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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 477

~ MAITÊ ~

Havia passado os últimos dois dias organizando tudo em segredo. Não foi fácil coordenar uma sessão de fotos no Parque Salvani sem que Marco descobrisse, especialmente considerando que ele tinha acesso a praticamente tudo relacionado ao parque agora que eu era a proprietária majoritária e tínhamos usado seus advogados para regularizar tudo.

Mas consegui. Contratei uma fotógrafa especializada em ensaios de gestantes que tinha um portfólio lindo e discreto, exatamente o que eu estava procurando. Expliquei que queria algo natural, íntimo, que capturasse bem o momento.

Quando disse a Marco na manhã daquele sábado que havia agendado uma sessão de fotos de gestante no parque, ele ficou visivelmente animado.

— Que ideia incrível — disse, sorrindo daquele jeito que me fazia derreter. — A que horas é? Preciso garantir que a segurança esteja toda posicionada antes de vocês chegarem.

— Não precisa se preocupar com isso — respondi, tentando manter minha voz casual. — Já coordenei tudo com a equipe de segurança. Só preciso que você me leve até lá.

— Claro. Vou ficar por perto enquanto você faz as fotos.

— Na verdade — disse, fingindo que estava apenas pensando nisso naquele momento — acho que quero você nas fotos também.

Marco piscou, claramente surpreso.

— Eu? Nas fotos de gestante?

— Por que não? É sua filha também.

Ele sorriu, mas havia uma hesitação em seus olhos que reconheci como desconforto com ser o centro das atenções.

— Se você quiser, claro. Mas achei que fotos de gestante eram mais sobre a mãe e o bebê.

— Quero você lá — insisti, segurando sua mão. — Por favor?

— Ok — concordou, beijando levemente minha testa. — O que você quiser.

Chegamos ao parque no meio da tarde, quando a luz estava perfeita - dourada e suave, exatamente como a fotógrafa havia sugerido. Marina, a fotógrafa, já estava lá com sua assistente, preparando o equipamento perto do carrossel.

— Maitê! — ela cumprimentou calorosamente. — E este deve ser o papai. Marco, certo?

— Certo — Marco respondeu, apertando a mão dela educadamente. — Vou ficar por aqui enquanto vocês trabalham.

— Ah, não — Marina disse, olhando para mim com um sorriso cúmplice. — Maitê foi muito clara que queria você nas fotos também.

Começamos com fotos mais simples - eu sozinha, posando perto do carrossel, minha mão na barriga, o vento mexendo levemente no vestido leve que havia escolhido especificamente para a sessão. Marco observava de longe, sorrindo sempre que nossos olhos se encontravam.

Virei-me para Marco, nossos rostos ficando muito próximos. Podia ver cada detalhe de seus olhos verdes, cada cílio, cada nuance de expressão. Havia algo ali que me fez perceber que ele estava tão afetado quanto eu por toda aquela proximidade carregada.

— Agora — Marina disse, sua voz ficando mais suave — quero que vocês se beijem. Não precisa ser um beijo longo, só... um beijo verdadeiro. Podem fazer isso?

Meu coração disparou. Marco me olhou, esperando minha confirmação. Confirmei levemente com a cabeça, e ele se inclinou, fechando a distância entre nós.

O beijo começou suave, quase casto, exatamente o que uma foto precisaria. Mas algo aconteceu no meio do caminho - talvez fosse toda a tensão acumulada durante a sessão, talvez fosse a vulnerabilidade de estar ali, criando memórias deliberadamente. O beijo se aprofundou, ficando mais real, mais nós.

Esqueci completamente da câmera, da fotógrafa, do fato de que estávamos sendo observados. Existia apenas Marco, seus lábios nos meus, suas mãos segurando meu rosto com tanta ternura que senti meu peito apertar.

Quando finalmente nos separamos, levou alguns segundos para voltar à realidade. Marco me olhava com uma intensidade que reconheci, mas havia também algo de reverente ali.

— Obrigado — disse ele suavemente — por me deixar fazer parte disso.

Talvez ele ainda supusesse que eu o tiraria de nossas vidas se aquela criança fosse filha de Dominic. Mas não era. Minha filha era filha de Marco e isso era inquestionável acima de qualquer DNA. Talvez eu tenha dado sinais contraditórios depois de tudo o que ouvi - ou pensei ouvir - naquele hospital no acampamento. Mas eu precisava me desculpar por isso. Precisava deixar claro que eu e minha filha queríamos Marco para sempre em nossas vidas. E só havia uma forma de dizer isso. Uma forma de dizer isso da maneira mais pura possível.

— Eu te amo — disse, as palavras saindo naturalmente, inevitavelmente, como se tivessem estado presas esperando o momento certo para finalmente serem liberadas.

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