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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 565

~ BIANCA ~

Sua boca se moveu sobre a minha com uma fome que me tirou o ar, suas mãos segurando meu rosto. Meu corpo colou-se na parede fria, mas tudo o que eu conseguia sentir era o calor dele, queimando através das nossas roupas.

Quando ele finalmente se afastou alguns centímetros, estávamos ambos ofegantes. Sem quebrar o contato visual, ele esticou o braço para o lado e eu ouvi o clique metálico e decisivo do ferrolho sendo girado. A porta estava trancada.

Aquele som pequeno ecoou como um trovão dentro de mim. Era o som do mundo sendo fechado do lado de fora. Nada mais importava. Não a pousada, não as dívidas, não o amanhã. Havia apenas nós dois naquela sala envolta em sombras, o crepitar do fogo e a tempestade que havíamos desencadeado.

Ele voltou a atenção toda para mim, e sua expressão era de uma concentração feroz.

— Agora — ele sussurrou, sua voz um rosnado áspero que fez um calafrio percorrer minha espinha — ninguém vai nos interromper.

Antes que eu pudesse responder, suas mãos desceram do meu rosto, contornaram meus ombros e envolveram minha cintura. Com um único e fluido movimento, ele me levantou. Meus instintos fizeram com que eu envolvesse as pernas em torno de seu torso e meus braços se entrelaçassem atrás de seu pescoço. Ele não era apenas forte; era sólido, como as montanhas que cercavam a vila. Ele me carregou para longe da porta, para o centro da sala, onde um grande e espesso tapete persa estava estendido diante da lareira.

Ele se ajoelhou, depositando-me sobre a lã macia com reverência. A penumbra era pontuada pelo brilho alaranjado das brasas, que pintavam contornos dançantes no rosto de Nico enquanto ele se ajoelhava sobre mim, dominando completamente o meu campo de visão. Ele ficou ali por um momento, apenas olhando, seus olhos percorrendo cada centímetro do meu rosto como se estivesse memorizando, tomando posse.

Então, suas mãos encontraram a barra do meu suéter. Com movimentos deliberados, mas não apressados, ele puxou o suéter, levando a camiseta por baixo junto com ele. O ar frio da sala atingiu minha pele, fazendo meus mamilos ficarem duros instantaneamente, um contraste gritante com o calor que queimava dentro de mim. Ele prendeu a respiração, seu olhar escurecendo ainda mais enquanto percorria meu corpo agora exposto. Apenas a parte de cima, mas era como se eu estivesse completamente nua diante daquele olhar intenso.

— Céus, Bianca — ele respirou, e a admiração na sua voz era mais intoxicante do que qualquer coisa.

Sua mão estendeu-se e sua palma áspera envolveu meu seio. O choque do contato, do calor da sua pele contra a minha, fez um gemido baixo escapar dos meus lábios. Seu polegar circulou o mamilo endurecido, primeiro com uma leveza agonizante, depois com uma pressão firme que fez meus quadris se arquearem involuntariamente contra ele. Ele se inclinou, e sua boca substituiu seus dedos, sua língua quente e úmida lambendo e sugando enquanto sua mão massageava a carne macia com uma posse que me deixou tonta.

Eu estava perdida em uma névoa de sensações. As mãos dele estavam por toda parte. Nas minhas costas, puxando-me mais perto, no meu estômago, traçando caminhos de fogo, nos meus quadris, segurando-me com uma firmeza que prometia muito mais. Cada toque era uma afirmação, uma reivindicação. Ele não estava pedindo, ele estava tomando, e eu me entregava de bom grado, cada pedaço do meu ser clamando por mais.

Ele parou por um momento, apenas para desabotoar sua própria camisa e jogá-la para o lado. Então, seu corpo desceu sobre o meu, pele contra pele, e o contato foi eletrizante. A textura do seu peito contra os meus seios, o peso sólido dele sobre mim, a sensação de ser completamente envolvida, dominada e protegida ao mesmo tempo... era avassalador! Meus dedos enterraram-se em seus ombros, sentindo os músculos tensos se moverem sob a pele enquanto ele se movia contra mim.

Sua boca encontrou a minha novamente. Um beijo profundo, desesperado, uma fusão de línguas e respirações que falava de desejo reprimido e de uma fome que ia além do físico. Eu respondia com a mesma intensidade, meus quadris girando contra o seu, encontrando o volume duro e insistente do seu jeans. Um rosnar rouco escapou dele, e ele quebrou o beijo, enterrando o rosto no meu pescoço.

Cada investida era profunda, certeira, atingindo um ponto dentro de mim que fazia as estrelas explodirem atrás das minhas pálpebras. Minhas pernas se prenderam com mais força às suas costas, puxando-o mais fundo, querendo que ele se fundisse comigo. Meus gemidos eram altos, desavergonhados, ecoando na sala silenciosa, misturando-se com os rosnados baixos e guturais que saíam da sua garganta.

Ele dominava cada movimento, cada respiração. Suas mãos seguravam meus quadris, controlando o ritmo, ditando a profundidade. Ele me levou a um lugar onde o pensamento não existia, onde só havia sensação, o atrito divino dos nossos corpos, o som úmido da nossa união, o cheiro do nosso suor e desejo.

A pressão dentro de mim se acumulou como um furacão, cada célula do meu corpo tensionando para um ponto de ruptura. Eu gritei seu nome, uma súplica desesperada, e ele respondeu com uma investida final, profunda e perfeita, que fez o mundo desmoronar. O orgasmo me atingiu como uma onda, violenta e total, arrancando um grito abafado contra seu ombro enquanto eu tremia incontrolavelmente sob ele, meus músculos se contraindo em torno dele em espasmos intermináveis.

Sentir o meu clímax foi o que tirou o último fragmento do seu controle. Com um rugido abafado, ele enterrou o rosto no meu pescoço, seu corpo estremeceu violentamente e eu senti o calor dele inundando meu interior, sua própria libertação seguindo a minha em um êxtase compartilhado.

O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo nosso respirar ofegante e pelo crepitar das brasas. Ele não se moveu imediatamente, seu peso sobre mim quente e reconfortante. Seus lábios encontraram minha testa em um beijo suave, um contraste gritante com a intensidade animal de momentos antes.

Ele finalmente se moveu, rolando para o lado, mas me puxando com ele, de modo que meu corpo ficou de lado, encaixado contra o seu, meu rosto contra seu peito, onde eu podia ouvir o ritmo acelerado do seu coração começando a acalmar. Seus braços me envolveram, segurando-me com uma possessividade que não dava margem para arrependimentos.

Nenhum de nós falou. Não havia palavras necessárias. O ar ainda cheirava a nós, a lareira ainda lançava sombras dançantes, e o mundo lá fora, com todas as suas complicações, ainda estava trancado do lado de fora. Naquele tapete, nos braços um do outro, só existia uma verdade simples e poderosa: aquilo tinha sido inevitável.

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