Já podia me sentir duro e sabia que ela percebia, mas estava tudo DEMAIS para parar. Eu a queria e se pudesse, a tomaria aqui agora.
O beijo ficou mais quente, intenso, como se a gente estivesse tentando matar a fome de meses em poucos segundos.
Afastei os lábios dos dela só o suficiente pra descer o beijo pelo queixo, pescoço. Inspirei fundo, perdido. Como eu desejava sentir a sua pele macia.
— Eu amo o seu cheiro… — sussurrei, com a voz rouca, sentindo ela estremecer inteira.
— Rafael… — ela murmurou meu nome como um pedido, uma confissão.
Voltei a beijá-la sem pensar, sentindo as suas mãos subirem pros meus ombros, pescoço, me puxando de volta. Era quente, intenso, perigoso e, ainda assim, era a coisa mais certa que eu tinha sentido em muito tempo.
Sua mão desceu do meu pescoço com uma urgência que me tirou o ar, desabotoando a minha camisa com dedos que tremiam de leve, não de hesitação, mas de impaciência pura.
Os botões cederam um a um, e o ar tocou meu peito, mas foi rapidamente substituído pelo calor da palma dela, espalhando fogo por onde passava.
Baixei a mão pelo vestido que ela usava, encontrando a curva do quadril, e a parte de trás da saia, puxando o tecido para cima até que minha pele encontrasse a dela, macia e quente.
Lorena arqueou as costas contra meu braço, deixando um gemido abafado contra minha boca.
Eu a sentia toda, as curva da cintura, o peso do seio contra meu peito descoberto, o ritmo acelerado do coração dela batendo em uníssono com o meu.
Meus lábios abandonaram os dela, traçando um caminho ardente pela linha do maxilar, descendo pela coluna do pescoço até encontrar a alça fina do vestido.
Com os dentes, puxei-a para baixo, revelando o ombro, a clavícula e a curva começando do seio. Ela soltou um som entre o suspiro e o quebrar, senti as pontas dos seus dedos cravando-se nas minhas costas.
— Rafael… por favor — seu sussurro era áspero, um comando e uma súplica.
A mão que estava em seu quadril subiu, encontrando o zíper nas costas do vestido. Desci devagar, sentindo cada dente do fecho ceder, cada centímetro de pele nova sendo liberada. O tecido cedeu, afrouxando ao redor dela e a observei ali, de sutiã e saia, e os olhos escuros me encarando com um desafio e uma vulnerabilidade que me deixou tonto.
Lorena não me deixou hesitar. Suas mãos me puxaram para si, ao mesmo tempo em que ela se erguia, e nos beijamos novamente, um beijo profundo, devorador.
Minhas mãos percorreram suas costas nuas, encontrando o fecho do sutiã. Um clique quase inaudível, e ele se soltou. Ela se afastou apenas o necessário para deixá-lo cair, e o ar pareceu parar.
A luz que filtrava pelas folhas desenhava sombras e relevos em sua pele. Curvei-me, levando a boca a um seio, e o seu sabor, o peso contra minha língua, o bico já duro, foi uma revelação.
Ela gemeu alto, os dedos se enterrando em meus cabelos, segurando-me lá, e a sensação de ser desejado com tamanha ferocidade me deixou fraco.
— Você não tem ideia… — ela gemeu, com a voz trêmula. — Do quanto eu pensei nisso.
Foi ela quem então me empurrou para trás, contra o encosto duro do banco de madeira, e se ajeitou sobre minhas pernas, ficando de joelhos.
Suas mãos, agora firmes, percorreram meu peito, abdômen, cada músculo contraído sob seu toque, até encontrar a cintura da minha calça. Seus olhos encontraram os meus, e foi um entendimento silencioso, um acordo perigoso e inevitável.
O som do meu cinto sendo aberto ecoou como um trovão no silêncio do parque. A pressão do fecho da calça cedendo foi um alívio agonizante. Ela me tocou por cima da cueca, e eu suspirei, minha cabeça caindo para trás e os olhos fechando contra a onda de puro prazer.
Mas ela não parou aí. Sua mão deslizou para dentro, envolvendo-me, e meu corpo todo estremeceu, uma corrente elétrica percorrendo da base da espinha até o crânio.
— Lorena… — grunhi, o nome saindo como um aviso.
— Cala a boca — ela sussurrou quente, no meu ouvido, antes de morder o lóbulo com suavidade. — Hoje não tem volta.
E não tinha. Com um movimento fluido, ela levantou a saia que ainda usava, se posicionou sobre mim, e desceu, nos unindo num movimento lento, profundo, excruciante.
Um gemido rouco escapou da garganta de ambos ao mesmo tempo. O mundo não apenas ficou silencioso; ele desapareceu.
O silêncio pesado e doce que veio depois foi quebrado por um ruído distante do latido de um cachorro. Foi como se aquele som trouxesse o mundo de volta, de uma vez só.
O ar frio bateu na pele suada, e eu senti Lorena estremecer levemente no meu colo.
Ela puxou o ar, olhando ao redor como se visse o parque pela primeira vez. Os olhos, antes turvos de desejo, ficaram um pouco mais claros e assustados. Ela começou a se mover, devagar, para se levantar.
— Espera — minha voz saiu mais rouca do que eu esperava. Segurei ela pelo quadril, impedindo que se afastasse de uma vez. — Deixa que eu te ajudo.
Com uma delicadeza que parecia absurda depois da fúria que tinha acabado, peguei o sutiã que estava caído no banco.
Minhas mãos tremiam um pouco enquanto o colocava de volta, sentindo o calor da pele de suas costas. Meus dedos encontraram o fecho, e o prendi com um clic suave.
Deslizei as alças pelos seus ombros, deixando um beijo em cada um.
— Está tudo bem — murmurei, enquanto ajudava ela a vestir o vestido. Puxei o tecido macio para cima, subindo o zíper nas costas com uma lentidão que era um carinho em si mesma.
A cada centímetro de pele coberta, deixava meus lábios tocarem levemente a sua nuca, coluna. Ela estremeceu, mas não era de frio. Era algo mais profundo.
— Rafael… — ela sussurrou, ainda olhando entre as árvores. — E se alguém…
— Ninguém vem aqui — cortei, com mais calma do que eu sentia. Minhas próprias pernas ainda estavam fracas. — Esse canto do parque tá sempre vazio. E depois da chuva de hoje, então? Esquece.
Terminei de fechar o zíper e virei ela devagar para ficar de frente pra mim. Suas mãos estavam frias e envolvi elas nas minhas.
Ela me olhou por um tempo que pareceu uma eternidade. Seus olhos eram dois poços fundos. Meu coração deu uma virada no peito, um baque desengonçado de nervoso.
— Você… se arrependeu? — A pergunta saiu antes que eu pudesse parar e ficou pairando no ar úmido entre nós.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...