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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 563

~ BIANCA ~

Estava dobrando minhas roupas na mala — ou tentando, considerando que tudo parecia ter encolhido ou aumentado desde que as arrumei originalmente — quando Mia entrou no quarto sem bater. Típico dela.

— Precisa de ajuda? — ofereceu, mas já estava se jogando na cama antes mesmo que eu pudesse responder, claramente sem nenhuma intenção real de ajudar.

— Claro — disse com sarcasmo, segurando uma blusa amassada. — Sua contribuição está sendo extremamente valiosa.

Mia riu, se acomodando melhor contra os travesseiros e me observando com aqueles olhos curiosos que conhecia tão bem.

— Então — começou ela, alongando a palavra de uma forma que imediatamente me colocou em alerta — vai me contar ou vou ter que arrancar de você?

— Contar o quê? — perguntei, fingindo inocência enquanto dobrava a blusa de qualquer jeito e a jogava na mala.

— Bia, pelo amor de Deus — Mia revirou os olhos dramaticamente. — Você passou dois dias achando que estava noiva de um cara completamente gostoso que você nunca tinha visto na vida. Obviamente eu quero todos os detalhes sujos.

Senti meu rosto esquentar.

— Não tem detalhes sujos — murmurei, pegando outra peça de roupa para ter algo para fazer com as mãos.

— Mentirosa — acusou Mia, se sentando mais ereta na cama. — Vi a forma como você olha para ele. E a forma como ele olha para você. Há tensão sexual suficiente ali para cortar com uma faca.

Não consegui evitar o sorriso que se formou nos meus lábios.

— Tá — admiti, finalmente me virando para encará-la. — Teve... momentos.

Mia bateu palmas como uma criança empolgada.

— Eu sabia! Conta tudo. E não pula as partes boas.

Suspirei, mas a verdade era que parte de mim queria desabafar. Queria contar para alguém sobre esses dias estranhos e confusos e, de certa forma, mágicos.

— Eu realmente acreditava que éramos noivos — comecei, me sentando na beirada da cama ao lado dela. — Tipo, acreditava de verdade. E agia como alguém que estava noiva. Que estava... apaixonada.

— Você apaixonada? Que conceito alienígena.

Dei um tapa leve no braço dela.

— Cala a boca e me deixa contar.

— Desculpa, desculpa. Continue.

— Eu... tipo, eu tentei seduzi-lo — admiti, sentindo meu rosto pegar fogo. — Várias vezes. De formas cada vez menos sutis.

Mia arregalou os olhos.

— Você? Senhorita "relacionamentos são distrações desnecessárias"? Tentou seduzir alguém?

— Eu achava que era meu noivo! — defendi-me. — Parecia perfeitamente razoável!

— Sim, senhora — respondi com falso respeito. — Podemos esquecer o Dante? Aliás... Cadê ele? — perguntei de repente, percebendo que não tinha visto meu primo desde saiu repentinamente da mesa de jantar.

Mia revirou os olhos tão dramaticamente que quase deu para ouvi-los girando.

— Se despedindo de alguém — disse com um suspiro pesado.

Minha boca se abriu levemente em surpresa.

— Paola? — perguntei, incrédula.

— Achei que ela fosse mais forte — disse Mia, balançando a cabeça com desaprovação fingida. — Mas o Dante deve mesmo ter alguma coisa. Tipo, feromônios sobrenaturais ou algo assim. É a única explicação.

Ela riu, um som divertido e levemente malicioso.

— Enfim, boa noite de verdade agora — disse, saindo e fechando a porta atrás de si.

Fiquei ali sentada na beirada da cama por um longo momento, olhando para a mala meio arrumada, para o quarto que tinha se tornado estranhamente familiar nos últimos dias.

Levantei-me e continuei arrumando minhas coisas, dobrando cada peça de roupa com mais cuidado agora. Coloquei os produtos de higiene na nécessaire, guardei os medicamentos que o médico tinha prescrito, certifiquei-me de que tinha tudo.

Mas conforme ia finalizando, conforme a mala ia ficando cada vez mais cheia e a hora de ir embora ficava cada vez mais real, senti um peso estranho no peito.

Precisava me despedir.

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