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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 466

Me virei dentro do abraço dele, encontrando seus olhos.

— Muito melhor — respondi, e era a verdade mais pura.

Me inclinei e beijei seus lábios, com um beijo doce, de boas-vindas.

— E a empresa? — perguntei, afastando-me um pouco para mexer no fogão.

— Por enquanto, sob controle — ele respondeu, e eu senti o alívio na sua voz.

Sabia que a situação era frágil, que ele e os seus amigos estavam lutando contra o tempo. Mas “sob controle” era melhor do que qualquer coisa nas últimas semanas.

— Alessandro e Diogo são uns salvadores. Malditos e caros, mas salvadores.

Sorri, sentindo um peso sair dos meus ombros também.

Ele se afastou, dizendo que ia tomar um banho, e eu terminei de preparar o almoço, desligando o fogo.

A casa ficou em silêncio novamente…

Fiquei parada na cozinha, ainda sentindo o seu toque.

Suspirei, sentindo um calor baixo, uma energia elétrica percorrendo minha pele. Hoje, eu tinha acordado e me sentido… inteira.

Por dentro e por fora. As dores tinham sumido, o medo estava adormecido.

E o meu corpo, que tinha se fechado, se encolhido por tanto tempo, parecia despertar.

Lembrou-se dos desejos, das necessidades e do toque dele.

Um arrepio de excitação puro correu pela minha espinha.

Olhei para as escadas. Ele ainda deveria estar no banho…

Sem pensar muito, e nem dar chance para a dúvida ou para a timidez que às vezes ainda me assombrava, subi os degraus.

Meu coração batia mais rápido, mas era uma batida boa, de antecipação, não de pânico.

Cheguei à porta do nosso quarto… nosso quarto, a ideia ainda me dava um frio na barriga gostoso, e a tranquei por dentro.

O som da água caindo no banheiro ficou mais claro.

Comecei a tirar a roupa e deixei tudo num pequeno monte no chão. Minha pele ficou arrepiada no ar fresco do quarto, mas um calor interno a aquecia.

Caminhei até a porta do banheiro, que estava entreaberta.

O box de vidro estava embaçado, mas ainda o via… se movendo sob a água. Ele parecia não me ouvir se aproximar.

Respirei fundo e abri a porta do box.

O vapor quente me atingiu no rosto. Rafael estava de costas, enxaguando o shampoo do cabelo. A água escorria pelos músculos definidos de suas costas, pela cintura estreita, pelas coxas fortes. Ele era… impressionante.

Uma escultura de força e masculinidade e quando ele se virou de frente pra mim, pela centésima vez, entendi, com um misto de apreensão e desejo, por que a minha entrada doía depois do sexo com ele.

Ele era grande.

Rafael terminou de enxaguar o rosto e abriu os olhos. E então me viu parada na entrada do box, completamente nua.

Seus olhos se arregalaram por uma fração de segundo, surpresos. E então, um sorriso lento, predatório e incrivelmente sexy, se espalhou por seu rosto.

Um sorriso que falava de reconhecimento, de posse, de um desejo que ele também estava segurando havia dias.

— Precisa de ajuda no banho? — perguntei, minha voz saindo mais ousada do que eu me sentia.

Ele riu, um som baixo e rouco que se misturou ao barulho da água. Em um movimento fluido, esticou o braço, envolvendo minha cintura e me puxou para dentro do box, contra seu corpo molhado e quente.

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