Liam a encarou sem piscar, o maxilar rígido diante do atrevimento dela.
— Você está viajando. — respondeu ele, seco, mas a voz saiu mais rouca do que pretendia.
Ela deu um passo pra trás, sorrindo de lado.
— Esse teu comportamento é de quem tem sentimentos, Liam. Você me ama. — disse, quase num sussurro. — Só te aviso uma coisa: quando decidir aceitar o que sente, pode ser tarde demais. Porque eu não sou nada só para você. — Pegou fôlego, ajeitou o cabelo. — E quer saber de uma coisa? Pode ficar com meu celular. Eu vou tomar um banho. — Deu um meio sorriso provocante. — Beijo, marido. Bom trabalho pra você.
Ela atravessou o quarto e bateu a porta do banheiro com força.
O som ecoou pelo cômodo como um ponto final.
Liam ficou parado, respirando fundo, o olhar perdido. O peito subia e descia num ritmo descompassado. A raiva queimava, mas por trás dela, algo mais ardia, algo que ele não conseguia controlar.
Ele permaneceu imóvel por alguns segundos. O som da porta batendo ainda ecoava dentro dele. O quarto parecia pequeno demais, o ar denso demais, e o coração, pesado demais.
Passou as mãos pelos cabelos, respirou fundo, tentando organizar o caos que pulsava em sua cabeça. Mas era inútil. A imagem de Olívia, provocante e furiosa, ainda queimava por trás das pálpebras.
O barulho do chuveiro começou do outro lado da porta, contínuo, insistente. Por alguns segundos, ele ficou ali, parado, ouvindo apenas o som da água caindo. Era como se cada gota o desafiasse. Ela o estava provocando, e sabia disso.
Ele andou até a porta do banheiro e parou, a mão na maçaneta. Algo mais forte do que o bom senso o empurrava pra frente, mas ele recuou.
No banheiro, a água quente caía sobre a pele de Olívia, abafando o som do próprio coração. O vapor subia, denso, como se quisesse esconder o que ela sentia. Fechou os olhos por um instante, tentando se livrar do nó na garganta, mas a raiva e o desejo ainda pulsava como uma segunda respiração.
Ela encostou as mãos na parede fria, sentindo a água deslizar pelas costas.
Sorriu sozinha, amarga e provocante, e murmurou baixo.
— Eu ainda vou te enlouquecer, Liam.
A água escorria pelos ombros quando, de repente, ela sentiu primeiro o ar mudar, depois o toque.
Braços fortes envolveram sua cintura, firmes, possessivos, e as mãos dele pararam no ventre, puxando-a devagar até que o corpo dela se encaixasse no dele. O calor da água misturou-se ao calor da pele dele.
A voz dele veio baixa, rouca, roçando contra o ouvido dela.
— Você é muito atrevida, nervosinha… — murmurou, o tom grave e provocante. — Adora me afrontar. E eu não estou gostando disso.
Olívia abriu os olhos devagar, pousando as mãos sobre as dele. Virou o rosto apenas o suficiente para enxergá-lo pelo canto dos olhos. Os lábios dela se curvaram num meio sorriso desafiador.
— E você vai fazer o quê, Liam?
— Mostrar pra você quem está no controle da situação.
Ele esticou um dos braços, pegou o sabonete e o fez deslizar entre os dedos antes de levá-lo até o corpo dela. Começou devagar, ensaboando o ventre com movimentos lentos, quase meticulosos. A proximidade era sufocante, o toque dele, calculado, suave demais para ser inocente.

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