~CHRISTIAN~
O segundo dia de despertar de Zoey foi completamente diferente do primeiro. Ela acordou por volta das oito da manhã e, pela primeira vez em uma semana, seus olhos estavam realmente focados em mim quando abriu as pálpebras.
— Oi — disse suavemente, me inclinando para mais perto dela.
Zoey tentou responder, moveu os lábios, e embora sua voz ainda saísse rouca e baixa, conseguiu articular uma palavra:
— Oi.
Senti lágrimas imediatas nos meus olhos. Era a primeira palavra real, com sentido, que ela dizia desde o acidente.
— Como você está se sentindo? — perguntei, segurando sua mão.
Ela franziu ligeiramente a testa, como se estivesse processando a pergunta, tentando organizar pensamentos que ainda pareciam nebulosos.
— Confusa — respondeu após alguns segundos. — Onde... onde estou?
— No hospital — expliquei gentilmente. — Você teve um acidente. Mas está segura agora.
Zoey tentou se mexer na cama, mas fez uma careta de dor.
— Dói — sussurrou.
— Eu sei, amor. Os médicos disseram que é normal. Você vai melhorar.
Durante as duas horas seguintes, nossa comunicação foi lenta mas progressiva. Zoey fazia perguntas simples, geralmente de poucas palavras, e eu respondia com cuidado, tentando não sobrecarregá-la com informações.
— Quanto tempo? — perguntou por volta das dez.
— Uma semana — respondi. — Você esteve dormindo por uma semana.
Seus olhos se arregalaram ligeiramente, como se estivesse tentando processar essa informação.
— Semana inteira?
— Sim. Mas você está voltando agora. Está ficando mais forte a cada hora.
Dr. Portella apareceu para fazer sua avaliação matinal e ficou visivelmente satisfeito com o progresso dela.
— Zoey, você consegue me dizer seu nome completo? — perguntou.
— Zoey... — ela começou, depois hesitou. — Zoey Aguilar... não, Bellucci. Zoey Aguilar Bellucci.
— Excelente. E você sabe onde está?
— Hospital — respondeu, olhando ao redor do quarto como se estivesse realmente vendo o ambiente pela primeira vez.
— Muito bom. A recuperação está progredindo perfeitamente. Nas próximas horas, a memória vai voltar gradualmente.
Quando ficamos sozinhos novamente, Zoey olhou para mim com uma expressão mais alerta.
— Você... você não dormiu — disse, observando meu rosto cansado.
— Não queria sair daqui — admiti. — Queria estar aqui quando você acordasse.
— Bobo — ela sussurrou, mas havia carinho em sua voz.
Por volta do meio-dia, Zoey estava conseguindo manter conversas mais longas, embora ainda parecesse cansada e confusa sobre muitos detalhes.
— O que aconteceu comigo? — perguntou de repente. — Você disse acidente...
Respirei fundo, tentando decidir quanto contar.
— Você caiu de uma escada. Na ExpoVinho. Bateu a cabeça.
Zoey fechou os olhos, claramente tentando lembrar.
— ExpoVinho... sim. A Épure. Como foi? Foi bem?
— Foi perfeito — respondi, sorrindo. — Um sucesso completo. Você fez um trabalho incrível.
— Mas eu caí — disse, tocando cuidadosamente a testa, onde ainda havia um curativo. — Como?
— Você não lembra?
Zoey sorriu através das lágrimas.
— Quero conhecê-lo.
— E você vai. Logo, logo vocês dois vão se conhecer direito.
À medida que o dia avançava, mais memórias voltavam. Zoey lembrava de conversas que tivemos sobre a gravidez, sobre os nomes que escolhemos, sobre nossos planos futuros.
Por volta das sete da noite, ela estava visivelmente mais forte e mais presente.
— Como está a Bellucci? — perguntou. — A Épure?
— Melhor do que nunca. Sua equipe de RP fez um trabalho incrível mantendo o foco nos negócios. Lisa está coordenando tudo perfeitamente.
— Lisa é boa — Zoey disse, sorrindo com orgulho. — Ela vai longe.
— Ela aprendeu com a melhor.
Estávamos conversando sobre os contratos internacionais que havíamos fechado quando Zoey de repente ficou quieta, sua expressão mudando.
— Havia alguém lá — disse lentamente, como se uma lembrança estivesse se formando.
— Onde?
— Na escada. Quando caí. Havia alguém comigo.
Meu coração disparou. Finalmente ela estava conseguindo se lembrar. Tentei manter minha voz calma, mas estava ansioso para que ela conseguisse explicar o que realmente havia acontecido.
— Consegue lembrar de mais alguma coisa? — perguntei cuidadosamente. Zoey fechou os olhos, claramente se esforçando para recuperar os detalhes.
— Um homem... Não... Uma mulher. Ela estava... estava brava comigo.
— Continue — encorajei, segurando sua mão.
— Ela estava falando alguma coisa sobre... sobre não poder contar o que eu tinha visto... O que eu tinha visto? — Ela tentava lembrar. — Eu estava tentando ir embora, descer as escadas... — Zoey abriu os olhos e me olhou diretamente, a memória finalmente clara. — Christian, eu não caí. Eu fui empurrada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...
Oi autoura Kayla Sango, sei que se despeciu e finalizou esses livros, mas quando sentir que deve, conte a história de Matheus e Mia e também Dante e Paloma, acho que nós como espectadores ficariamos muito gratos, principalmente quem acompanhou todos os livros até aqui. Estou com um gostinho de saudade já. Obrigada!...
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....