Eu estava completamente vendada, e mesmo assim não conseguia parar de sorrir. O som do carro diminuindo a velocidade me deixou ainda mais curiosa. Lucas, ao meu lado, também estava com os olhos cobertos e não parava quieto, dava pra sentir a energia dele vibrando no ar.
— Pai… falta muito? — ele perguntou pela terceira vez, apertando minha mão.
— Falta só um pouquinho, campeão — respondeu Diogo, com aquele tom divertido e calmo dele. — Prometo que vocês vão gostar.
— Você tá me matando de curiosidade, Diogo — murmurei, rindo nervosa. — Onde é que você tá me levando assim, hein?
— Confia em mim, amor — ele disse, e eu pude ouvir o sorriso em sua voz.
O carro parou e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Diogo saiu primeiro. Ouvi o som da porta se abrindo do meu lado e a mão dele me ajudar a descer. O chão sob meus pés parecia de pedra lisa, e o ar era diferente, mais puro, com o cheiro de pinheiros e terra molhada. Pássaros cantavam ao longe e tudo estava tão calmo que me deu um arrepio bom na pele.
— Tá tudo bem, pode vir — ele falou, guiando minhas mãos. — Eu tô aqui.
— Tá, mas se eu tropeçar e cair, a culpa é sua — brinquei, e ele soltou uma risadinha.
— Eu jamais deixaria isso acontecer.
Lucas riu também, animado.
— Pai, agora pode tirar?
— Pode — Diogo respondeu, e o senti se aproximar. O toque suave dele puxando a venda fez meu coração acelerar. Quando a luz atingiu meus olhos, precisei de alguns segundos pra me acostumar… e então vi.
Fiquei completamente sem ar.
Diante de mim, havia uma casa moderna, com grandes painéis de vidro refletindo as árvores ao redor. As linhas eram elegantes, o contraste entre madeira, concreto e metal criava um equilíbrio perfeito com a natureza ao redor. O jardim era impecável, com pedras brancas contornando um pequeno lago com uma cascata sutil na frente. Era… indescritível.
— Meu Deus… — sussurrei, levando as mãos à boca. — Diogo…
Ele estava ao meu lado, sorrindo orgulhoso com os olhos brilhando ao me ver reagir.
Lucas olhou pra casa e depois pra gente, confuso.
— Pai… o que a gente tá fazendo aqui? De quem é essa casa?
Diogo olhou pra ele e depois pra mim, e respondeu com a voz firme e cheia de ternura:
— É nossa, filho. Essa é a nova casa da nossa família.
Senti as lágrimas subirem instantaneamente.
— Nossa? — repeti, com a voz falhando.
Ele assentiu, me puxando pela cintura.
— Nossa. Uma casa que vai ser cheia de amor, risadas e bagunça. O lugar onde nossa família vai crescer.
Não aguentei e me joguei nos braços dele, emocionada.
— Diogo… ela é linda. Eu lembro dessa casa… é a do site!
Ele riu, apertando minha cintura.
— É, essa mesmo. Aquela que você olhou e disse que parecia ter alma. A que mais chamou sua atenção no condomínio. E sabe o que é melhor? — Ele sorriu de canto. — A casa da Larissa fica a um quarteirão daqui.
Soltei uma risada misturada com choro e emoção.
— É ainda mais linda pessoalmente…
Lucas já corria pro jardim, olhando tudo de perto.
— Pai! Mãe! Eu posso entrar?!
Diogo olhou pra ele e respondeu com um tom leve e cheio de carinho.
— Claro que pode, vai lá, campeão!
Entramos atrás dele. A sala era enorme, com pé-direito alto e janelas que deixavam o sol entrar por todos os lados. O chão de madeira clara refletia a luz de um jeito acolhedor, e a lareira no centro trazia um toque de aconchego. Tudo era moderno, mas tinha uma sensação de lar, quente e acolhedora.
Eu andava devagar, passando os dedos pelos móveis, pelas paredes, tentando acreditar que tudo aquilo era real.
