~Nathaniel~
Deixei dinheiro suficiente na mesa para cobrir a conta e corri atrás dela. Não podia deixar as coisas terminarem daquela forma, não quando finalmente entendia por que ela estava agindo como um robô corporativo.
A encontrei na calçada em frente ao restaurante, olhando o telefone com uma expressão frustrada.
— O Uber vai demorar quinze minutos — ela murmurou sem olhar para mim.
— Annelise...
— Por favor, não. — Ela balançou a cabeça, ainda evitando meu olhar. — Já disse tudo que precisava dizer.
— Mas eu não disse.
Ela suspirou profundamente, finalmente me encarando. Havia lágrimas nos cantos dos olhos que ela estava claramente tentando conter.
— O que mais você quer de mim, Nathaniel? Já deixei claro que preciso manter distância. Que isso é pelo meu bem profissional.
— Quero que você entenda uma coisa. — Dei um passo mais próximo, mas mantive distância respeitosa. — Não é porque transamos naquele avião que eu não te levo a sério.
Ela me olhou com ceticismo.
— Nathaniel...
— Deixa eu terminar. — Levantei a mão. — Na verdade, é exatamente o contrário.
— Como assim?
— Annelise, eu levo muito a sério uma mulher que não se prende pelas imposições da sociedade. Uma mulher que sacia seus desejos simplesmente porque... quer. Porque é autêntica o suficiente para ser honesta sobre o que sente.
Ela piscou algumas vezes, claramente não esperando essa resposta.
— Você estava em um avião, achando que ia morrer, e mesmo assim manteve sua essência. Não fingiu ser alguém que não era, não se escondeu atrás de falsas moralidades. Você foi real. — Passei a mão pelo cabelo. — Isso não me fez te respeitar menos. Me fez te respeitar mais.
— Mas todo mundo acha...
— Foda-se o que todo mundo acha. — A interrompi. — Eu sei quem você é. Sei que competência que você tem. E você deveria saber também.
Annelise ficou em silêncio, me observando com uma expressão que não consegui decifrar.
— Escuta — continuei —, eu gostaria muito de poder te conhecer melhor. Não como funcionária, não como cunhada do Christian, mas como... Annelise. A mulher que conheci naquele avião.
— Nathaniel...
— Mas se você acha que isso não é bom para você, então eu me afasto. — A promessa saiu mais difícil do que esperava. — Posso fazer isso. Posso manter distância profissional se é isso que você precisa.
— E o que você ganha com isso?
— A certeza de que você não está se escondendo atrás de uma versão robótica de si mesma por minha causa. — Sorri levemente. — Porque, francamente, aquela performance de hoje à noite estava começando a me assustar.
Ela quase sorriu. Quase.
— Era meio robótica mesmo, não era?
— Um pouco. Você disse "comportamento profissional apropriado" tantas vezes que achei que estava conversando com um manual de RH.
Dessa vez ela realmente sorriu, e senti algo se soltar no meu peito.
— Olha — disse, aproveitando que ela parecia mais relaxada —, você não precisa agir assim comigo. Podemos ser... sei lá, colegas normais. Amigos, talvez?
Mas me limitei ao aperto de mão profissional que ela estava oferecendo.
— Amigos — repeti.
Quando soltamos as mãos, ficamos parados ali por alguns segundos em um silêncio que não era mais constrangedor. Era... diferente. Como se tivéssemos fechado um acordo.
E se era um acordo, eu tinha a sensação de que seria o negócio mais difícil da minha vida de honrar.
— Meu Uber chegou — ela disse, olhando para um carro que havia parado na nossa frente.
— Claro. — Abri a porta para ela. — Nos vemos na segunda?
— Nos vemos na segunda — confirmou, entrando no carro. — E Nathaniel?
— Sim?
— Obrigada. Por... esclarecer as coisas.
— Qualquer hora, amiga.
Ela sorriu - um sorriso real - e fechou a porta. Fiquei parado na calçada, vendo o carro se afastar, tentando convencer a mim mesmo de que havia feito a coisa certa.
Amigos.
Merda.
Isso ia ser mais difícil do que fechar qualquer negócio que eu já havia enfrentado na vida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...
Oi autoura Kayla Sango, sei que se despeciu e finalizou esses livros, mas quando sentir que deve, conte a história de Matheus e Mia e também Dante e Paloma, acho que nós como espectadores ficariamos muito gratos, principalmente quem acompanhou todos os livros até aqui. Estou com um gostinho de saudade já. Obrigada!...
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....