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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 421

Mesmo com metade do rosto escondido, eu reconheceria aquela linha do queixo, aquela boca, e principalmente, aqueles olhos azuis intensos em qualquer lugar do universo.

— Como… — a palavra morreu na minha garganta.

Eu não conseguia respirar.

Lorena sorriu, um sorriso trêmulo e lindo. Vi Milena piscar para mim rapidamente pelo vão antes de a porta se fechar completamente, nos deixando sozinhos.

O silêncio que se seguiu foi pesado, carregado de tantas coisas não ditas, medo e saudade.

Durou apenas dois segundos.

Ela se moveu primeiro, correu os poucos passos que nos separavam e se jogou em cima do meu colo, seus braços envolvendo meu pescoço com uma força desesperada.

Um som entre um soluço e um suspiro escapou dela.

Eu não pensei.

Meus braços se fecharam em volta dela, puxando-a ainda mais para perto, uma das minhas mãos subindo para segurar seu rosto. E então meus lábios encontraram os seus.

Foi um beijo de fome, alívio e uma saudade que doía. Era salgado pelas lágrimas que eu senti escorrer do seu rosto para o meu.

Era doce pelo simples milagre de tê-la ali, viva, quente, nos meus braços.

Durou uma eternidade e foi curto demais.

Quando nos separamos, ofegantes, vi seus olhos nadando em lágrimas, iluminados por uma felicidade tão pura que me partiu o coração.

— Cuidado… a sua perna… — ela sussurrou, tentando se ajustar no meu colo sem me machucar.

Eu sorri, um sorriso de verdade que vinha de um lugar que eu achava que tinha secado.

— Tá tudo bem, já tiraram o gesso. É só você. — Puxei-a de volta para outro beijo, mais lento, mais profundo, saboreando o momento.

Quando nos afastamos de novo, usei o polegar para enxugar uma de suas lágrimas teimosas.

— Não chora, por favor.

— Eu fiquei com tanto medo… — a voz dela quebrou. — Quando a Glayce me contou sobre o acidente… eu pensei que você tinha se machucado muito, fiquei louca para te ver. Mas o Thales…

— Eu sei — interrompi suavemente, segurando seu rosto com as duas mãos, forçando-a a me olhar. — Eu sei de tudo, o Eduardo me contou. Tudo, Lorena. Sobre a Joyce e as ameaças, sobre o que ele é.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

— Mas… ?

— Vou te tirar desse inferno, prometo. Eu, os meus homens, e o seu irmão. A gente vai acabar com isso. — Minha voz era um voto, uma promessa gravada em aço.

— Ele é um monstro, Rafael. Você não tem ideia… — o medo voltou aos olhos dela.

Cap.120 1

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