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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 37

As palavras soaram como um golpe seco.

Olívia o observava em silêncio, o peito apertado. Ouvir aquilo, daquele jeito direto e cruel, fez doer de um jeito diferente. Era como se cada sílaba dita por ele arrancasse algo de dentro dela — respeito, esperança, dignidade.

Liam se virou para ir embora, dando por encerrada aquela conversa.

— Por que você está fugindo? — perguntou ela, sem recuar, a voz trêmula, mas firme. — É tão difícil responder uma pergunta simples?

Ele parou na porta do banheiro, com uma das mãos no batente. Nem sequer se deu ao trabalho de olhá-la. Falou de costas, com a voz fria e controlada:

— Não estou fugindo de nada — disse, frio. — Só não perco tempo com o que não tem importância. Essa conversa terminou.

Ele saiu do banheiro e foi em direção à porta do quarto, mas Olívia correu, colocando-se à frente dele. Segurou a maçaneta, o corpo trêmulo, mas decidido.

— A conversa ainda não terminou — disse, encarando-o, o peito subindo e descendo num ritmo acelerado. — Você está fugindo de sentir. De admitir que existe algo entre nós, mesmo que tente esconder.

Ela deu um passo à frente, o olhar firme, mesmo com a voz trêmula.

— Você pode mentir pra mim, Liam, mas não pra si mesmo. — continuou, com amargura. — Aquele cartão que deixou pra mim no hotel… você acha que eu não percebi o que aquilo significava?

Fez uma pausa curta, respirando fundo.

— Homens não fazem isso. Cartão é algo pessoal, íntimo. Nenhum homem entrega o próprio cartão para uma mulher se não quiser ser encontrado. — ela deu um meio sorriso dolorido. — Você queria que eu permanecesse na sua vida. Porque, por mais que negue, você sentiu algo naquela noite.

Liam ficou parado diante dela, o olhar frio, inabalável.

— Você realmente acredita nisso, não é? — murmurou, a voz grave, seca. — Que existe algo aqui além de um acordo?

Olívia o fitou em silêncio, o olhar marejado, mas firme.

— Eu acredito no que eu sinto, no que estou vendo.

Ele deu um meio sorriso irônico, não de deboche, mas de incredulidade.

— Pois é exatamente aí que está o problema — disse, com a voz grave e cortante, sem piscar. — Você está confundindo as coisas. Eu não deixei aquele cartão por interesse, deixei por praticidade. — lançou-lhe um olhar de cima a baixo, impassível. — Eu só quis o seu corpo, Olívia. Foi só isso. Como todas as outras que passaram pela minha cama. Você não é exceção… e nunca será. — o tom ficou ainda mais frio. — Isso aqui é um acordo, nada mais. Desde o começo, eu fui claro.

Ele se aproximou um passo, a voz firme, o olhar duro.

— Até agora, eu não demonstrei nenhum interesse por você. Nenhum. Se você decidiu se iludir, o problema é só seu. — A pausa dele foi longa, cruel. — E vamos deixar uma coisa bem clara: o fato de a gente ter transado, de eu ter sido o primeiro homem da sua vida, não muda absolutamente nada. Isso não me prende a você. Não te torna especial.

— A verdade te incomoda, né? — disparou. — O grande Liam Holt, que vive trocando de mulher achando que uma delas vai curar o que o atormenta!

Liam riu, sem humor.

— Eu não preciso de cura, Olívia.

— Você acha que vai ter esse rostinho bonito e esse corpo sarado pra sempre? — disparou, a voz trêmula de raiva. — Acha mesmo que, quando ficar velho, alguém vai te querer desse jeito arrogante e vazio? Acha que alguma prostituta vai cuidar de você? — Fez uma pausa, o olhar em chamas. — O seu fim é num asilo, Liam. Sozinho, amargo, cheio de remorso, sofrendo. Porque nem o nosso filho vai te aturar. Ele vai crescer vendo como você me trata… e vai te odiar por isso. Não vai querer falar com você, nem ter contato. Pelo contrário — a voz dela vacilou, mas o olhar permaneceu firme — vai te culpar por um monte de coisas.

O olhar de Liam endureceu de vez. Ele respirou fundo, o maxilar travado, as veias do pescoço saltando. Por um segundo, parecia que ele ia embora, mas então explodiu.

— Chega, Olívia! — a voz de Liam veio dura, carregada de autoridade. — Já fui paciente demais com você.

O grito ecoou pelo quarto, pesado, denso. O corpo de Olívia estremeceu, mas ela se recusou a recuar.

— Eu estou de saco cheio dos seus insultos, das suas ordens, dessa sua mania de me tratar como se eu fosse um nada! — gritou de volta, os olhos marejados. — Me diz, o que eu fiz pra merecer isso? Hein, Liam? O que eu fiz? Eu não tenho culpa de ter entrado naquela suíte!

— Cala a boca, Olívia! — retrucou, autoritário, a voz grave e ríspida.

— Não me manda calar a boca! — devolveu, a voz trêmula, mas firme. — Nem meu pai fala comigo assim. Quem é você pra me mandar calar a boca?

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