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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 440

A tarde se arrastava e o tempo parecia ter uma consistência diferente aqui, mais espessa e lenta.

Alana estava no banho, o som da água corrente vinha suavemente pelo corredor.

Eu estava sentada na cama, com as costas apoiadas em algumas almofadas que a Glayce tinha arrumado, tentando encontrar uma posição que não fosse uma tortura.

Glayce entrou, sentando-se na cadeira simples que ficava no canto do quarto. Ela parecia estar sempre avaliando, de guarda.

— O que vai acontecer agora, Glayce? — perguntei, minha voz ainda um pouco rouca. — Depois que eu me recuperar um pouco?

Ela olhou para mim, considerando quanto dizer.

— Primeiro, a gente tira a Joyce dessa fria. Esse é o passo imediato. O Eduardo e o Rafael tão coordenando isso.

O nome dele, mesmo dito por ela, fez um calorzinho tímido brotar no meu peito, logo abafado pela preocupação.

— E depois?

Glayce suspirou, um som profundo e cansado, então cruzou os braços.

— Aí… aí a gente tem que lidar com o Thales. E com umas coisas que o Rafael descobriu sobre ele.

Um arrepio percorreu minha espinha.

— Que tipo de coisas?

Ela me olhou nos olhos, e vi hesitação ali. Raridade para ela.

— É… melhor ele te contar quando for a hora. São coisas que vão mudar muito o jogo. Coisas que mostram quem ele realmente é. — Ela fez uma pausa. — E que vão te dar ainda mais certeza de que você fez a coisa certa em sair de lá, mesmo daquele jeito.

Fiquei quieta, processando.

O que o Rafael poderia ter descoberto? Mais mentiras? Mais crimes?

A ideia de que havia camadas ainda mais sombrias no homem que eu tinha chamado de marido era aterrorizante, mas, de uma forma perversa, também um alívio.

Quanto pior ele fosse, mais justificada minha fuga, minha luta, ficava.

— Entendo — foi tudo que consegui dizer. Por enquanto, não tinha forças para mais mistérios ou más notícias. — Então é esperar.

— É esperar — ela confirmou, levantando-se quando ouviu a água do banho parar. — Mas esperar com gente boa ao seu lado. Isso faz diferença.

Ela saiu, provavelmente para checar alguma coisa com seus homens.

Minutos depois, Alana saiu do banho, envolta em uma toalha grande, o cabelo claro pingando no chão.

Ela se vestiu sozinha, com a concentração séria de uma criança tentando ser adulta. Meu coração apertou de amor e de dor ao vê-la.

Quando ela terminou, a chamei.

— Vem cá, meu amor.

Ela se aproximou da cama, seus olhos ainda um pouco inchados e cautelosos. Sentei-me com mais cuidado e acariciei seu rosto, tão macio, e inocente no meio de tudo aquilo.

— Como você tá, minha princesa?

Ela fez um biquinho, os olhos enchendo d’água de novo.

— Tô com medo, mamãe. Com medo do papai.

As palavras foram uma faca. Puxei-a para um abraço, ignorando a pontada aguda nas minhas costelas.

Ela se encaixou no meu colo, com seu corpinho quente e cheiroso um contraste brutal com a violência que tínhamos vivido.

— Ele não vem atrás da gente, Alana. A tia Glayce e os homens dela estão aqui pra nos proteger. E o tio Eduardo também. Ele não chega perto.

Ela se afastou o suficiente para me olhar nos olhos, com sua expressão confusa e dolorida.

— Por que ele ficou tão malvado, mamãe? O papai era legal às vezes…

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