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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 687

~ BIANCA ~

A forma como Dante falou me deu a exata medida do problema: não era um comentário solto, nem um palpite de corredor. Era algo que exigia olhos. Exigia contexto. Exigia que a gente encarasse de frente.

Nico assentiu uma vez, curto, e eu vi os ombros dele endurecerem como se estivessem se preparando para uma pancada. Bella continuou no banco por um segundo a mais, grudada no cinto, olhando do Dante para nós como se estivesse tentando entender por que adulto sempre fica com aquela cara de preocupação.

— Vem, princesa — Dante disse, gentil, fazendo um gesto com a mão, não apressando. — É rapidinho.

Bella desceu devagar, pisando no cascalho com cuidado demais para uma criança. E eu senti o impulso de pegar na mão dela, mas não peguei.

Dante nos conduziu pela lateral da casa principal. O caminho era curto, mas, naquela Tenuta, tudo parecia ter eco: cada porta, cada corredor, cada canto ainda tinha uma espécie de silêncio recente, um silêncio que lembrava o que podia ter sido muito pior.

Entramos numa sala de apoio, daquelas que antes serviam para reuniões rápidas e planilhas de produção. Agora tinha um computador ligado, uma cadeira puxada, e aquela sensação de “isso aqui virou evidência”.

Dante fechou a porta atrás de nós e apontou para a tela.

— Nossos detetives conseguiram recuperar imagens de uma câmera da rua, perto da entrada da Tenuta.

Nico franziu a testa.

— Da rua? Mas… aquela câmera pega alguma coisa?

— Não pegava quase nada — Dante respondeu, e eu reconheci a irritação profissional dele por trás da calma. — Estava escuro. Qualidade horrível. E o sujeito… bem, estava disfarçado. Capuz, boné, gola alta. O básico pra virar sombra.

Ele clicou em uma pasta e abriu um vídeo. A imagem era distante, granulada, como tudo que vira manchete depois: um pedaço da realidade que não ajuda ninguém até alguém insistir muito.

— Eles fizeram tratamento — Dante explicou. — Frame por frame. Ajuste de contraste, brilho, recuperação de detalhe. Não é como no “CSI”, mas com tempo e paciência...

Ele deu play.

A figura apareceu perto do portão. Movimentos rápidos. Diretos. Um jeito de andar que não era de quem estava perdido, mas de quem sabia exatamente o que estava fazendo.

Dante pausou num ponto específico e ampliou.

— Aqui.

O rosto não ficou perfeito. Não ficou “nítido”. Mas ficou… suficiente. Um recorte de traços. Um momento em que a sombra virou gente.

— Identificaram como Donato Ferrarini — ele disse.

Nico franziu a testa, incrédulo.

— Como? Isso aí mal dá pra ver o rosto.

Dante assentiu, como quem já esperava.

— Não foi só por isso. A câmera pegou um carro parando perto do portão minutos antes. A placa apareceu pela metade. Os detetives cruzaram com pedágio e com outras câmeras na estrada. Caiu num veículo ligado à Ferrarini. A imagem tratada… só confirmou que não era coincidência.

Dante olhou para Nico, direto.

— Donato Ferrarini — ele repetiu o nome. — Isso significa alguma coisa pra você?

Nico assentiu devagar. Um “sim” pesado.

— Tenuta Ferrarini. Concorrente. — Ele falou como se dissesse uma informação técnica, mas eu ouvi a frustração por baixo. — A gente se conhece. Sempre foi cordial. Eventos, feira… nunca tivemos problema.

Dante soltou um ar curto pelo nariz, sem sorrir.

— Essas coisas mudam quando você começa a prosperar.

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