As palavras soaram como um golpe seco.
Olívia o observava em silêncio, o peito apertado. Ouvir aquilo, daquele jeito direto e cruel, fez doer de um jeito diferente. Era como se cada sílaba dita por ele arrancasse algo de dentro dela — respeito, esperança, dignidade.
Liam se virou para ir embora, dando por encerrada aquela conversa.
— Por que você está fugindo? — perguntou ela, sem recuar, a voz trêmula, mas firme. — É tão difícil responder uma pergunta simples?
Ele parou na porta do banheiro, com uma das mãos no batente. Nem sequer se deu ao trabalho de olhá-la. Falou de costas, com a voz fria e controlada:
— Não estou fugindo de nada — disse, frio. — Só não perco tempo com o que não tem importância. Essa conversa terminou.
Ele saiu do banheiro e foi em direção à porta do quarto, mas Olívia correu, colocando-se à frente dele. Segurou a maçaneta, o corpo trêmulo, mas decidido.
— A conversa ainda não terminou — disse, encarando-o, o peito subindo e descendo num ritmo acelerado. — Você está fugindo de sentir. De admitir que existe algo entre nós, mesmo que tente esconder.
Ela deu um passo à frente, o olhar firme, mesmo com a voz trêmula.
— Você pode mentir pra mim, Liam, mas não pra si mesmo. — continuou, com amargura. — Aquele cartão que deixou pra mim no hotel… você acha que eu não percebi o que aquilo significava?
Fez uma pausa curta, respirando fundo.
— Homens não fazem isso. Cartão é algo pessoal, íntimo. Nenhum homem entrega o próprio cartão para uma mulher se não quiser ser encontrado. — ela deu um meio sorriso dolorido. — Você queria que eu permanecesse na sua vida. Porque, por mais que negue, você sentiu algo naquela noite.
Liam ficou parado diante dela, o olhar frio, inabalável.
— Você realmente acredita nisso, não é? — murmurou, a voz grave, seca. — Que existe algo aqui além de um acordo?
Olívia o fitou em silêncio, o olhar marejado, mas firme.
— Eu acredito no que eu sinto, no que estou vendo.
Ele deu um meio sorriso irônico, não de deboche, mas de incredulidade.
— Pois é exatamente aí que está o problema — disse, com a voz grave e cortante, sem piscar. — Você está confundindo as coisas. Eu não deixei aquele cartão por interesse, deixei por praticidade. — lançou-lhe um olhar de cima a baixo, impassível. — Eu só quis o seu corpo, Olívia. Foi só isso. Como todas as outras que passaram pela minha cama. Você não é exceção… e nunca será. — o tom ficou ainda mais frio. — Isso aqui é um acordo, nada mais. Desde o começo, eu fui claro.
Ele se aproximou um passo, a voz firme, o olhar duro.
— Até agora, eu não demonstrei nenhum interesse por você. Nenhum. Se você decidiu se iludir, o problema é só seu. — A pausa dele foi longa, cruel. — E vamos deixar uma coisa bem clara: o fato de a gente ter transado, de eu ter sido o primeiro homem da sua vida, não muda absolutamente nada. Isso não me prende a você. Não te torna especial.
— A verdade te incomoda, né? — disparou. — O grande Liam Holt, que vive trocando de mulher achando que uma delas vai curar o que o atormenta!
Liam riu, sem humor.
— Eu não preciso de cura, Olívia.
— Você acha que vai ter esse rostinho bonito e esse corpo sarado pra sempre? — disparou, a voz trêmula de raiva. — Acha mesmo que, quando ficar velho, alguém vai te querer desse jeito arrogante e vazio? Acha que alguma prostituta vai cuidar de você? — Fez uma pausa, o olhar em chamas. — O seu fim é num asilo, Liam. Sozinho, amargo, cheio de remorso, sofrendo. Porque nem o nosso filho vai te aturar. Ele vai crescer vendo como você me trata… e vai te odiar por isso. Não vai querer falar com você, nem ter contato. Pelo contrário — a voz dela vacilou, mas o olhar permaneceu firme — vai te culpar por um monte de coisas.
O olhar de Liam endureceu de vez. Ele respirou fundo, o maxilar travado, as veias do pescoço saltando. Por um segundo, parecia que ele ia embora, mas então explodiu.
— Chega, Olívia! — a voz de Liam veio dura, carregada de autoridade. — Já fui paciente demais com você.
O grito ecoou pelo quarto, pesado, denso. O corpo de Olívia estremeceu, mas ela se recusou a recuar.
— Eu estou de saco cheio dos seus insultos, das suas ordens, dessa sua mania de me tratar como se eu fosse um nada! — gritou de volta, os olhos marejados. — Me diz, o que eu fiz pra merecer isso? Hein, Liam? O que eu fiz? Eu não tenho culpa de ter entrado naquela suíte!
— Cala a boca, Olívia! — retrucou, autoritário, a voz grave e ríspida.
— Não me manda calar a boca! — devolveu, a voz trêmula, mas firme. — Nem meu pai fala comigo assim. Quem é você pra me mandar calar a boca?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...