~ MARCO ~
— Vou te ajudar com a massa — ofereci, tirando o casaco e arregaçando as mangas da camisa enquanto Maitê organizava os ingredientes na bancada da cozinha.
— Seria ótimo — ela respondeu, mas havia algo diferente em sua voz. Algo que não consegui identificar imediatamente.
Começamos a trabalhar lado a lado, eu medindo a farinha enquanto ela separava os ovos. Era um ritual doméstico simples que deveria ter sido completamente normal, mas percebi que Maitê estava agindo de forma... estranha.
Primeiro, ela derrubou um ovo no chão e, ao se abaixar para limpar, ficou na posição bem mais tempo do que necessário, de uma forma que enfatizava as curvas de seu corpo. Quando se endireitou, nossos corpos ficaram bem próximos, e ela demorou alguns segundos extras antes de se afastar.
— Desculpa — murmurou, mas não parecia nem um pouco arrependida.
Continuamos preparando a massa, e as pequenas "coincidências" se multiplicaram. Maitê "acidentalmente" esbarrou em mim várias vezes enquanto alcançava ingredientes. Pediu minha ajuda para alcançar uma tigela em uma prateleira que ela perfeitamente conseguiria pegar sozinha, posicionando-se de forma que eu tivesse que me inclinar sobre ela. Quando mexia a massa, fazia movimentos desnecessariamente sensuais com as mãos.
— Está quente aqui, não acha? — comentou, passando a mão pelo pescoço de uma forma deliberadamente lenta.
Olhei ao redor da cozinha, que estava na temperatura normal de inverno.
— Está um pouco, sim — respondi distraidamente, concentrado em amassar a pasta.
Ela suspirou suavemente, um som que parecia carregar mais significado do que a situação exigia. Quando me virei para pegar o rolo de massa, encontrei Maitê me observando com uma intensidade que me fez franzir a testa.
— Está tudo bem? — perguntei. — Você está agindo meio... diferente.
— Diferente como? — ela perguntou, se aproximando mais do que necessário para examinar a massa que eu estava preparando.
— Não sei... mais... — procurei pela palavra certa — energética?
Ela riu, mas havia uma nota de frustração no som.
— Energética — repetiu, como se a palavra fosse inadequada.
Continuamos trabalhando, e os comportamentos estranhos de Maitê se intensificaram. Ela começou a lamber os dedos de forma deliberadamente lenta quando provava o molho. Fez comentários sobre como eu estava "forte" quando abri um pote de tomates. Deixou cair um utensílio e, novamente, se abaixou de uma forma que chamava atenção para certas partes de sua anatomia.
Era impossível não notar, é claro! Mas Maitê e eu não havíamos tido nenhuma intimidade desde as Maldivas. Desde Apolo e Afrodite. Então, eu simplesmente... tentava não pensar nisso se não quisesse ficar louco.
— Marco — ela disse, se posicionando bem na minha frente — pode me ajudar a provar este molho? Quero ter certeza de que está bom.
Estendi a mão para pegar a colher, mas ela negou com a cabeça.
— Assim — disse, molhando o dedo indicador no molho e estendendo-o na minha direção.
Era um gesto inequivocamente sensual, mas de alguma forma minha mente ainda não estava conectando todos os pontos. Provei o molho do dedo dela, notando como ela observava meus lábios com intensidade.
— Está perfeito — disse, e ela sorriu de uma forma que não tinha nada a ver com temperos.
Tirei delicadamente suas mãos do rosto e a forcei a me olhar.
— Eu não estava rindo de você — disse, minha voz baixa mas intensa. — Estava rindo de mim mesmo. Por ser completamente cego e não perceber que a mulher mais linda do mundo estava tentando me seduzir.
Antes que ela pudesse protestar, capturei seus lábios com os meus, mas apenas por um momento antes de me afastar e começar a beijar seu pescoço.
— Você está linda — murmurei contra sua pele. — Absolutamente deslumbrante.
Desci lentamente, beijando a linha de sua clavícula, o espaço entre seus seios, continuando descendo até chegar à sua barriga ligeiramente arredondada.
— Maravilhosa — sussurrei, pressionando beijos suaves sobre a pele onde nosso filho estava crescendo. — Perfeita. Não consegue ver como você me afeta?
Senti suas mãos se entrelaçarem nos meus cabelos, e quando ergui os olhos para encontrar os dela, vi que as lágrimas haviam sido substituídas por uma expressão de puro desejo.
— Marco — sussurrou meu nome.
Voltei a subir, beijando cada centímetro de pele no caminho, até capturar seus lábios novamente. Desta vez, o beijo foi diferente. Não era a hesitação cuidadosa que havíamos compartilhado nas últimas semanas. Era fome, necessidade, meses de tensão sexual reprimida finalmente encontrando uma válvula de escape.
Sem quebrar o beijo, a ergui facilmente e a coloquei sentada na bancada da cozinha, posicionando-me entre suas pernas. Suas mãos encontraram meu rosto, puxando-me para mais perto, e eu podia sentir o calor dela através do tecido de nossas roupas.
O beijo explodiu em uma intensidade que nos pegou desprevenidos, meses de desejo contido finalmente encontrando sua expressão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...
Então, cade os capítulos? Parou no 731 e não segue mais, acabou?...
Não entendi nada. Cadê os extras autora. Já terminou o livro?...
Alguém me indica um livro parecido com esse. Gostei muito...