~ BIANCA ~
Nico me guiou pela propriedade com uma lanterna na mão, iluminando o caminho de pedras irregulares que levava até a torre medieval. Já era noite completamente, o céu negro pontilhado de estrelas de um jeito que só conseguimos ver longe das luzes da cidade.
— Cuidado aqui — disse ele, segurando meu cotovelo quando passamos por uma parte mais íngreme. — O caminho fica traiçoeiro no escuro.
— Obrigada — murmurei, grata pela ajuda especialmente com minha mão ainda enfaixada.
Achei que ele queria compartilhar alguma ideia nova que tinha tido. Talvez sobre como usar a torre como mais um atrativo para os hóspedes. Um mirante especial. Um espaço para eventos pequenos. Algo assim.
Não estava preparada para o que encontrei quando finalmente chegamos.
A entrada da torre estava iluminada por dezenas de lanternas dispostas em degraus irregulares que subiam em espiral. Luz suave e dourada que dançava contra as pedras antigas de setecentos anos.
— Nico... — comecei, confusa.
— Vem — disse ele simplesmente, me guiando para dentro.
Subimos. A escada em espiral era estreita, nossas mãos ocasionalmente se tocando quando eu precisava de apoio nas paredes de pedra fria.
Quando chegamos ao topo, parei completamente.
O espaço circular estava transformado.
Mantas coloridas cobriam o chão de pedra. Almofadas grandes e confortáveis estavam dispostas criando um espaço aconchegante. Mais lanternas espalhadas ao redor, algumas penduradas em ganchos antigos na parede, outras no chão, criando aquela iluminação íntima e quente.
E no centro, um telescópio apontado para o céu através da abertura no teto.
— Meu Deus — murmurei, meus olhos percorrendo cada detalhe.
Então vi a tábua de frios cuidadosamente montada. Queijos, frutas, nozes. E uma garrafa de vinho ao lado com duas taças.
Era um Bellucci. Não qualquer Bellucci. Era da safra de 2015, uma das melhores que tínhamos produzido na última década. Rara. Cara. O tipo de vinho que um homem compra quando quer realmente impressionar uma mulher.
O tipo de vinho que Nico definitivamente não podia pagar.
— Se você quer oferecer aos hóspedes um lugar romântico, você conseguiu. Mas o vinho precisa ser da casa.
Ri, virando-me para olhá-lo.
— Mas você sabe o que as pessoas vão fazer aqui se ficarem sozinhas, não sabe?
Comecei a andar pelo espaço circular, as ideias já fluindo automaticamente na minha cabeça enquanto apontava para diferentes cantos.
— Talvez seja melhor colocar uma cama. Ou até decorar completamente e vender como um quarto especial premium. Tipo uma suíte na torre. Poderia cobrar bem mais por uma experiência assim única. E...
— Bianca.
A forma como ele disse meu nome me fez parar no meio da frase.
Virei-me lentamente.
Ele estava parado onde eu o tinha deixado, as mãos nos bolsos, me observando com aquela intensidade que sempre fazia meu coração acelerar.
— Eu não quis oferecer um espaço romântico pros hóspedes — disse ele, sua voz baixa, mas firme. — Eu quis oferecer um espaço romântico pra você. Pra gente.
— Além do jeito incrível como você cuida de mim? — disse suavemente. — Além de como você faz eu me sentir segura mesmo quando tudo está caótico? Além da forma como você ama a Bella com cada fibra do seu ser? Além de como você trabalha até os ossos para manter o legado da sua família vivo?
Minha mão desceu para seu pescoço, meu polegar traçando sua mandíbula.
— Além de como você é gentil com os hóspedes mesmo quando está exausto? Além de como você confia nas pessoas mesmo quando foi traído? Além do seu sorriso que ilumina tudo quando é genuíno? Além de como você me faz querer ser uma pessoa melhor?
Parei, mantendo meu olhar fixo no dele.
— Não é você quem tem que decidir se me arrasta ou não para o meio de tudo isso, Nico. Porque eu já fui arrastada. E não quero sair.
Vi algo mudando em sua expressão.
— E se é que eu ainda não fui clara o suficiente... — disse, me afastando levemente dele de forma teatral.
Pigarreei exageradamente, estendendo minha mão para ele em um aperto formal.
— Amigos? — perguntei, incapaz de segurar o sorriso.
Nico riu. Um som genuíno e leve que ecoou pela torre antiga.
Mas então pegou minha mão estendida e puxou.
Puxou com força suficiente para me fazer cair sobre ele, nossas posições mudando completamente, meu corpo contra o dele entre as almofadas macias.
E me beijou.
— Então... o que você estava falando mesmo sobre o que as pessoas vão fazer aqui quando ficarem sozinhas?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
A autora, você vai colocar o extra que falou, aqui?...
Me cobro el capitulo y no me deja leerlo....
Ja deu, né?! Quanto tempo mais a bandidagem vai se dar bem?! Ja nao ta mais colando essas artimanhas da Renata em juizo, nem a pau isso aconteceria no Brasil se do outro lado estivesse um pai e filha abandonados e uma familia poderosa como a da Bianca ... ja esta muito surreal essa narrativa....
Tudo q essa vaca da Renata faz da certo. Q ódio! Mulher ruim. Não vejo a hora dela se estrepar muito....
Gente pra comprar 200 moedas é 2 reais ou 2 dolares ? O simbolo ta ($)...
Essa Renata é repugnante! Affe...
Tem previsão pra sair o resto dos capítulos?...
Renata é a pior das vilãs até agora. Sem escrúpulo nenhum! Usar criança para fazer o mal, e pior… a própria filha… :’(...
Eu amo esse casal!!!! Que lindos!...
Parei no 636 e não consigo mais lê . Alguém pra me ajudar ? Como faço...