Olívia ergueu o queixo, desafiadora.
— Então vou tirar o biquíni e ficar realmente nua. — disse, levando a mão ao laço da lateral.
Ele segurou o pulso dela, firme.
— Não estou com paciência pra suas provocações, Olívia.
— Nossa… — sorriu. — Você parece um velho ranzinza, sabia? Precisa sorrir mais. Um infarto nessa idade é fulminante.
— Sai da piscina. Agora. Não quero mais ver você com esse biquíni. Entendeu?
— Pois eu não vou sair. — retrucou, firme. — E no contrato não está escrito que eu não posso usar biquíni.
O olhar dele escureceu.
— O contrato diz que você é minha.
E antes que ela pudesse responder, ele a beijou.
Foi um beijo intenso, quase raivoso. Um choque entre desejo e orgulho. As pernas dela se entrelaçaram na cintura dele, e por um instante o mundo pareceu parar.
Até que uma voz divertida ecoou.
— Pelo amor de Deus, vocês dois! Vão resolver os atrasos no quarto, não na piscina! — exclamou Laura, divertida.
Os dois se afastaram, ofegantes. Olívia, ainda nos braços dele, apoiou a cabeça em seu ombro e riu, fingindo constrangimento. Então sussurrou, baixo o suficiente só para ele ouvir.
— Agora vou fazer a farsa ficar perfeita.
Ergueu o rosto e, com um sorriso provocante, o olhar fixo no dele, disse alto o bastante.
— Acredita, cunhada, que seu irmão teve um ataque de ciúmes e entrou na piscina assim?
O semblante de Liam ficou indecifrável e um pouco perigoso.
Laura gargalhou, divertida.
— Eu vivi pra ver isso! O grande Holt rendido a um biquíni. — balançou a cabeça, incrédula. — O apocalipse começou.
Antes que Liam pudesse responder, o celular de Olívia tocou sobre a mesa.
— É o André, cunhada. — avisou Laura, pegando o aparelho.
— Atende e pede pra ele aguardar. — respondeu Olívia e saiu da piscina.
Laura obedeceu, ainda sorrindo. Liam a observava sem dizer uma única palavra. O olhar tenso, firme, indecifrável.
Olívia pegou o celular das mãos da cunhada.
— Oi, André. Que surpresa boa! — disse, com um sorriso.
Liam saiu da piscina, a roupa colando ao corpo, os passos firmes e lentos. Laura olhou a cena e soltou uma risada descrente.
— Pronto. O mundo está oficialmente de cabeça pra baixo. — murmurou, ainda rindo.
Liam pegou o celular da mão de Olívia e encerrou a ligação sem dizer uma palavra. Depois virou-se e caminhou em direção à mansão, o celular ainda em punho.
Olívia ficou parada, sem reação. Laura apenas balançou a cabeça, incrédula, um sorriso divertido ainda no rosto.
— Ele surtou de vez. — disse, rindo. — E quer saber? Eu estou amando assistir.
Liam atravessou o corredor molhado, o paletó pesando sobre os ombros e a expressão impassível. A água escorria do terno e formava pequenos rastros pelo piso de mármore. A cada passo, o som seco dos sapatos molhados ecoava como um lembrete daquilo que acabara de acontecer.
Olga ergueu o olhar e quase deixou a xícara cair.
— Meu Deus do céu, Liam! — exclamou, levando a mão ao peito. — O que foi isso?
Ele não respondeu. Apenas passou por ela, a mandíbula rígida, os olhos fixos na escada.

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