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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 348

✨ Mensagem da autora para vocês ✨

Oi, meus amores

Antes de tudo, quero que saibam que eu também sou leitora e entendo perfeitamente como é ruim acompanhar uma história sem constância nas postagens. Acreditem, eu realmente não queria estar sendo essa autora, mas quero explicar um pouquinho o porquê das coisas estarem assim.

No começo, minha ideia era escrever apenas a história do Alessandro e da Larissa, mas muitos de vocês pediram para eu fazer também as versões do Rafael e do Diogo. Foi por causa desse carinho e desses pedidos que decidi continuar e expandir o universo das histórias.

Acontece que, assim como foi com a história do Diogo, a do Rafael também está sendo escrita em tempo real. Ou seja, não tenho capítulos prontos para só agendar e publicar, eu literalmente escrevo, reviso e já mando para vocês lerem. Tem dias em que sento em frente ao computador às 7h da manhã e só consigo escrever algo às 8h da noite… e tá tudo bem. A mente nem sempre colabora, né?

Mesmo assim, eu sempre tento liberar pelo menos dois capítulos para vocês, para não deixar ninguém sem leitura.

Só que, nos últimos dias, minha rotina ficou bem puxada. Além da faculdade, dei início ao tratamento para engravidar mas, antes disso, preciso fazer uma cirurgia para retirar miomas. E quem depende do SUS sabe o quanto esses pré-operatórios demoram… então acabo passando o dia inteiro resolvendo essas coisas, e quando chego em casa, estou exausta.

Por isso, peço apenas um pouquinho de paciência. Eu prometo que vou continuar escrevendo e me esforçando para manter os capítulos chegando até vocês. Assim que as coisas se acalmarem, especialmente agora em dezembro, quando entro de férias da faculdade, pretendo adiantar vários capítulos para voltar ao ritmo normal.

Sobre os capítulos que às vezes saem faltando partes: isso acontece porque, ao copiar do G****e Docs para o Buenovela, às vezes o texto acaba cortando ou desformatando. Peço desculpas por isso e também que vocês me avisem sempre que notarem algo errado. Assim eu posso corrigir o mais rápido possível.

Enfim… não estou dizendo que vou parar de escrever, nem que vou enrolar. Só quero que entendam que pode haver dias em que publico um capítulo de manhã e o outro à noite, mas eu não vou deixar vocês sem história.

E, por favor, saibam que eu sempre estou aqui para conversar com vocês. Só peço que falem com calma, sem ofensas. Estou totalmente aberta ao diálogo, especialmente com quem realmente gosta das histórias e quer continuar essa jornada junto comigo.

Com carinho,

— N.A.S.C.

Agora, vamos para a história.

***************************

— Investigação? — franzi o cenho. — Que tipo de investigação?

Ela desviou o olhar, apertando o copo nas mãos.

— Coisa séria. Disse que é um grupo perigoso, desses que não pensam duas vezes antes de atirar.

Um arrepio percorreu meu corpo.

— E ele tá bem, né?

— Tá, claro que tá. — respondeu rápido, mas a voz dela vacilou um pouco. — Só... me preocupa. Você sabe como ele é.

Assenti, engolindo o nó que se formava na garganta. Eduardo sempre foi impulsivo, teimoso como o pai, e corajoso até demais.

— Ele devia ao menos mandar uma mensagem — murmurei. — Só pra dizer que tá vivo.

Minha mãe sorriu de leve, mas era um sorriso tenso.

— Eu também queria, filha. Mas a gente tem que confiar.

Ela então suspirou, me olhando com uma tristeza grande.

— Você precisa fazer as pazes com o seu irmão, ele sente sua falta, minha filha.

Levantei os olhos, surpresa.

— Falta de mim? — perguntei, meio duvidando.

— Sim. Quando ele vem aqui, sempre pergunta de você, da Alana… vive pedindo fotos dela. — Ela deu um sorrisinho leve. — E quando a gente fala que vocês estão bem, dá pra ver nos olhos dele que sente saudade.

Fiquei quieta por alguns segundos, apertando a caneca entre as mãos.

— Vi o Eduardo há um pouco mais de um mês. Lá na empresa. — murmurei, sentindo o coração apertar. — Tentaram contra o pai do meu chefe, e ele apareceu pra cuidar do caso. Eu levei um susto… e ele… — fechei os olhos por um instante. — Ele me olhou com tanto amargor, mãe. Como se eu fosse uma estranha. Como se eu não fosse mais a irmã dele.

Minha mãe suspirou também e encostou as mãos na cama.

— Eduardo sempre te protegeu de tudo, filha. Desde pequena. Nenhum menino podia se aproximar de você que ele já colocava pra correr.

Acabei soltando uma risadinha fraca.

— Eu lembro…

Ela riu junto, balançando a cabeça.

— Teve um dia, quando você era pequena, que queria o caminhão de um garotinho. O menino te empurrou com tanta força que você caiu e ralou o joelho. Eduardo ficou furioso, foi até o menino e quebrou o caminhão dele no meio.

— Meu Deus, eu lembro disso! — ri mais um pouco, mas logo o riso se desfez. — Ele sempre foi temperamental, mas… justo.

— Exatamente. — disse ela, concordando. — O que aconteceu, Lorena, magoou muito o seu irmão. Ele só queria te proteger. E, pela primeira vez, você escolheu o outro lado. Preferiu viver o que está vivendo hoje do que aceitar a ajuda dele.

Fiquei olhando pro nada, sentindo aquele nó subir na garganta.

— Eu sei… — murmurei.

