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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 293

O som da festa continuava ao redor, mas por um momento, só existíamos nós. Lucas gritava empolgado com os fogos, Gabriel e Bia riam e eu só conseguia sentir gratidão. Estávamos cercados de pessoas que amávamos, cheios de esperança e alegria, e eu sabia que aquele seria apenas o primeiro de muitos momentos incríveis juntos.

— Vamos aproveitar cada segundo — disse Diogo, beijando minha testa.

— Vamos — respondi, sorrindo, sentindo que, enfim, o novo ano começava exatamente do jeito que eu queria: juntos, felizes e prontos para o que viesse.

Depois dos fogos, a festa continuou animada. Catherine não deixou ninguém sossegado, puxava Larissa para dançar, depois tentava me arrastar junto.

— Alice! Você vai dançar comigo! — disse ela, rindo e pegando minha mão.

— Vamos lá— respondi, meio sem jeito, olhando para Diogo, que estava ao meu lado, sorrindo.

— Hoje é Ano Novo! Vamos nos divertir!

Suspirei e sorri, deixando Catherine me levar até a pista improvisada. Larissa dançava animada, girando e rindo, e eu não pude deixar de me soltar também.

Enquanto dançávamos, olhei para Diogo de longe. Ele estava com Lucas, ouvindo alguma coisa que ele e Gabriel estavam tentando contar, enquanto Bia apenas ria deles. A expressão de confusão de Diogo era engraçada, mas fofa.

— Eu quero sentir essa paixão aí… tanto você como a Lari, tem sorte de encontrarem o amor da vida de vocês… Agora, deve chegar a minha vez, não é possível. — Catherine comentou, me puxando de volta para perto dela.

— Sim… — respondi, olhando para Diogo e depois para ela. — Vai aparecer quando você menos esperar, Cathe… comigo foi assim.

— Amém, Deus te ouça! Mas vamos aproveitar a noite e o início de um bom ano.

Começamos a dançar, nos divertir. Fazia um tempo que eu não dançava assim…

Senti Diogo se aproximar, tocando minha cintura e me puxando de volta, rindo baixinho:

— Posso te “resgatar” agora? — perguntou, olhando nos meus olhos.

— Pode — respondi, apoiando minha cabeça no peito dele.

Ele então começou a dançar comigo, e mesmo tendo pessoas ao nosso redor, era como se só nós dois existissem ali… no mundo um do outro. Suspirei, apoiando a cabeça em seu ombro e sorrindo baixinho enquanto ele acariciava minhas costas.

Diogo beijou minha testa e eu suspirei, sentindo todo o calor e segurança que ele transmitia.

A música começou a diminuir aos poucos, e percebi que o cansaço da festa não diminuía a animação de ninguém. Lucas ainda corria de um lado para o outro, rindo com Gabriel e Bia, enquanto Catherine e Larissa conversavam animadas, planejando outra rodada de brincadeiras para os pequenos.

— Alice! Diogo! Venham para cá! — chamou Rafael, segurando uma taça de champagne. — Vamos fazer o brinde final do Ano Novo!

Sorrimos e nos aproximamos do grupo. Helena já estava com a taça erguida, Larissa ao lado dela, Julio, Alessandro, Caleb…

Diogo pegou minha mão discretamente, entrelaçando os dedos aos meus, e sorri ao sentir o calor do toque dele.

— Ao ano que chega — disse Rafael, levantando a taça. — Que seja cheio de saúde, amor e realizações!

Todos repetiram o brinde, e quando batemos nossas taças, o som do vidro tocando ecoou pela sala.

— E que a gente continue juntos, como família e amigos, sempre — acrescentou Larissa, olhando para todos com aquele sorriso contagiante.

***

Estava tão nervosa que mal conseguia ficar parada. Era dia 19 de janeiro, eu tinha acabado de completar cinco meses de gestação e, finalmente, hoje descobriríamos o sexo do bebê. Diogo estava ao meu lado, segurando minha mão, tentando me passar calma, mas eu sentia meu coração acelerado.

— Vai ficar tudo bem, Alice… — ele sussurrou baixinho, apertando minha mão. — Vamos descobrir juntos.

Assenti, tentando respirar fundo, mas minhas mãos ainda estavam frias e suadas. Alguns dias atrás eu tinha feito uma ultrassom para checar o DIU, e agora iriamos mostrar os exames à doutora.

Quando a enfermeira nos chamou, seguimos para a sala e sentamos na poltrona em frente à mesa da doutora, com Diogo ao meu lado. Ela pegou os exames, folheando com atenção e depois olhou para mim.

— Alice, está tudo certo com os exames mensais de diabetes. Alguma crise recentemente? — perguntou ela, anotando algumas coisas na ficha.

— Só uma vez, doutora, mas foi bem rápido e não tão forte como geralmente acontecia — respondi, tentando não parecer tão ansiosa.

Ela assentiu, anotando mais coisas.

— Ótimo, só fiquem atentos e avisem quando acontecer novamente.

Então ela olhou para o exame do DIU e sorriu.

— Pois é… realmente não está mais ali.

— Esse troço saiu que eu nem percebi! — respondi, surpresa, e senti Diogo rir baixinho ao meu lado.

— Pode acontecer — disse a doutora, anotando algumas coisas. — Agora… estão prontos para descobrir o sexo do bebê?

Assenti, apertando a mão de Diogo com força.

— Pronta — murmurei, sentindo um friozinho na barriga.

Ela começou o procedimento, passando o gel gelado na minha barriga e eu respirei fundo. Diogo colocou o braço ao redor de mim, me dando apoio.

— Qualquer um que vier, será muito amado.

Senti um pequeno chute, e não consegui conter um sorriso nervoso. A doutora olhou para a tela e começou a falar, explicando que o bebê estava se desenvolvendo saudável e forte.

— E agora… — ela olhou para nós dois, com um sorriso maroto — estão prontos?

Assentimos, e então ela disse, com alegria.

— É uma menininha!

Eu arregalei os olhos, uma menininha… minha filha! Olhei para Diogo, e ele estava com os olhos marejados também, sem acreditar.

— É uma… menina… — murmurei, emocionada, segurando o rosto dele.

— Uau… — ele disse, sorrindo com os olhos brilhando. — Uma menininha! Agora vou ter que me preparar, né? Outra mulher com quem me preocupar.

— Já começou, hein? — eu disse, rindo entre as lágrimas. — Mas nós vamos nos virar juntos.

Ele me puxou para mais perto, me abraçando firme, e eu encostei a cabeça no peito dele, sentindo meu coração explodir de alegria.

— Nossa pequena vai ser tão amada… — disse ele baixinho. — Mal posso esperar para ver ela crescer.

— Eu também… — respondi, enxugando as lágrimas. — Mal posso esperar para segurá-la nos braços, para ver o rostinho dela.

Capítulo 0132 - Alice 1

Capítulo 0132 - Alice 2

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