— Diogo… — falei, com a voz trêmula. — Eu não consigo acreditar… é mesmo nossa casa.
Ele se aproximou por trás, me abraçando pela cintura e encostando o queixo no meu ombro.
— É sim. E tudo isso só está sendo possível por causa de você.
Virei o rosto pra ele, emocionada.
— Não fala isso… você que fez tudo isso acontecer.
— Não — ele respondeu com um sorriso calmo. — Você que me deu motivo pra querer mais, pra construir isso aqui. Você, Lucas… e a nossa menininha que tá vindo aí.
Meu coração derreteu e toquei o rosto dele, antes que eu dissesse qualquer coisa, ele me beijou devagar, mas intenso, com aquele sabor de promessa e gratidão.
Lucas apareceu correndo de novo, com um sorriso largo.
— Pai! Mãe! Tem uma escada gigante aqui e um quarto com vista pras árvores! Eu quero aquele!
Diogo riu, ainda me abraçando.
— Então pronto, já escolheu.
Eu olhei pra casa mais uma vez, sentindo o peito se encher de uma alegria tranquila.
— Bem-vinda à nossa nova casa, amor — ele disse baixinho.
— Obrigada, Diogo… — respondi, encostando a testa na dele. — Eu nunca imaginei que a felicidade pudesse ser assim.
Assim que entramos mais fundo na casa, senti o coração bater mais rápido. Cada cômodo parecia ter sido pensado com tanto carinho que era impossível não se emocionar. O som da voz de Lucas ecoava pelos corredores enquanto ele explorava tudo com a energia de quem estava descobrindo um novo mundo.
Diogo me olhou com aquele sorriso tranquilo, as mãos nos bolsos, observando o menino correr pela sala.
— Ainda tem algumas coisas pra ajustar aqui — disse ele, pensativo. — Principalmente para quando o Caleb vier nos visitar.
Olhei pra ele, curiosa.
Encostei na porta, observando os dois juntos, e senti aquele tipo de paz que não se explica.
Depois, Diogo se levantou e estendeu a mão pra mim.
— Vem, quero te mostrar uma coisa.
Seguimos até o quarto ao lado. Assim que entrei, notei que estava praticamente vazio, só as paredes brancas e uma janela enorme que deixava a luz entrar.
— Aqui — ele disse, olhando em volta com um sorriso suave. — É o quarto da nossa pequena.
Meu coração deu um salto e acariciei minha barriga quase instintivamente.
— O quarto da Ester… — murmurei.
— É — ele confirmou. — Quero que você me ajude a escolher a decoração. Nada aqui vai ser feito sem a sua opinião.
Toquei a parede, imaginando os móveis, as cores, o cheirinho de bebê.
— A gente podia colocar tons de lilás… e talvez umas nuvens no teto. Acho que combinaria com ela.
Ele se aproximou, colocando a mão sobre a minha.
— Ester Mendes Montenegro — disse, com a voz baixa e um brilho orgulhoso no olhar.
Sorri, emocionada.
— Foi o Lucas que escolheu esse nome…
— E foi perfeito — ele respondeu, acariciando minha barriga. — Não vejo a hora de conhecer essa pequena.
— Falta pouco, amor… — murmurei. — Um mês. Daqui a pouco ela tá aqui com a gente.
Diogo se abaixou um pouco, encostando os lábios na minha barriga.
— E vamos estar te esperando, princesa.
Antes que eu conseguisse conter as lágrimas, Lucas apareceu correndo pela porta, com o rosto aceso de alegria.
— Já sei o nome de um peixinho! — gritou.
Diogo se endireitou, rindo.
— Ah é? Qual vai ser?
— O nome dele vai ser Estrelinha, porque brilha igual a Ester!
Não consegui segurar o riso. Ajoelhei e o abracei com força.
— Você é o irmão mais doce que existe, Lucas.
Ele me apertou de volta, rindo também.
— Eu sei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...
Cadê o capítulo 319???????? Não tem?????...
Tá cada dia pior, os capítulos estão faltando e alguns estão se repetindo....