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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 429

Meus amores, primeiro, desculpe por esse último capítulo. Acabei confudindo e enviando o do outro livro. Infelizmente, não consigo apagar... preciso pedir para a Editora fazer isso. Espero que apague o quanto antes...

Agora, vamos a continuação da do Rafael.

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O quarto vazio da casa tinha um eco frio. Marilene estava amarrada a uma cadeira de metal, o pano ainda na boca, com os olhos arregalados de pânico e ódio por trás da venda.

Seu corpo se contorcia em protestos mudos.

— Tira isso dela — eu ordenei para a Susy, minha voz soando plana no espaço vazio.

Susy obedeceu, arrancando o pano com um puxão seco. No mesmo instante, Marilene inspirou fundo, seu peito se expandindo para soltar um grito.

Mas o som nunca saiu.

O soco da Susy foi rápido, preciso e brutal. O impacto oco contra a mandíbula de Marilene ecoou pelo quarto como um tiro abafado.

A cabeça dela foi jogada para o lado, com um gemido de dor surpresa e raiva escapando antes que ela pudesse se recompor.

Eu me aproximei, com a muleta rangendo no piso frio. A dor na minha perna misturou a raiva nesse momento, totalmente esquecida.

— Onde estão as contas do Thales? As transferências, os investimentos fantasmas.

Ela ergueu o rosto, o lábio já começando a inchar, e seus olhos injetados me encarando com desprezo.

— Não sei quem é Thales.

Mentira, pura e simples. Antes que eu pudesse dizer algo, Susy se moveu de novo.

Outro soco, desta vez no torso, bem na região das costelas. Marilene se curvou para frente, o ar saindo dos seus pulmões num “oof” dolorido, seguido por um gemido baixo.

— Vão todos pro inferno — ela cuspiu, sangue e saliva tingindo o chão.

— Talvez. Mas você vai primeiro — Susy retrucou, sua voz era a de uma profissional fazendo um trabalho desagradável.

Ela começou a aplicar pressão em pontos específicos, torções precisas que faziam Marilene gritar de dor genuína, sem conseguir contê-lo e mais socos e chutes foram deferidos nela.

Eu observei com uma frieza que me assustou um pouco por dentro. Não era prazer. Era necessidade, um cálculo.

— Para — eu disse, depois de um minuto.

Susy parou imediatamente, recuando um passo.

Marilene estava ofegante, suada, o sangue escorrendo do lábio e de um corte perto da sobrancelha. Ela nos encarou, respirando com dificuldade.

— Eu… não sei nada sobre ele — ela insistiu, mas sua voz já não tinha a mesma convicção.

Foi então que Susy se virou e pegou uma bolsa de ferramentas que estava no canto.

O som de metal rangendo quando ela abriu a zíper fez o ar do quarto ficar ainda mais gelado. Ela tirou de dentro um alicate de corte.

O silêncio foi absoluto e Marilene parou de respirar.

Seus olhos ficaram fixos no lugar de onde o som tinha vindo. Todo o ódio e arrogância derreteram, substituídos por um terror primitivo e absoluto.

Ela começou a tremer violentamente, se debatendo tentando soltar as amarras.

— Não… não, por favor… — sua voz saiu um fio de pânico.

Susy se aproximou, com o alicate visível e sua sombra caindo sobre Marilene. Ela pegou a mão amarrada dela, segurando seu dedo indicador com uma firmeza implacável.

— Última chance. Onde ele guarda o dinheiro? — a voz de Susy era um sussurro mortal.

— ELES VÃO ATRÁS DE VOCÊS! — Marilene gritou, com os olhos arregalados de terror. — Eles vão achá-los! Eles vão matar todos vocês! E me matar!

— A gente pode te proteger — eu interrompi, falando direto para ela. — Posso te tirar daqui. Mandar você para um lugar onde nunca vão te encontrar. Dinheiro novo, identidade nova.

Ela riu, um som rouco e desesperado.

— Impossível. Você não tem ideia… eles têm olhos em todo lugar. Até no inferno eles acham.

— Então fala! — Susy rosnou, apertando o alicate, não cortando ainda, mas a ameaça era clara como água. — Antes que você perca algo mais precioso que informação.

Marilene engoliu em seco. As lágrimas começaram a escorrer, se misturando ao sangue. Ela estava quebrada.

— A ilha… — a palavra saiu num sopro. — Tudo que é grande… é deixado na ilha. Em espécie, em ouro… é o cofre principal.

— Que ilha? Onde? — eu pressionei.

— Não adianta! — ela chorou, com a voz trêmula. — É fortificada com seguranças 24 horas, sistemas, câmeras… é uma fortaleza. Vocês não chegam perto.

Ela balançou a cabeça, como se estivesse se lamentando por nós.

Cap.127 1

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