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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 519

~ MAITÊ ~

A porta do apartamento se abriu com um clique suave. Marco não hesitou: ele se virou para mim com aquele sorriso travesso que eu conhecia tão bem e, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, já me tinha nos braços, levantando-me do chão em um movimento fluido e decidido. Ele entrou comigo no colo, carregando-me através da porta como se eu não pesasse nada.

Um riso leve e feliz escapou dos meus lábios, meus braços encontraram o pescoço dele por pura vontade do corpo, o buquê ainda seguro em uma das mãos.

— Marco! — protestei, sem conseguir conter o sorriso.

— Tradição, Maitê. Não se discute tradição — ele declarou, seus olhos brilhando com uma mistura de diversão e possessividade que me fez tremer por dentro.

Ele não me pousou de imediato. Ficou parado ali, no meio da sala, comigo em seus braços, como se eu não pesasse mais que uma pluma. Seu olhar percorreu meu rosto, e a brincadeira deu lugar a uma seriedade profunda que fez meu coração bater mais forte.

— Isso me lembra as Maldivas — ele disse, sua voz suave como um afago. — A primeira vez que te carreguei para dentro daquele quarto. Tudo era novo e assustador, mas já era você. Sempre você.

A memória inundou-me, quente e doce.

— Acho que no fundo sempre soube que era você também... — sussurrei.

Finalmente, ele me baixou até que meus pés tocassem o chão, mas seus braços permaneceram em torno da minha cintura, puxando-me contra seu corpo, rígido e familiar. O buquê caiu no chão, esquecido.

— Agora... — ele sussurrou, e sua voz tinha uma qualidade diferente, áspera, carregada de uma intenção que fez um calafrio percorrer minha coluna. — Agora Aurora está com os avós. E nós temos a noite inteira. Só nós dois.

Meu coração parecia um tambor em meu peito.

— E o que você pretende fazer com todo esse tempo? — perguntei, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia.

Ele não respondeu com palavras.

Inclinou a cabeça e capturou meus lábios em um beijo.

E não foi como o beijo casto da igreja.

Era fome pura.

Meus dedos enterraram-se em seus cabelos, puxando-o para mais perto, aprofundando o beijo até ficarmos sem ar. Suas mãos desceram das minhas costas até a curva do meu quadril, apertando, puxando-me contra a evidência dura de seu desejo, e um gemido baixo escapou da minha garganta.

— Quarto — ofeguei, quebrando o beijo por um segundo. — Marco, por favor, quarto.

— Trabalhando nisso — ele murmurou contra meus lábios, e começou a nos mover em direção ao quarto, um passo desajeitado de cada vez, sem nunca parar de me beijar.

Marco me puxou para mais perto, minha cabeça descansando no vão de seu pescoço.

— Eu te amo — ele sussurrou, sua voz grave e sonolenta. — Mais do que qualquer coisa.

— Eu também te amo — respondi, minha voz ainda fraca e ofegante. Beijei suavemente a pele do seu pescoço. — Sabe... — comecei, o sorriso se alastrando. — Acho que quero me casar com você todos os dias.

Senti o corpo dele tremer com uma risada baixa.

— Todos os dias? — ele perguntou, divertido.

— Todos os dias — confirmei, me apoiando no cotovelo para encarar seus olhos satisfeitos. — Se toda noite de núpcias termina assim... quero a parte do 'até que a morte nos separe' todos os dias.

Seus olhos brilharam de pura malícia e posse antes que ele me puxasse de volta para um beijo lento, profundo e promissor.

— Então é um acordo, esposa — ele murmurou contra meus lábios. — Nos casamos de novo amanhã. E depois. E no dia seguinte.

— Perfeito — suspirei, me aconchegando contra ele, me sentindo completa, amada e devidamente desfeita.

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