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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 77

Liam a encarou sem piscar, o maxilar rígido diante do atrevimento dela.

— Você está viajando. — respondeu ele, seco, mas a voz saiu mais rouca do que pretendia.

Ela deu um passo pra trás, sorrindo de lado.

— Esse teu comportamento é de quem tem sentimentos, Liam. Você me ama. — disse, quase num sussurro. — Só te aviso uma coisa: quando decidir aceitar o que sente, pode ser tarde demais. Porque eu não sou nada só para você. — Pegou fôlego, ajeitou o cabelo. — E quer saber de uma coisa? Pode ficar com meu celular. Eu vou tomar um banho. — Deu um meio sorriso provocante. — Beijo, marido. Bom trabalho pra você.

Ela atravessou o quarto e bateu a porta do banheiro com força.

O som ecoou pelo cômodo como um ponto final.

Liam ficou parado, respirando fundo, o olhar perdido. O peito subia e descia num ritmo descompassado. A raiva queimava, mas por trás dela, algo mais ardia, algo que ele não conseguia controlar.

Ele permaneceu imóvel por alguns segundos. O som da porta batendo ainda ecoava dentro dele. O quarto parecia pequeno demais, o ar denso demais, e o coração, pesado demais.

Passou as mãos pelos cabelos, respirou fundo, tentando organizar o caos que pulsava em sua cabeça. Mas era inútil. A imagem de Olívia, provocante e furiosa, ainda queimava por trás das pálpebras.

O barulho do chuveiro começou do outro lado da porta, contínuo, insistente. Por alguns segundos, ele ficou ali, parado, ouvindo apenas o som da água caindo. Era como se cada gota o desafiasse. Ela o estava provocando, e sabia disso.

Ele andou até a porta do banheiro e parou, a mão na maçaneta. Algo mais forte do que o bom senso o empurrava pra frente, mas ele recuou.

No banheiro, a água quente caía sobre a pele de Olívia, abafando o som do próprio coração. O vapor subia, denso, como se quisesse esconder o que ela sentia. Fechou os olhos por um instante, tentando se livrar do nó na garganta, mas a raiva e o desejo ainda pulsava como uma segunda respiração.

Ela encostou as mãos na parede fria, sentindo a água deslizar pelas costas.

Sorriu sozinha, amarga e provocante, e murmurou baixo.

— Eu ainda vou te enlouquecer, Liam.

A água escorria pelos ombros quando, de repente, ela sentiu primeiro o ar mudar, depois o toque.

Braços fortes envolveram sua cintura, firmes, possessivos, e as mãos dele pararam no ventre, puxando-a devagar até que o corpo dela se encaixasse no dele. O calor da água misturou-se ao calor da pele dele.

A voz dele veio baixa, rouca, roçando contra o ouvido dela.

— Você é muito atrevida, nervosinha… — murmurou, o tom grave e provocante. — Adora me afrontar. E eu não estou gostando disso.

Olívia abriu os olhos devagar, pousando as mãos sobre as dele. Virou o rosto apenas o suficiente para enxergá-lo pelo canto dos olhos. Os lábios dela se curvaram num meio sorriso desafiador.

— E você vai fazer o quê, Liam?

— Mostrar pra você quem está no controle da situação.

Ele esticou um dos braços, pegou o sabonete e o fez deslizar entre os dedos antes de levá-lo até o corpo dela. Começou devagar, ensaboando o ventre com movimentos lentos, quase meticulosos. A proximidade era sufocante, o toque dele, calculado, suave demais para ser inocente.

A espuma se formava devagar, escorrendo pelos ombros de Olívia, enquanto ele lavava o cabelo dela com uma paciência quase hipnótica. Os toques eram firmes, controlados… mas havia algo diferente ali, uma delicadeza escondida, como se cada gesto dissesse mais do que as palavras que ele não sabia usar.

— Desde quando você é tão gentil, Holt? — perguntou ela, com um meio sorriso, sem abrir os olhos.

— Quando eu quero, eu sei ser tudo. — respondeu ele, baixo, a voz rouca próxima ao ouvido dela.

Os dedos dele se moviam com firmeza e precisão, espalhando a espuma até as pontas. Olívia manteve os olhos fechados, sentindo a água quente misturar-se ao toque dele, e por um instante se deixou levar.

O mundo lá fora desapareceu, restou apenas o som constante do chuveiro e o deslizar ritmado das mãos de Liam pelos fios do cabelo dela.

A água escorria lenta, levando a espuma embora, e as mechas grudavam na pele de Olívia. Ela abriu os olhos devagar, respirando fundo e virou-se devagar, encarando-o. Ele afastou alguns fios do rosto dela, os dedos demorando um segundo a mais do que deveriam. Havia algo diferente no olhar dele. Não era apenas raiva, nem apenas desejo. Era algo mais profundo, mais confuso.

Ela o encarou por um instante, em silêncio. O rosto dele estava perto demais. O olhar, preso no dela. Por um instante, o mundo ficou reduzido ao vapor, à respiração, ao silêncio.

Um sorriso malicioso surgiu nos lábios dela, o mesmo tipo de sorriso que ele já aprendera a temer. Ela pegou o sabonete e começou a passá-lo no peito dele, subindo pelos ombros. Parou por um segundo, depois o encarou e deu um selinho rápido.

— Você acha que eu sou idiota e não entendi a sua jogada, marido?

Liam não respondeu. Só ficou parado, observando enquanto ela voltava a ensaboá-lo lentamente. Depois, com uma calma provocante, levou-as até o abdômen dele.

— Liam, Liam… — murmurou, o tom entre ironia e desafio. — Você realmente acha que me conhece?

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