Me virei dentro do abraço dele, encontrando seus olhos.
— Muito melhor — respondi, e era a verdade mais pura.
Me inclinei e beijei seus lábios, com um beijo doce, de boas-vindas.
— E a empresa? — perguntei, afastando-me um pouco para mexer no fogão.
— Por enquanto, sob controle — ele respondeu, e eu senti o alívio na sua voz.
Sabia que a situação era frágil, que ele e os seus amigos estavam lutando contra o tempo. Mas “sob controle” era melhor do que qualquer coisa nas últimas semanas.
— Alessandro e Diogo são uns salvadores. Malditos e caros, mas salvadores.
Sorri, sentindo um peso sair dos meus ombros também.
Ele se afastou, dizendo que ia tomar um banho, e eu terminei de preparar o almoço, desligando o fogo.
A casa ficou em silêncio novamente…
Fiquei parada na cozinha, ainda sentindo o seu toque.
Suspirei, sentindo um calor baixo, uma energia elétrica percorrendo minha pele. Hoje, eu tinha acordado e me sentido… inteira.
Por dentro e por fora. As dores tinham sumido, o medo estava adormecido.
E o meu corpo, que tinha se fechado, se encolhido por tanto tempo, parecia despertar.
Lembrou-se dos desejos, das necessidades e do toque dele.
Um arrepio de excitação puro correu pela minha espinha.
Olhei para as escadas. Ele ainda deveria estar no banho…
Sem pensar muito, e nem dar chance para a dúvida ou para a timidez que às vezes ainda me assombrava, subi os degraus.
Meu coração batia mais rápido, mas era uma batida boa, de antecipação, não de pânico.
Cheguei à porta do nosso quarto… nosso quarto, a ideia ainda me dava um frio na barriga gostoso, e a tranquei por dentro.
O som da água caindo no banheiro ficou mais claro.
Comecei a tirar a roupa e deixei tudo num pequeno monte no chão. Minha pele ficou arrepiada no ar fresco do quarto, mas um calor interno a aquecia.
Caminhei até a porta do banheiro, que estava entreaberta.
O box de vidro estava embaçado, mas ainda o via… se movendo sob a água. Ele parecia não me ouvir se aproximar.
Respirei fundo e abri a porta do box.
O vapor quente me atingiu no rosto. Rafael estava de costas, enxaguando o shampoo do cabelo. A água escorria pelos músculos definidos de suas costas, pela cintura estreita, pelas coxas fortes. Ele era… impressionante.
Uma escultura de força e masculinidade e quando ele se virou de frente pra mim, pela centésima vez, entendi, com um misto de apreensão e desejo, por que a minha entrada doía depois do sexo com ele.
Ele era grande.
Rafael terminou de enxaguar o rosto e abriu os olhos. E então me viu parada na entrada do box, completamente nua.
Seus olhos se arregalaram por uma fração de segundo, surpresos. E então, um sorriso lento, predatório e incrivelmente sexy, se espalhou por seu rosto.
Um sorriso que falava de reconhecimento, de posse, de um desejo que ele também estava segurando havia dias.
— Precisa de ajuda no banho? — perguntei, minha voz saindo mais ousada do que eu me sentia.
Ele riu, um som baixo e rouco que se misturou ao barulho da água. Em um movimento fluido, esticou o braço, envolvendo minha cintura e me puxou para dentro do box, contra seu corpo molhado e quente.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...