A manhã seguinte chegou banhada em uma luz dourada e diferente. Acordei com o braço de Rafael pesado e protetor em volta da minha cintura, e seu rosto enterrado na nuca do meu pescoço, respirando calmo.
A realidade do dia anterior não foi um choque, mas sim uma certeza doce e quente, como mergulhar em um banho perfeito. Ele estava aqui, sabia e estava feliz.
Antes mesmo de abrir os olhos completamente, senti seus lábios na minha pele e um beijo suave no ombro.
— Bom dia, mãe do meu filho — sussurrou ele, com a voz ainda rouca do sono, mas carregada de uma ternura que me fez derreter por dentro.
Virei para olhar encará-lo, seus olhos estavam abertos, me observando com uma intensidade nova, um misto de admiração e posse absoluta.
— Bom dia, papai — respondi, e ver o sorriso que se espalhou no seu rosto com a palavra foi uma recompensa em si.
— Como você está? O enjoos, essas coisas de gradivez? — Ele perguntou todo preocupado.
— Por enquanto, tranquila. — Era verdade.
A ansiedade da revelação tinha dado uma trégua, substituída por uma paz sonolenta.
— Vamos buscar a Alana? — perguntou, e eu pude ver o brilho nos seus olhos.
Sabia que ele estava ansioso para contar às pessoas.
No carro a caminho da casa dos meus pais, minha ansiedade voltou, mas era de um tipo diferente.
Como minha mãe e meu pai reagiriam? Era tudo muito recente, muito rápido.
Mas o aperto da mão de Rafael no meu joelho, firme e seguro, me acalmou.
Minha mãe abriu a porta antes mesmo de batermos.
Alana veio correndo como um furacão e se jogou primeiro em mim, depois, com uma confiança que ainda me aquecia o coração, nas pernas de Rafael.
— Mamãe! Rafael! A vovó fez panqueca no formato de coelho também! — ela gritou, puxando-nos para dentro.
A casa dos meus pais cheirava a café fresco e afeto. Meu pai estava na sala, desdobrando o jornal, e ergueu um sorriso ao nos ver.
Minha mãe veio da cozinha, secando as mãos em um pano, com seu olhar amoroso passando por nós três.
Depois dos abraços, das perguntas sobre a viagem de Rafael, sentamos na sala com um suco que minha mãe insistiu.
Rafael estava ao meu lado e Alana na cadeira ao lado dele, mostrando um desenho que fez.
Respirei fundo.
— Mãe, Pai… temos uma notícia.
O ambiente mudou e a leve descontração deu lugar a uma atenção plena. Meus pais trocaram um olhar rápido.
— É uma boa notícia — Rafael interveio com sua voz clara, deixando claro seu apoio.
Sua mão encontrando a minha.
— Muito boa — acrescentei, e um sorriso involuntário tomou meu rosto. — Estou grávida.
O silêncio que se seguiu foi curto, mas denso. Vi os olhos da minha mãe se arregalarem, pousando primeiro no meu rosto, depois baixando para meu ventre, ainda plano.
Meu pai abaixou o jornal completamente.
— Meu Deus, Lorena! — Minha mãe se levantou de um salto, com as mãos tapando a boca.
Mas não foi um choque ruim e sim pura surpresa. Em dois passos, ela estava ao meu lado, me abraçando com força.
— Uma bebê! Outra netinha! — Ela já estava decidindo o sexo. Quando se soltou, seus olhos estavam brilhantes. — Você está bem? Enjoada? Tem que comer direito!
Meu pai se aproximou mais devagar, mas seu rosto sério se transformou em um sorriso largo e comovido.
Ele apertou meu ombro.
— Parabéns, filha. É uma benção. — Ele então olhou para Rafael, e o olhar entre os dois homens era de um entendimento silencioso e respeitoso.
Meu pai estendeu a mão.
— Parabéns, Rafael. Tome conta deles.
***
A próxima parada era a casa dos pais de Rafael, numa cidade vizinha. O clima no carro era de animação contida.
Alana, agora especialista no assunto, explicava para o urso de pelúcia sobre a "lentilha" na barriga da mamãe.
Dona Delma, a mãe de Rafael, nos recebeu com seu abraço esmagador habitual. Seu marido, o Sr. Augusto, um homem mais reservado mas de olhar atento, estava atrás dela.
— Minha querida! Rafael, meu filho! E a minha netinha linda! — ela nos puxou para dentro, e o ritual se repetiu, a sala aconchegante, o cheiro de bolo que ela sempre tinha um pronto e Alana sendo mimada.
Rafael não deixou por menos. Assim que nos sentamos, ele anunciou, direto ao ponto…
— Mãe, Pai. A Lorena está grávida. Vão ser avós.
Dona Delma soltou um gritinho que fez até o Sr. Augusto se assustar. Ela jogou os braços para o alto, dizendo "Graças a Deus!" e "Eu sabia! Eu senti!", e veio me envolver em um abraço que cheirava a talco e amor incondicional.
— Meu anjo, que notícia maravilhosa! Você precisa comer! Tá enjoada? Vou te fazer um chá.
O Sr. Augusto se levantou, veio até Rafael e deu um forte tapinha nas costas dele.
— Parabéns, filho. Homem de família agora, de vez. — Seus olhos, sérios, pousaram em mim. — Você vai ser uma ótima mãe, Lorena. Já é.
Foi uma celebração barulhenta e calorosa, cheia de planos…
"O quarto de hóspedes vira o quarto do bebê!", "Vou tricotar um conjuntinho!".
Alana era a centro das atenções, a "irmã mais velha oficial" e ela aproveitava cada comentário e a situação.
Mas a visita que eu mais temia e, ao mesmo tempo, mais ansiava, era a última.
A Milena.
Fomos ao apartamento dela.
Ela estava de pé, com sua barriga de cinco meses em uma curva linda e firme sob um vestido de malha roxa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Cadê o capítulo 470???¿ Cadê o capítulo 473???????...
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...