou demais, Ísis. Realmente me… decepcionei com algumas pessoas.

Ísis cruzou os braços e respondeu em tom divertido.

— Dona Olívia, me desculpe, mas a senhora é muito emocionada! — disse, rindo. — Precisa virar uma princesa blogueira e fazer meme de tudo, mulher! Assim sofre menos e ainda ganha seguidor! — a voz ecoou leve. — Está vendo? Disse que não queria conversar e já está aí desabafando comigo. Fiz a senhora falar, hein?

Olívia terminou de se vestir, voltou para o quarto e sorriu de leve.

— Já disse que não precisa me chamar de senhora — respondeu, com gentileza. — Você vai trabalhar aqui todos os dias?

Ísis ajeitou o cabelo e respondeu com o mesmo humor.

— Se a senhora não me demitir por ter invadido o quarto sem permissão, sim. Trabalho de segunda a sexta.

— Se continuar me chamando de dona ou senhora, aí sim vai ser demitida — brincou Olívia. — Você só trabalha aqui?

Ísis sorriu, um pouco enigmática.

— Tenho outra profissão, mas só te conto quando pegar confiança em você. — piscou. — Também já me decepcionei muito com as pessoas.

Olívia sorriu de volta e estendeu a mão.

— Combinado. Temos um acordo.

Ísis apertou a mão dela, divertida.

— Isso é o início de uma amizade, hein? — disse, piscando.

Olívia riu baixo.

— Eu vou descer pra comer algo. Não precisa limpar o meu quarto, está tudo impecável. Vai pro do Liam, que daqui a pouco a gente assiste um filme juntas.

Ísis fez uma reverência brincalhona.

— Quem sou eu pra desacatar ordens da minha patroa? — disse, rindo.

Na cozinha, Olívia entrou devagar.

— Bom dia.

A chefe de cozinha virou-se e abriu um sorriso caloroso.

— Bom dia, senhora. Muito prazer em finalmente conhecê-la. É ainda mais linda pessoalmente! Dormiu bem? Posso preparar seu café?

— Sim, por favor. Não estou com fome, estou enjoada… mas preciso alimentar o bebê — respondeu Olívia, com delicadeza. — Qual é o nome da senhora?

— Me chamo Vânia, senhora. Sou a responsável pela cozinha. Início de gravidez é assim mesmo. Pode ir pra sala de jantar que já iremos servir.

— Prefiro comer aqui mesmo — disse Olívia, sentando-se à mesa. — Não gosto de ficar sozinha. Na minha casa, o café da manhã e o jantar sempre são sagrados, com a família reunida. E não precisa me chamar de senhora.

Enquanto uma das empregadas arrumava a mesa, Vânia preparava o café com atenção.

— Vânia, a senhora trabalha aqui há muito tempo? — perguntou Olívia, curiosa.

Vânia sorriu, continuando a mexer a panela.

— Comecei como faxineira. Depois que o Liam nasceu, por a mãe dele ter gostado de mim, virei babá. E, quando ele cresceu, me tornei chefe de cozinha. Ele sempre foi apegado a mim. — parou um instante, olhando para Olívia. — Já sabia dos gostos dele, das alergias alimentares. Então aqui estou eu. E veja só, ele me disse que você também é alérgica. Fez questão que a nutricionista fizesse seu cardápio. Vocês têm isso em comum.

Olívia abaixou o olhar, sem graça.

— Posso me sentar um pouquinho? — perguntou.

— Claro que sim. — Olívia respondeu sorrindo.

Vânia sentou-se à frente dela, pegou na mão de Olívia e sorriu com ternura.

— Estou muito feliz que meu menino finalmente encontrou alguém. Você me parece uma ótima pessoa. Bárbara… — fez uma careta — não era pra ele. Achei que Liam nunca fosse amar uma mulher. Mas quero te dizer uma coisa: pra esse casamento dar certo, vai precisar de muita paciência. Ele é mandão, fechado, mas é uma boa pessoa. Se casou com você e te trouxe pra cá, é porque te ama.

Olívia a olhou, confusa.

— Como assim?

Vânia deu um meio sorriso.

— Você é a primeira mulher que ele traz pra esta casa, que era da mãe dele. Até estranhei quando vi Bárbara por aqui. Ela só frequenta a cobertura dele e a casa dos avós. Aqui, Liam nunca permitiu que nenhuma mulher entrasse.

Olívia silenciou, o pensamento ecoando.

“Claro… ele só está fazendo o que precisa para manter a herança e o cargo de CEO. Tudo é por interesse, por poder. Eu sou só parte do teatro dele.”

— As coisas não dependem só de mim, Vânia — disse Olívia, balançando a cabeça com um sorriso amargo. — O Liam não tem sentimentos… é mandão, controlador, frio. Parece que nada o toca. Para ele, tudo se resolve na base de ameaças.

Vânia apenas a observou em silêncio por um instante, como quem sabia mais do que podia dizer. Então pousou a mão sobre o ombro dela, com ternura.

— Tem razão. Mas para quebrar os muros que ele construiu, vai precisar de amor, paciência e sabedoria. Ele já sofreu demais. — tocou no ombro dela, carinhosa. — Se ele te trouxe pra cá, é porque tem sentimentos, sim. Se não fosse o caso, você estaria na cobertura ou em outra propriedade. — levantou-se, sorrindo. — Agora tenta comer algo, pra esse bebê nascer forte e trazer alegria pra essa casa.

Olívia olhou para o prato, tocando de leve a barriga. Por um instante, o olhar frio de Liam atravessou sua mente e, mesmo sem entender, uma lágrima solitária escapou.

— O que você quis dizer com… ele já sofreu demais? — perguntou, a voz baixa, mas carregada de curiosidade. — O que aconteceu com ele, Vânia?

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