— Ele se sentiu traído. — continuou minha mãe com voz calma. — E eu sei que não vai ser fácil reconquistar a confiança dele, mas uma coisa eu te garanto: ele sente falta da irmãzinha dele.

Uma lágrima escapou sem que eu conseguisse segurar. Ela se levantou e veio até mim, me abraçando por trás, apertando os ombros.

— Tudo vai dar certo, minha filha.

— Ele sabe o que aconteceu comigo? — perguntei, limpando o rosto e virando pra encará-la.

Ela balançou a cabeça.

— Não contei. Eu sei como o Eduardo é. Mesmo sem vocês se falarem, se ele souber, vai atrás do Thales. E aí… — fez uma pausa, olhando pra janela. — É capaz de fazer algo que não tem volta. E isso pode acabar com tudo o que ele construiu até hoje.

Fiquei em silêncio, digerindo aquelas palavras. Ela me olhou firme e tocou minha bochecha com carinho.

— Quem precisa dar o primeiro passo é você, Lorena. Larga esse traste. Se cuida. Depois disso, você conversa com o Eduardo. Ele vai te proteger.

Suspirei.

— Eu sei, mãe… — falei baixinho. — Só que é difícil, sabe? Foram anos. E toda vez que eu pensei em sair, alguma coisa me prendeu.

— Mas agora parece diferente, não é? — ela perguntou, me observando.

Assenti devagar.

— É. Dessa vez… é como se algo dentro de mim tivesse acordado. Eu olho pra Alana e penso que não quero que ela cresça achando que é normal viver assim. Eu quero que ela conheça um amor verdadeiro… alguém que cuide dela, que a respeite.

Minha mãe sorriu, com os olhos marejados.

— E ela vai, minha filha. Vai, sim. Mas antes disso, você precisa dar o exemplo.

Respirei fundo outra vez, sentindo o peso daquelas palavras. Olhei pra janela, pro céu escurecendo lá fora, e murmurei mais pra mim mesma do que pra ela:

— Talvez esteja na hora de acordar de vez…

***

(Visão de Rafael)

Estava tentando me concentrar nos relatórios, mas a cabeça não parava. Lorena, Genildo, a falta de notícias, tudo parecia um nó difícil de desatar.

O silêncio do meu tio era o que mais me incomodava. Quando Genildo sumia, não era bom sinal. E o pressentimento no meu peito só piorava.

Meu celular vibrou na mesa e vi que era minha irmã.

— Rafael, você pode vir até o shopping? — a sua voz soava animada, quase ofegante. — Preciso da sua ajuda numa coisa séria.

— Aconteceu algo? — perguntei, já erguendo as sobrancelhas, com o coração acelerando sem motivo.

— Aconteceu sim! — ela respondeu, com um tom brincalhão — Achei uma peça de arte maravilhosa e você precisa me ajudar a decidir se eu levo.

— E você é perigosa pra minha conta bancária. — retruquei, com um meio sorriso.

Enquanto isso, Nicolas estava um pouco afastado, de braços cruzados, observando tudo com aquela calma fria que o acompanhava. Um verdadeiro fantasma de preto.

Milena percebeu e sussurrou pra mim:

— Acho que ele me odeia.

— Ele odeia todo mundo.

— É, mas ele me olha como se eu fosse fazer besteira.

— E você vai, se comprar essa escultura.

Ela rolou os olhos e bufou.

— Tá bom, você venceu. Mas um dia eu ainda vou te convencer a entrar num leilão de arte comigo.

— Só se tiver um bar servindo whisky lá dentro.

Ela riu outra vez, balançando a cabeça.

— Combinado, então.

Naquele instante, por mais tenso que meu dia tivesse começado, o riso dela trouxe uma leveza inesperada e por um momento, a preocupação com Lorena e com meu tio ficou distante.

Consegui convencer minha irmã a comprar um quadro de verdade, mesmo que tenha saído por quase meio milhão, mas era bonito comparado a aquela “arte” que ela queria.

Como já estava próximo do horário de almoço, Milena me convenceu a come um Subway e fomos até a praça de alimentação.

Enquanto ela comia animada, falando de viagens, exposições e artistas que nunca ouvi na vida, eu só observava. Ela tinha essa mania de falar com as mãos, os olhos vivos, e parecia que o mundo inteiro cabia na empolgação dela.

Ela bebeu um pouco do suco e me olhou com um sorriso de canto, já se levantando.

— Preciso ir ao banheiro rapidinho.

Assenti, limpando as mãos com o guardanapo.

— Vai lá, eu fico aqui.

Olhei para Nicolas, que estava um pouco afastado e atento como sempre. Ele só acenou, já se levantando para seguir Milena.

Mas ela o deteve antes mesmo de dar dois passos.

— Rabugento, sério, já é demais. É só o banheiro.

— Senhora, não é recomendável… — ele começou, mas ela o interrompeu.

— Eu já disse pra não me chamar de senhora! Não vou discutir sobre isso. Fica aí, me espera no corredor.

Nicolas respirou fundo, com o maxilar tenso.

— Tudo bem, mas não demora.

Ela revirou os olhos e foi. Ele ficou parado no início do corredor, com os braços cruzados e o olhar de lobo atento.

Eu, da mesa, balançava a cabeça rindo, vendo ele parecer impaciente enquanto a aguardava.

— Ela vai acabar surtando com ele.

Milena não parecia mais tão feliz pela presença dele.

Mas o sorriso se apagou no instante seguinte quando vi Nicolas se endireitar de repente, com o olhar se fixando no corredor dos banheiros.

Um segundo depois, ele disparou correndo feito um raio em direção ao corredor. Meu corpo reagiu antes mesmo da mente e levantei da cadeira, sentindo o coração disparado.

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