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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 586

~ BIANCA ~

Já era começo da tarde quando chegamos de volta à Tenuta Montesi com o bolo cuidadosamente embalado no banco de trás do carro. Bella nos recebeu na porta da frente, praticamente pulando de empolgação.

Em parte, porque eu estava lá para a festa dela como tinha prometido. Mas em boa parte porque ela era criança e crianças têm prioridades muito claras quando se trata de festas de aniversário.

— Conseguiram? Conseguiram meu bolo? — perguntou, tentando espiar dentro da caixa que Nico carregava em nível alto demais para ela alcançar.

— Conseguimos — confirmou ele com um sorriso. — Mas não pode ver ainda. É surpresa.

— Papai! — reclamou ela, mas estava sorrindo tão largamente que era impossível levá-la a sério.

Nico tinha escolhido organizar a festa em um cantinho da propriedade perto da casa principal, sob a sombra de algumas árvores antigas que proporcionavam frescor mesmo no calor da tarde. Não era nada elaborado. Não era para os hóspedes. Apenas família, alguns funcionários próximos e os amiguinhos da escola que começariam a chegar dali a algumas horas.

Mas simples não significava descuidado. Nico fazia questão de organizar cada detalhe com atenção meticulosa.

— As cadeiras vão aqui — instruiu, apontando para um espaço sob a maior das árvores. — E a mesa principal ali, onde todo mundo pode ver quando cortarmos o bolo.

Martina estava dentro de casa preparando a comida. Salgadinhos simples mas deliciosos que o cheiro já começava a vazar pelas janelas abertas. Sanduíches cortados em formatos divertidos. Frutas fatiadas. Sucos naturais em jarras grandes de vidro.

Bella estava em todos os lugares ao mesmo tempo, pulando de um lado para o outro, ajudando a carregar guardanapos, arrumando pratinhos de papel, mudando a posição dos enfeites três vezes porque não ficavam "perfeitamente certos".

— Tia Bia! — chamou ela em certo momento, correndo até mim. — Você acha que devemos colocar os balões roxos aqui ou ali?

Olhei para os dois locais que apontava, que honestamente pareciam exatamente iguais para mim.

— Acho que ali — disse, escolhendo aleatoriamente.

— Eu também acho! — exclamou Bella como se tivesse acabado de tomar a decisão mais importante da vida. — Papai! Vamos mudar os balões!

Nico, que tinha acabado de amarrar aqueles mesmos balões no lugar original há menos de cinco minutos, me lançou um olhar de falsa exasperação que me fez rir.

Martina apareceu eventualmente com toalhas de mesa limpas e uma pilha de pratos que começamos a distribuir. Paola chegou logo depois com uma caixa cheia de copos coloridos e mais decorações que tinha ido buscar na cidade.

Trabalhamos juntos por mais de uma hora. Arrumando mesas. Pendurando faixas de "Feliz Aniversário" entre os galhos das árvores. Enchendo balões até meus pulmões doerem. Arrumando cadeiras em semicírculo ao redor da área principal.

Bella supervisionava tudo com a seriedade de um general comandando tropas, fazendo ajustes frequentes e dando opiniões fortes sobre cada escolha estética.

— Essa faixa está torta — apontou em certo momento.

— Está reta — defendeu Nico.

— Está torta — insistiu Bella.

Olhei. Estava, de fato, levemente torta.

— Ela tem razão — disse, tentando não sorrir da expressão exasperada de Nico.

Ele subiu na escada novamente para ajustar pela terceira vez.

Eventualmente, Martina levou Bella para dentro para dar banho e trocar de roupa para a festa. Paola foi verificar algo na recepção. E de repente Nico e eu estávamos sozinhos no cantinho decorado, apenas o som de pássaros e o vento suave nas folhas ao nosso redor.

Senti suas mãos na minha cintura, me puxando contra ele. Senti o coração dele batendo acelerado contra o meu peito. Senti o gosto de chocolate ainda persistindo em seus lábios.

Foi perfeito.

Até que ouvimos um arranhar de garganta.

Nos afastamos bruscamente, quase tropeçando um no outro na pressa de colocar distância respeitável entre nossos corpos.

Martina estava ali parada, segurando Bella pela mão. Ambas olhando diretamente para nós.

Martina tentava segurar um sorriso, mas não estava tendo muito sucesso, os cantos da boca tremendo com o esforço de se manter séria.

Bella não tinha tais inibições. Ria abertamente, aquela risada cristalina de criança que ecoava pelo espaço.

— Nós... nós estávamos só... — Nico começou, suas bochechas visivelmente avermelhadas, passando a mão pelo cabelo naquele gesto nervoso.

Mas se enrolou completamente, as palavras morrendo antes de formar qualquer explicação coerente.

— Vocês não precisam explicar nada — disse Martina gentilmente, seus olhos brilhando com algo que parecia muito com aprovação maternal.

Bella continuava com aquelas risadinhas, balançando a mão da avó.

Senti meu rosto queimar de constrangimento. Não conseguia olhar diretamente para nenhuma delas. Meus olhos foram para Nico, que estava igualmente sem graça, mas sorrindo daquele jeito meio sem jeito, meio divertido.

— Só... — disse ele, limpando a garganta — vamos terminar isso.

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