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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 442

Seus dedos encontraram minha cintura, envolvendo-a com uma cautela que me fez querer chorar.

Ele não agarrou, não puxou, apenas segurou, como se eu fosse a coisa mais preciosa e frágil do mundo. Então, ele se inclinou e seus lábios encontraram os meus.

Não foi o beijo feroz e devorador da sala na empresa. Foi lento, suave. Um toque que era um reconhecimento, um "estou aqui", e um pedido de desculpas por cada machucado.

Sentia o sabor dele misturado ao gosto do meu próprio lábio rachado, e mesmo assim, era a coisa mais doce que eu já experimentei.

Ele se afastou apenas o suficiente para encostar a testa na minha. Nós fechamos os olhos, e por um momento, não existiu dor nem medo.

Só aquele ponto de contato, e a sua respiração se misturando à minha.

— Não acredito que você está aqui — sussurrei, as palavras saindo trêmulas contra seus lábios. — Como você conseguiu vir? Se os homens do Thales…

Ele afastou um pouco a cabeça, segurando meu rosto com as duas mãos, seus polegares fazendo carinhos suaves nas têmporas.

Então, beijou minha testa com todo o cuidado.

— Primeiro, você precisa se deitar. Não é bom ficar em pé — ele disse, sua voz era um murmúrio rouco perto do meu ouvido.

Eu apenas acenei, sem forças para argumentar. Minha mão encontrou a dele, e nos entrelaçamos os dedos.

Aquele simples gesto me deu mais apoio do que qualquer coisa.

Rafael me guiou de volta para a cama, seus movimentos cuidadosos, sempre atento para não me machucar.

Me ajudou a sentar, depois a deitar, arrumando o travesseiro com uma delicadeza que era tão estranha e maravilhosa vindo dele.

Ele então se deitou ao meu lado na cama estreita, e me puxou com suavidade contra o seu peito.

Meu corpo se encaixou no dele, com minha cabeça encontrando o espaço perfeito sob seu queixo.

Seu braço envolveu meus ombros, e sua mão começou a acariciar meu braço, traçando padrões calmantes na minha pele.

Eu soltei um suspiro que parecia carregar semanas de tensão.

— Fui para o aeroporto — ele começou a explicar, com sua voz vibrando seu peito contra minha orelha. — Os homens de Thales estavam me seguindo… entrei em um banheiro e troquei de lugar com outra pessoa. Agora, os homens do Thales acham que Rafael Fonseca está a caminho da Argentina, no jatinho do Alessandro.

Eu me afastei o suficiente para olhar para o rosto dele, totalmente surpresa e um sorriso pequeno e verdadeiro esticou meus lábios doloridos.

— Você é louco. Nem acredito que está aqui.

Ele sorriu de volta, um reflexo cansado mas genuíno, e beijou o topo da minha cabeça.

— Eu também estava contando os segundos. Mal conseguia pensar em outra coisa.

Ele fechou os olhos por um momento, e vi a tensão voltar aos seus traços. A mão que acariciava meu braço parou.

— O que foi? — perguntei, preocupada.

Ele abriu os olhos, e neles eu vi um turbilhão de raiva pura, contida a ferro e fogo.

— Tô me segurando pra não estragar tudo e ir atrás desse desgraçado agora mesmo. O que ele fez com você… essas marcas… — sua voz falhou, e seus olhos percorreram meu rosto novamente, cada hematoma parecendo causar-lhe dor física.

Eu desviei o olhar, um pouco de vergonha misturada à raiva própria me invadindo.

— Ele… ele não saiu ileso — disse, baixinho. — Eu joguei gordura quente de frigideira no rosto dele. Provavelmente vai ficar com sequelas nos olhos. E… — engoli em seco. — E eu dei uma facada nele, na barriga. Porque ele estava segurando a Alana, machucando ela.

Fiz uma pausa, sentindo o coração acelerar com a lembrança.

— Ele vai precisar se recuperar também. Talvez isso nos dê um tempo.

Rafael ficou em silêncio por um momento, e então olhou para mim com uma expressão nova. Era surpresa, sim, mas também… admiração? Orgulho?

— Você se defendeu — ele disse, como se estivesse processando a informação. — Você lutou de volta.

— Eu tive que lutar — respondi, e pela primeira vez, senti um lampejo de algo que não era medo ou desespero ao lembrar daquela noite.

Era uma centelha de poder, de não ter sido apenas uma vítima. ]

— E… me senti bem. Em poder ter conseguido e protegido a Alana.

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