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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 480

Quando seus pés tocaram a areia quente, Alana soltou minha mão e partiu em disparada, seus gritos de alegria se perdendo no barulho das ondas baixinhas.

Ela correu até a beira d’água, parou diante da espuma que avançava e recuava, e ficou parada, observando, com uma reverência que me comoveu.

A imensidão azul à sua frente era algo novo, poderoso.

Fiquei alguns passos atrás, observando. Lorena desceu a trilha mais devagar, e quando chegou perto de mim, encostou o ombro no meu, seu calor misturando-se ao meu.

— Ela nunca viu o mar assim, de verdade — sussurrou e sua voz estava cheia de uma emoção que entendi perfeitamente.

Era sobre dar à filha as experiências que o medo tinha roubado.

— Vai ver muito mais — prometi baixinho, passando o braço em volta dos seus ombros e puxando-a contra mim.

Meus olhos não saíam da cena da filha dela, minha filha de coração, enfrentando o mundo novo e lindo que eu tinha jurado dar a elas.

A noite caiu com uma explosão de cores no céu, e fomos a um restaurante na orla, simples, com mesas na areia e lanternas penduradas. Comemos peixe grelhado, arroz de coco, e Alana experimentou um suco de maracujá que declarou ser a melhor coisa do mundo.

Ela tagarelava sem parar, sobre a areia, os peixinhos que viu, sobre o barco grande que estava ancorado mais adiante.

Foi aí que a ideia pegou. O passeio de escuna pela baía no dia seguinte.

Na manhã seguinte, subimos a precária passarela de madeira para o barco. Alana, que tinha estado tão corajosa na areia, ficou petrificada no convés, com seus dedinhos agarrando-se com força à barra da minha bermuda.

O balanço suave da embarcação, o som diferente da água batendo no casco, tudo era assustador.

— Não gostei, Rafael. Quero descer — ela disse, sua voz pequena e trêmula.

Lorena estava um pouco pálida também, o enjoo matinal dando as caras com o balanço. Ela sentou-se em um banco fixo, respirando fundo.

O trabalho era meu.

Me abaixei até ficar na altura dela.

— Olha pra mim, Alana.

Ela ergueu os olhos assustados.

— Você lembra das suas aulas de natação? Da professora Carla?

Ela fez que sim, em um movimento minúsculo.

— O que a Carla falava sobre a água?

— Que… que a gente tem que respeitar, mas não ter medo — ela recitou, em um sussurro.

— Isso mesmo. E olha essa água aqui — apontei para a baía de um azul-turquesa, calma como uma piscina gigante. — É ainda mais tranquila do que a piscina da academia. E eu tô aqui. Eu não vou soltar sua mão. A mamãe tá aqui te vendo. Que tal a gente só sentar aqui na escadinha e molhar os pés?

Ela hesitou com seu conflito interno visível. O medo do novo, contra a confiança que ela tinha depositado em mim, gota a gota, ao longo dos meses.

A confiança que eu cultivava com cada brincadeira no tapete, cada promessa cumprida, cada abraço quando ela tinha um pesadelo.

Finalmente, ela acenou.

Segurei sua mão com firmeza e a levei até a parte de trás do barco, onde uma escadinha de corda levava à água. Sentei na borda, com as pernas na água, e a puxei para sentar ao meu lado. Ela hesitou, mas então deixou os pés descer.

A água era morna e surpreendentemente agradável.

— Viu? Só água. — Mergulhei meus braços, fazendo um movimento suave. — Olha, até dá para ver os peixinhos lá embaixo.

A curiosidade venceu um pouco o medo. Ela se inclinou, tentando ver e pouco a pouco, seu corpo relaxou.

O barco começou a navegar lentamente pela baía, passando por ilhas cobertas de mata, por praias desertas.

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