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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 554

~ MIA ~

— Você tem cinco segundos para tirar esse sorriso idiota do rosto antes que eu te jogue pela janela — disse, cruzando os braços e encarando Dante do banco do passageiro.

Dante, é claro, não tirou o sorriso. Pelo contrário, ele alargou ainda mais, aquele sorriso presunçoso e irritante que usava desde que éramos crianças e ele sabia que estava me tirando do sério.

— Bom dia pra você também, priminha — disse ele alegremente, suas mãos no volante do Land Rover completamente adaptado para direção na neve que Christian tinha aparentemente providenciado. — Adorei a mala. Trouxe roupa para um mês inteiro só para "verificar se a Bianca está bem"?

— Você me fez sair de casa em quinze minutos — retruquei. — Não tive tempo de planejar adequadamente.

— Quinze minutos? — Dante revirou os olhos. — Foram quarenta e cinco. Eu cronometrei enquanto você "só colocava uma maquiagem leve".

— Eu te odeio — murmurei.

— Não, não odeia — respondeu Dante, ligando o motor. O carro roncou suavemente, aquecimento já começando a trabalhar. — Você me ama. Todos me amam. É meu dom natural.

— Seu dom natural é ser insuportável.

— Isso também.

Saímos do estacionamento do meu prédio, e Dante navegou pelas ruas de Florença com a confiança de quem tinha feito aquilo mil vezes, apesar de ter se mudado da Ásia não a muito tempo. O que provavelmente tinha dirigido mesmo, considerando quantas "amigas" ele tinha espalhadas pela cidade.

A neve ainda caía, embora não tão intensamente. Aqui em Florença era mais uma neve leve, romântica até, cobrindo os telhados antigos e as ruas de paralelepípedos com uma camada fina e bonita.

Mas eu sabia que conforme fôssemos subindo em direção a Montepulciano, nas colinas, a situação ia piorar consideravelmente

— Então — disse Dante depois de alguns minutos de silêncio — vamos resgatar a Workaholic Suprema do meio de uma nevasca porque Christian mandou. Parece um domingo perfeitamente normal.

— Ela não é workaholic — retruquei automaticamente, mesmo sabendo que era meio mentira. Bianca realmente vivia para o trabalho.

— Mia, ela mandou emails às três da manhã na semana passada — disse Dante. — Três da manhã. Sobre projeções de vendas do segundo trimestre.

— Ela tem insônia às vezes.

— Ou é viciada em trabalho.

Revirei os olhos mas não consegui discutir muito. Bianca realmente levava o trabalho muito a sério. Às vezes sério demais. Especialmente depois que meu irmão tinha se afastado da Bellucci e ela achava que precisava se provar ainda mais para Christian.

Fiquei olhando pela janela enquanto Florença ia ficando para trás, dando lugar a colinas cobertas de neve e vinhedos adormecidos pelo inverno.

— Era bom quando o Marco era o braço direito do Christian — disse depois de um momento. — Ele resolvia tudo. Lidava com todas essas missões secretas e dramáticas. Eu podia passar meus domingos em paz, fazendo coisas normais de domingo.

— Como hidratar o cabelo? — provocou Dante.

— Exatamente. E fazer as unhas, e ir ao brunch, e não dirigir para o meio do nada em uma nevasca.

Dante riu.

— Ah, mas admita. Você estava entediada. Sua vida é trabalho, spa, e ocasionalmente jantar com aquele banqueiro entediante com quem você está saindo.

— O Stefano não é entediante — disse defensivamente, mesmo sabendo que era mentira. Stefano era incrivelmente entediante. Falava sobre taxas de juros com o mesmo entusiasmo que outras pessoas falavam sobre suas paixões.

— Ele explicou o sistema bancário suíço por quarenta e cinco minutos no último jantar — disse Dante. — Eu cronometrei. Quarenta e cinco minutos, Mia. Você estava com os olhos vidrados.

— Eu estava prestando atenção educadamente.

— Você estava mentalmente planejando sua fuga

Não consegui discutir com isso porque era verdade.

— Está ficando feio — observei, olhando pela janela. A visibilidade estava diminuindo rapidamente.

— Vai ficar pior — disse Dante. — Mas esse carro foi feito para isso. Tração nas quatro rodas, pneus de neve, aquecimento industrial. Christian não economiza quando se trata de equipamento.

— Pelo menos uma coisa boa dessa missão ridícula.

Levou quase três horas para fazer uma viagem que normalmente levaria uma hora e meia. Três horas de neve cada vez mais intensa, estradas cada vez mais perigosas, e Dante fazendo piadas terríveis para aliviar a tensão.

Quando finalmente vimos a placa indicando Montepulciano, foi um alívio enorme.

— Quase lá — disse Dante. — A pousada deve ser... ali.

Apontou para uma propriedade grande à direita, uma villa antiga e bonita mesmo coberta de neve. Tinha aquele charme rústico toscano que turistas amavam.

Dante estacionou o carro e nós dois saímos, tremendo imediatamente com o frio cortante.

— Lembre-se — disse enquanto caminhávamos em direção à entrada — ela está aqui como Bianca Ricci, não Bellucci.

— Eu sei, eu sei. Não sou idiota.

— Discutível.

Entramos na villa, sacudindo a neve das roupas. Uma mulher nos cumprimentou da recepção, sorrindo calorosamente.

— Bom dia! Bem-vindos à Tenuta Montesi. Posso ajudá-los?

— Sim — disse Dante, colocando aquele sorriso charmoso que usava com todas as mulheres. — Estamos procurando por uma hóspede. Bianca Bellu...

— Bianca Ricci — interrompi rapidamente, lançando um olhar de advertência para Dante. — Estamos procurando por Bianca Ricci.

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