~ BIANCA ~
O jantar estava acontecendo no lugar que tínhamos montado há algumas semanas — aquele ponto alto da propriedade com vista insuperável do pôr do sol. Mas agora estava diferente. Transformado.
Não era mais improvisado.
Nico tinha investido. Construído uma cobertura rústica de madeira e telhas de barro que protegia das chuvas, mas mantinha a sensação de estar ao ar livre. Instalado mesas de madeira fixas e sólidas, bancos compridos e confortáveis. Melhorado a iluminação com luminárias que pareciam lanternas antigas penduradas em fios entrelaçados nas vigas.
Mas nada disso tirava a autenticidade. Ainda era rústico. Ainda era real. Apenas mais bem estruturado.
Todos os hóspedes estavam lá, não apenas Dario e Lavinia. Cerca de vinte pessoas espalhadas pelas mesas, comendo a comida incrível de Martina, bebendo vinho da própria propriedade, conversando animadamente enquanto o céu alaranjado pintava tudo com aquela luz dourada mágica.
Estava correndo bem. Surpreendentemente bem considerando minha mão enfaixada e o susto mais cedo.
Eu tinha passado a tarde inteira meio que evitando Lavinia. Não de forma óbvia. Apenas estrategicamente ocupada com outras coisas sempre que ela se aproximava demais.
Agora, depois que todos tinham comido e estavam naquela fase relaxada pós-jantar, tinha me afastado das mesas principais. Bella tinha me encontrado e implorado para ir ao balanço — aquele balanço pendurado no carvalho antigo que ela amava tanto.
— Mais alto, tia Bia! — gritava ela, rindo enquanto eu empurrava. — Mais alto!
— Já está bem alto, meu amor — disse, empurrando mais uma vez. — Se for mais, você voa.
— Quero voar!
Ri, continuando a empurrar em ritmo constante. A mão enfaixada doía um pouco com o movimento, mas não tanto que não pudesse fazer isso.
Foi quando ouvi a voz atrás de mim.
— Então, Bianca Bellucci?
Congelei completamente.
Virei-me devagar. Lavinia estava ali parada, sorrindo, braços cruzados de forma casual.
— Meu Deus, por que você não falou ante?! — continuou ela, sua voz empolgada, mas não muito alta.
Olhei desesperadamente em volta. Ninguém tinha ouvido. As mesas estavam longe demais. A música ambiente abafava conversas. Apenas Bella estava perto, mas ela continuava balançando alegremente, cantarolando algo para si mesma.
— Bella, meu amor — disse rapidamente, parando o balanço gentilmente — deixa a tia Bia ter uma conversa de adulto só um minutinho? Aproveita e guarda um pedaço de panna cotta para a gente comer depois, tá? Antes que acabe tudo.
— Tá! — concordou Bella imediatamente, pulando do balanço e correndo em direção às mesas onde Martina estava servindo sobremesa.
Esperei ela se afastar completamente antes de olhar para Lavinia.
— Desculpa — disse Lavinia rapidamente. — Disse algo que não devia?
Respirei fundo.
— Não exatamente — respondi, escolhendo as palavras com cuidado. — É só que aqui... prefiro não ser identificada como Bellucci. Este é outro negócio, totalmente paralelo à vinícola da família. E você sabe como é. Meu sobrenome meio que precede tudo. As pessoas ouvem "Bellucci" e já criam expectativas, fazem associações, tiram conclusões.
Lavinia assentiu lentamente, compreensão clara em seu rosto.
— Claro — disse ela. — Entendo totalmente. Deve ser cansativo às vezes. Ser sempre o sobrenome primeiro, a pessoa depois.
— Exatamente — concordei, aliviada que ela tinha captado tão rápido.
Ela olhou ao redor, para o espaço decorado, para as pessoas rindo e comendo, para a vista espetacular.
— Mas sabe — disse ela, virando-se de volta para mim — você realmente sabe o que está fazendo aqui. E não é sobre seu nome. É sobre você. O lugar está realmente incrível, Bianca.
Senti algo se aquecendo no peito com o elogio.
Apontou com a cabeça para minha mão enfaixada.
— Não acredito que você fez isso só para me impedir!
Rimos juntas, o som leve e genuíno.
Foi quando ouvi passos se aproximando.
Nico apareceu caminhando em nossa direção, as mãos nos bolsos, expressão curiosa.
— Impedir o quê? — perguntou, olhando de mim para Lavinia.
Lavinia não perdeu um segundo.
— Me impedir de fazer a besteira tremenda de comer aquele ragù maravilhoso com o vinho completamente errado — disse ela com naturalidade impressionante. — Essa daí entende muito do que está fazendo. Salvou minha reputação de influenciadora.
Deu uma piscadinha rápida e discreta para mim antes de se afastar.
— Vou buscar mais daquele vinho que ela recomendou — disse, já caminhando de volta para as mesas. — Até mais tarde!
Nico ficou ali parado, olhando de uma para outra enquanto Lavinia se afastava, claramente sentindo que havia algo mais naquela conversa, mas não conseguindo identificar o quê exatamente.
Quando ela estava longe o suficiente, ele se virou completamente para mim.
— Então? — perguntou, aquele sorriso enigmático de mais cedo voltando. — Pronta?
Olhei para ele, para aqueles olhos verdes que me observavam com intensidade que fazia meu coração acelerar.
— Pronta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
A autora, você vai colocar o extra que falou, aqui?...
Me cobro el capitulo y no me deja leerlo....
Ja deu, né?! Quanto tempo mais a bandidagem vai se dar bem?! Ja nao ta mais colando essas artimanhas da Renata em juizo, nem a pau isso aconteceria no Brasil se do outro lado estivesse um pai e filha abandonados e uma familia poderosa como a da Bianca ... ja esta muito surreal essa narrativa....
Tudo q essa vaca da Renata faz da certo. Q ódio! Mulher ruim. Não vejo a hora dela se estrepar muito....
Gente pra comprar 200 moedas é 2 reais ou 2 dolares ? O simbolo ta ($)...
Essa Renata é repugnante! Affe...
Tem previsão pra sair o resto dos capítulos?...
Renata é a pior das vilãs até agora. Sem escrúpulo nenhum! Usar criança para fazer o mal, e pior… a própria filha… :’(...
Eu amo esse casal!!!! Que lindos!...
Parei no 636 e não consigo mais lê . Alguém pra me ajudar ? Como faço...