~ NICOLÒ ~
Saí correndo do quarto de Bella, atravessando o corredor em passadas longas e rápidas. Meu coração batia forte, parte preocupação, parte algo que eu não queria nomear.
Parei na porta do quarto de Bianca e bati levemente.
— Senho...
A palavra morreu na minha garganta. Lembrei do que ela havia dito mais cedo, aquela provocação sobre como a chamar de "senhorita" parecia um fetiche. Um sorriso involuntário se formou nos meus lábios.
Era educação, claro. Apenas educação. Mas obviamente não fazia sentido manter essa formalidade quando supostamente éramos noivos.
— Bianca? — chamei, batendo novamente.
Nada.
Silêncio absoluto.
Coloquei a mão na maçaneta e girei devagar, abrindo a porta apenas o suficiente para colocar a cabeça para dentro.
— Bianca?
O quarto estava vazio. A cama intocada, a mala aberta sobre a cadeira. Mas então ouvi um barulho vindo do banheiro. Um som de movimento, talvez água correndo.
Pensando que, pelo grito anterior, ela poderia ter se acidentado novamente — batido a cabeça de novo, escorregado, qualquer coisa — atravessei o quarto em direção ao banheiro.
— Bianca? — chamei mais uma vez, aproximando-me da porta entreaberta.
E então ouvi: risos.
Risos altos, descontrolados, quase histéricos.
A porta do banheiro estava aberta. Empurrei-a completamente e encontrei Bianca sentada no chão molhado, completamente encharcada, rindo como se tivesse acabado de ouvir a piada mais engraçada do mundo.
— Você está bem? — perguntei, confuso.
Ela não parou de rir. Apenas continuou sentada ali, água pingando do cabelo, da roupa, formando uma poça ao redor dela.
Dei um passo para dentro do banheiro e imediatamente meu pé escorregou no piso molhado e tive que me agarrar no batente da porta para não cair também. A ducha manual estava jogada no chão da banheira, ainda jorando água em todas as direções, criando um spray que molhava metade do banheiro.
— Merda — murmurei, avançando com cuidado até alcançar as torneiras.
Fechei o controle da ducha e a água finalmente parou de jorrar, mas não antes de me pegar também. Senti o líquido frio encharcar minha manga, meu ombro, parte do meu peito.
Virei-me de volta para Bianca, que agora estava tentando controlar o riso mas falhando miseravelmente.
— Deixa eu te ajudar — disse, estendendo a mão.
Ela finalmente começou a se acalmar, as risadas diminuindo para pequenos suspiros entrecortados. Aceitou minha mão, seus dedos frios e molhados envolvendo os meus.
Puxei-a para cima.
E talvez tenha puxado com força demais. Ou talvez ela tenha se impulsionado demais. Ou talvez o piso escorregadio tenha conspirado contra nós.
Seja qual for a razão, Bianca veio para cima rápido demais, e de repente estávamos muito próximos. Muito próximos.
Nossos corpos praticamente colados. Meu peito contra o dela. Minha mão ainda segurando a dela, a outra automaticamente indo para sua cintura para estabilizá-la. O rosto dela a centímetros do meu.
Conseguia sentir o calor emanando dela apesar das roupas molhadas. Conseguia ver cada detalhe daqueles olhos azuis que agora me encaravam com uma intensidade que fez minha respiração falhar.
E então meu olhar traiu.
Desceu involuntariamente, rapidamente, mas o suficiente para registrar: a blusa branca de seda que ela usava estava completamente encharcada e grudada em seu corpo como uma segunda pele. Transparente. Mostrando muito mais do que deveria. As curvas suaves, a renda do sutiã por baixo, a forma...
Dei mais um passo para trás, contornando a banheira, tentando manter distância. Mas ela me seguiu, passo por passo, seus olhos nunca deixando os meus.
Era como uma dança perigosa. Eu recuando, ela avançando. O espaço pequeno do banheiro tornando impossível manter distância real.
Minhas costas encontraram a parede de azulejos frios. Não tinha mais para onde ir.
Bianca parou a centímetros de mim, tão perto que conseguia sentir sua respiração quente contra meu pescoço.
Estendi as mãos e a segurei pelos braços, gentilmente mas com firmeza, mantendo-a no lugar.
— Bianca, não.
— Por quê? — a voz dela saiu frustrada, quase desesperada. — Somos noivos!
Seus olhos desceram brevemente para meu peito, onde minha camisa molhada grudava na pele, então voltaram para meu rosto com uma intensidade que fez meu estômago dar um nó.
— Me dê um só bom motivo para não fazermos isso — continuou ela, sua voz ganhando um tom mais sensual, mais provocante. — Porque seu olhar nos meus peitos me diz que você está muito no clima.
Meu rosto queimou. Porque ela estava certa. Absolutamente certa. Meu corpo estava respondendo de formas que eu definitivamente não conseguia controlar. E ela podia ver. Podia sentir.
Tentei falar mas as palavras não saíam. Abri a boca. Fechei. Abri de novo.
— Eu... — comecei, gaguejando como um adolescente nervoso. — Nós...
Bianca inclinou a cabeça levemente, esperando. Aqueles olhos azuis me desafiando a dar uma razão. Qualquer razão.
Meu cérebro entrou em pânico, procurando desesperadamente por alguma explicação que fizesse sentido. Que não revelasse a verdade. Que não a machucasse.
— Porque... porque nós... — gaguejei, e então as palavras saíram em uma corrida desesperada: — Nós escolhemos esperar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Acabou foi? Não entendi nada.....
Primeira vez que leio um livro do início ao fim, na qual flutuei imaginando até os cenários. Vou sentir saudades 🥺...
Cadê os extras, autora?...
Nao to gostando do desfecho, simplesmente a mae de bela some depois de várias maldades inescrupulosas, ai do nada vem a calmaria. Os outros livros amei, mas esse nao ta prendendo a atencao. To lendo pra concluir mesmo....
A autora, você vai colocar o extra que falou, aqui?...
Me cobro el capitulo y no me deja leerlo....
Ja deu, né?! Quanto tempo mais a bandidagem vai se dar bem?! Ja nao ta mais colando essas artimanhas da Renata em juizo, nem a pau isso aconteceria no Brasil se do outro lado estivesse um pai e filha abandonados e uma familia poderosa como a da Bianca ... ja esta muito surreal essa narrativa....
Tudo q essa vaca da Renata faz da certo. Q ódio! Mulher ruim. Não vejo a hora dela se estrepar muito....
Gente pra comprar 200 moedas é 2 reais ou 2 dolares ? O simbolo ta ($)...
Essa Renata é repugnante! Affe...