Meus amores, primeiro, desculpe por esse último capítulo. Acabei confudindo e enviando o do outro livro. Infelizmente, não consigo apagar... preciso pedir para a Editora fazer isso. Espero que apague o quanto antes...
Agora, vamos a continuação da do Rafael.
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O quarto vazio da casa tinha um eco frio. Marilene estava amarrada a uma cadeira de metal, o pano ainda na boca, com os olhos arregalados de pânico e ódio por trás da venda.
Seu corpo se contorcia em protestos mudos.
— Tira isso dela — eu ordenei para a Susy, minha voz soando plana no espaço vazio.
Susy obedeceu, arrancando o pano com um puxão seco. No mesmo instante, Marilene inspirou fundo, seu peito se expandindo para soltar um grito.
Mas o som nunca saiu.
O soco da Susy foi rápido, preciso e brutal. O impacto oco contra a mandíbula de Marilene ecoou pelo quarto como um tiro abafado.
A cabeça dela foi jogada para o lado, com um gemido de dor surpresa e raiva escapando antes que ela pudesse se recompor.
Eu me aproximei, com a muleta rangendo no piso frio. A dor na minha perna misturou a raiva nesse momento, totalmente esquecida.
— Onde estão as contas do Thales? As transferências, os investimentos fantasmas.
Ela ergueu o rosto, o lábio já começando a inchar, e seus olhos injetados me encarando com desprezo.
— Não sei quem é Thales.
Mentira, pura e simples. Antes que eu pudesse dizer algo, Susy se moveu de novo.
Outro soco, desta vez no torso, bem na região das costelas. Marilene se curvou para frente, o ar saindo dos seus pulmões num “oof” dolorido, seguido por um gemido baixo.
— Vão todos pro inferno — ela cuspiu, sangue e saliva tingindo o chão.
— Talvez. Mas você vai primeiro — Susy retrucou, sua voz era a de uma profissional fazendo um trabalho desagradável.
Ela começou a aplicar pressão em pontos específicos, torções precisas que faziam Marilene gritar de dor genuína, sem conseguir contê-lo e mais socos e chutes foram deferidos nela.
Eu observei com uma frieza que me assustou um pouco por dentro. Não era prazer. Era necessidade, um cálculo.
— Para — eu disse, depois de um minuto.
Susy parou imediatamente, recuando um passo.
Marilene estava ofegante, suada, o sangue escorrendo do lábio e de um corte perto da sobrancelha. Ela nos encarou, respirando com dificuldade.
— Eu… não sei nada sobre ele — ela insistiu, mas sua voz já não tinha a mesma convicção.
Foi então que Susy se virou e pegou uma bolsa de ferramentas que estava no canto.
O som de metal rangendo quando ela abriu a zíper fez o ar do quarto ficar ainda mais gelado. Ela tirou de dentro um alicate de corte.
O silêncio foi absoluto e Marilene parou de respirar.
Seus olhos ficaram fixos no lugar de onde o som tinha vindo. Todo o ódio e arrogância derreteram, substituídos por um terror primitivo e absoluto.
Ela começou a tremer violentamente, se debatendo tentando soltar as amarras.
— Não… não, por favor… — sua voz saiu um fio de pânico.
Susy se aproximou, com o alicate visível e sua sombra caindo sobre Marilene. Ela pegou a mão amarrada dela, segurando seu dedo indicador com uma firmeza implacável.
— Última chance. Onde ele guarda o dinheiro? — a voz de Susy era um sussurro mortal.
— ELES VÃO ATRÁS DE VOCÊS! — Marilene gritou, com os olhos arregalados de terror. — Eles vão achá-los! Eles vão matar todos vocês! E me matar!
— A gente pode te proteger — eu interrompi, falando direto para ela. — Posso te tirar daqui. Mandar você para um lugar onde nunca vão te encontrar. Dinheiro novo, identidade nova.
Ela riu, um som rouco e desesperado.
— Impossível. Você não tem ideia… eles têm olhos em todo lugar. Até no inferno eles acham.
— Então fala! — Susy rosnou, apertando o alicate, não cortando ainda, mas a ameaça era clara como água. — Antes que você perca algo mais precioso que informação.
Marilene engoliu em seco. As lágrimas começaram a escorrer, se misturando ao sangue. Ela estava quebrada.
— A ilha… — a palavra saiu num sopro. — Tudo que é grande… é deixado na ilha. Em espécie, em ouro… é o cofre principal.
— Que ilha? Onde? — eu pressionei.
— Não adianta! — ela chorou, com a voz trêmula. — É fortificada com seguranças 24 horas, sistemas, câmeras… é uma fortaleza. Vocês não chegam perto.
Ela balançou a cabeça, como se estivesse se lamentando por nós.
Susy ainda estava ao lado dela, com o alicate pendurado na mão.
— O que fazemos com ela? — Susy perguntou.
— Mantém aqui, segura. Ela ainda é nossa única carta sobre a ilha. — Me virei para sair do quarto.
Sentia minha perna latejando, mas a nova missão já tinha sobreposto a dor.
— Onde você vai? — Raul perguntou, voltando para a sala — Você não pode sair agora, é muito perigoso. Com essa informação…
— É exatamente por causa dessa informação que eu preciso sair — cortei, pegando minha jaqueta.
A revelação sobre Thales tinha me dado uma clareza terrível. A ilha era uma fortaleza e para chegar em uma fortaleza, você não manda um exército. Você precisa de uma arma especializada. Uma pessoa que conhece os muros por dentro.
— Eu vou resolver a questão da ilha.
— Como? — a pergunta de Raul era de preocupação genuína.
Eu não respondi diretamente. Olhei para o outro homem do Alessandro que estava na sala.
— Você, vem comigo.
O homem se levantou, sem questionar.
Raul me olhou, seus olhos escaneando o meu rosto, procurando por loucura. Ele deve ter visto determinação pura, porque não tentou me impedir de novo. Apenas assentiu, com uma aceitação resignada.
— Toma cuidado.
— Sempre — menti, abrindo a porta.
Descemos até o carro em silêncio. O motorista olhou para mim.
— Para onde, senhor?
Eu dei o endereço. Um lugar que eu não via há anos, um buraco no mapa da cidade que eu tinha prometido nunca mais pisar.
Um lugar que cheirava a drogas, desespero e a uma dívida de sangue que eu nunca tinha quitado.
— É hora de uma visita ao passado — murmurei, mais para mim mesmo, enquanto o carro se mexia no trânsito.
Thales era um dos Doze Selos. E para enfrentar um monstro desse tamanho, eu precisava de outro monstro. Um que conhecesse as regras do mundo dele e eu sabia exatamente onde encontrar um.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Cadê o capítulo 470???¿ Cadê o capítulo 473???????...
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...