Seus dedos encontraram minha cintura, envolvendo-a com uma cautela que me fez querer chorar.
Ele não agarrou, não puxou, apenas segurou, como se eu fosse a coisa mais preciosa e frágil do mundo. Então, ele se inclinou e seus lábios encontraram os meus.
Não foi o beijo feroz e devorador da sala na empresa. Foi lento, suave. Um toque que era um reconhecimento, um "estou aqui", e um pedido de desculpas por cada machucado.
Sentia o sabor dele misturado ao gosto do meu próprio lábio rachado, e mesmo assim, era a coisa mais doce que eu já experimentei.
Ele se afastou apenas o suficiente para encostar a testa na minha. Nós fechamos os olhos, e por um momento, não existiu dor nem medo.
Só aquele ponto de contato, e a sua respiração se misturando à minha.
— Não acredito que você está aqui — sussurrei, as palavras saindo trêmulas contra seus lábios. — Como você conseguiu vir? Se os homens do Thales…
Ele afastou um pouco a cabeça, segurando meu rosto com as duas mãos, seus polegares fazendo carinhos suaves nas têmporas.
Então, beijou minha testa com todo o cuidado.
— Primeiro, você precisa se deitar. Não é bom ficar em pé — ele disse, sua voz era um murmúrio rouco perto do meu ouvido.
Eu apenas acenei, sem forças para argumentar. Minha mão encontrou a dele, e nos entrelaçamos os dedos.
Aquele simples gesto me deu mais apoio do que qualquer coisa.
Rafael me guiou de volta para a cama, seus movimentos cuidadosos, sempre atento para não me machucar.
Me ajudou a sentar, depois a deitar, arrumando o travesseiro com uma delicadeza que era tão estranha e maravilhosa vindo dele.
Ele então se deitou ao meu lado na cama estreita, e me puxou com suavidade contra o seu peito.
Meu corpo se encaixou no dele, com minha cabeça encontrando o espaço perfeito sob seu queixo.
Seu braço envolveu meus ombros, e sua mão começou a acariciar meu braço, traçando padrões calmantes na minha pele.
Eu soltei um suspiro que parecia carregar semanas de tensão.
— Fui para o aeroporto — ele começou a explicar, com sua voz vibrando seu peito contra minha orelha. — Os homens de Thales estavam me seguindo… entrei em um banheiro e troquei de lugar com outra pessoa. Agora, os homens do Thales acham que Rafael Fonseca está a caminho da Argentina, no jatinho do Alessandro.
Eu me afastei o suficiente para olhar para o rosto dele, totalmente surpresa e um sorriso pequeno e verdadeiro esticou meus lábios doloridos.
— Você é louco. Nem acredito que está aqui.
Ele sorriu de volta, um reflexo cansado mas genuíno, e beijou o topo da minha cabeça.
— Eu também estava contando os segundos. Mal conseguia pensar em outra coisa.
Ele fechou os olhos por um momento, e vi a tensão voltar aos seus traços. A mão que acariciava meu braço parou.
— O que foi? — perguntei, preocupada.
Ele abriu os olhos, e neles eu vi um turbilhão de raiva pura, contida a ferro e fogo.
— Tô me segurando pra não estragar tudo e ir atrás desse desgraçado agora mesmo. O que ele fez com você… essas marcas… — sua voz falhou, e seus olhos percorreram meu rosto novamente, cada hematoma parecendo causar-lhe dor física.
Eu desviei o olhar, um pouco de vergonha misturada à raiva própria me invadindo.
— Ele… ele não saiu ileso — disse, baixinho. — Eu joguei gordura quente de frigideira no rosto dele. Provavelmente vai ficar com sequelas nos olhos. E… — engoli em seco. — E eu dei uma facada nele, na barriga. Porque ele estava segurando a Alana, machucando ela.
Fiz uma pausa, sentindo o coração acelerar com a lembrança.
— Ele vai precisar se recuperar também. Talvez isso nos dê um tempo.
Rafael ficou em silêncio por um momento, e então olhou para mim com uma expressão nova. Era surpresa, sim, mas também… admiração? Orgulho?
— Você se defendeu — ele disse, como se estivesse processando a informação. — Você lutou de volta.
— Eu tive que lutar — respondi, e pela primeira vez, senti um lampejo de algo que não era medo ou desespero ao lembrar daquela noite.
Era uma centelha de poder, de não ter sido apenas uma vítima. ]
— E… me senti bem. Em poder ter conseguido e protegido a Alana.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...
Cadê o capítulo 319???????? Não tem?????...
Tá cada dia pior, os capítulos estão faltando e alguns estão se repetindo....