Acordei com o calor do sol toscano em meu rosto, um contraste com a brisa fresca da manhã. Por um momento, permaneci de olhos fechados, absorvendo a sensação de paz que me envolvia. O corpo de Christian estava junto ao meu, seu calor reconfortante contra minha pele. Então, percebi algo estranho – vozes. Várias vozes, falando em italiano rápido, a uma curta distância.
Meus olhos se abriram de súbito, o pânico me atingindo como um balde de água fria. Estávamos ainda entre as vinhas, completamente expostos! Um movimento rápido ao meu lado me fez perceber que Christian já estava acordado. Ele havia jogado sua camisa rasgada sobre mim, cobrindo-me precariamente.
— Bom dia — disse ele, parecendo irritantemente calmo para alguém que acabara de ser pego dormindo nu em meio a seus trabalhadores.
— Christian! — sibilei, puxando a camisa para cobrir mais de mim. — Tem gente aqui!
Ele sorriu, um meio sorriso divertido que, em qualquer outra situação, teria feito meu coração derreter.
— Sim, percebi. Os trabalhadores chegam ao amanhecer para cuidar das vinhas.
— E você está perfeitamente tranquilo com isso? — perguntei, mortificada, enquanto tentava localizar minha lingerie e vestido sem me expor ainda mais.
— Depois do susto inicial quando nos viram, ninguém mais ousou se aproximar — respondeu ele, passando a mão pelos cabelos desgrenhados. — Na verdade, estão mantendo uma distância respeitosa.
Estiquei o pescoço e vi que ele estava certo. A algumas fileiras de distância, homens e mulheres trabalhavam nas videiras, cuidadosamente evitando olhar em nossa direção.
— Por que você não me acordou para sairmos daqui? — perguntei, ainda tentando processar o nível de constrangimento da situação.
Christian estendeu a mão, afastando uma mecha de cabelo do meu rosto com surpreendente ternura.
— Porque você estava dormindo tão em paz — respondeu ele simplesmente. — Não tive coragem de interromper.
Algo em seu olhar me desarmou completamente. Ele parecia diferente esta manhã – mais aberto, mais vulnerável talvez.
— Eu estava sonhando — admiti, sentindo o rubor subir pelo meu pescoço. — Algo bom.
— Comigo, espero — provocou ele, aproximando-se.
— Talvez — respondi, puxando-o para um beijo rápido, esquecendo momentaneamente nossa situação comprometedora. — Acho que precisamos nos vestir e voltar para a casa.
Christian assentiu, mas antes se levantou, completamente à vontade com sua seminudez, e gritou algo em italiano. Sua voz autoritária ecoou entre as vinhas e, imediatamente, os trabalhadores se afastaram ainda mais.
— O que você disse? — perguntei, aproveitando a oportunidade para localizar minhas roupas.
— Apenas que precisamos de alguns minutos de privacidade — respondeu ele, começando a se vestir. — E que haverá um bônus generoso para quem permanecer discreto sobre o incidente.
Não pude evitar uma risada nervosa enquanto vestia minha lingerie e tentava dar alguma dignidade ao vestido manchado de vinho e terra.
— Você não perde a compostura nunca, não é? — perguntei, observando-o abotoar a calça com a mesma elegância de sempre, apesar das circunstâncias.
— Não publicamente — respondeu ele, seu olhar intenso me lembrando que, na noite anterior, sua compostura havia desaparecido completamente entre meus braços.
O caminho de volta para a villa foi surpreendentemente leve. Caminhamos de mãos dadas, tendo deixado as bicicletas para trás. Ocasionalmente trocávamos olhares e sorrisos que carregavam as memórias da noite anterior.
Quando chegamos à entrada da propriedade, porém, meu bom humor evaporou instantaneamente. Isabella Bellucci estava na varanda, impecavelmente vestida apesar do horário relativamente matinal, uma expressão de desdém calculado em seu rosto aristocrático.
— Ah, aí estão vocês — disse ela, seu olhar frio avaliando nosso estado desalinhado. — Estávamos nos perguntando onde teriam passado a noite.
Christian se enrijeceu visivelmente ao meu lado, sua postura mudando para aquela que eu reconhecia do CEO da Vinícola Bellucci.
Isabella virou-se para mim, seus olhos afiados como lâminas.
— Para os padrões Bellucci, querida, isso é praticamente uma reunião íntima — respondeu ela com falsa gentileza. — Naturalmente, você será a anfitriã.
Senti meu estômago afundar. Eu mal conseguia diferenciar um vinho tinto de um branco, e agora seria responsável por receber quarenta especialistas em vinho italianos?
— Não acho que seja a melhor ideia. Eu mal conheço os costumes locais e...
— Precisamente o motivo pelo qual este evento é tão importante — interrompeu ela. — Como a nova Senhora Bellucci, você tem obrigações a cumprir.
Christian deu um passo à frente, posicionando-se parcialmente entre nós.
— Mãe, isso é...
— O jantar será às oito. Sugiro que ambos estejam preparados. — Seu olhar recaiu novamente sobre meu vestido manchado de vinho e terra. — E que você use algo mais... adequado, Zoey.
Com um último sorriso frio, ela se virou e subiu os degraus da varanda, deixando-nos em um silêncio tenso.
— Ela está tentando me humilhar — murmurei, assim que Isabella desapareceu dentro da casa.
Christian suspirou, passando a mão pelo rosto. Seus olhos, que há apenas alguns momentos estavam leves e despreocupados, agora refletiam uma determinação intensa que me surpreendeu.
— Vamos enfrentá-la juntos — acrescentou ele, apertando minha mão na sua. — E talvez até nos divertir um pouco no processo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Hoje 04/04, até agora não foram desbloqueados os restantes dos capítulos. Último capitulo liberado 729.... Sem nenhuma explicação. Falta de respeito com os leitores... affff...
Estou achando a história da Anne muito chata. Até agora só enrolação. Aff......
Amei esse livro!! que venham os proximos, com certeza lerei......
O último capítulo desbloqueado foi o 729...isso a quase 15 dias... Qdo a autora irá desbloquear o restante dos capítulos?...
Amei todo o livro Mas infelizmente ficou sem alguns capítulos E agora não liberam o final Muito triste 😞...
Quando vai liberar os extras?...
Um salto de 20 capítulos???? E ainda por cima depois de "obrigarem" os leitores a gastarem dinheiro, pois não disponibilizaram os 2 últimos capítulos da história para depois saltar a história e terminar desta maneira, não achei correto 🤬...
Então dá entrada do Kristian passa para a avó Martina e para a Bella, não entendi......
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...