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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 404

Lorena arregalou os olhos.

— Rafael, não. — O sussurro dela era um aviso.

Eu sorri e então olhei para o garçom. O homem, experiente, deu uma olhada rápida no dinheiro, depois em Lorena, e um brilho de cumplicidade apareceu em seus olhos.

Ele entendeu perfeitamente a "conversa importante" que eu precisava ter.

— No corredor dos banheiros, senhor. Há uma porta atrás da cortina de veludo. É a despensa. É… tranquila.

— Perfeito — eu disse, entregando-lhe as notas. Ele as pegou com um movimento fluido e desapareceu.

Virei-me para Lorena, que estava me encarando como se eu tivesse enlouquecido.

— Vamos.

— Não somos mais adolescentes, Rafael. Isso é loucura.

Eu me inclinei sobre a mesa, reduzindo a distância entre nossos rostos.

— Não tem idade pra essas coisas e é só um beijo. Você não quer, pelo menos, encerrar a noite com um beijo de verdade?

Ela me olhou, desconfiada e os olhos cintilando. A batalha interna estava clara e então, o desejo venceu. Ela respirou fundo.

— Só um beijo.

— Só um beijo — repeti, a mentira mais doce que já disse.

Ela se levantou, ajeitou nervosamente o vestido preto e caminhou em direção ao corredor dos banheiros, com uma dignidade que me deixou ainda mais louco.

Esperei alguns segundos que pareceram uma eternidade, até ela sumir de vista. Então me levantei e segui.

O corredor era estreito e mal iluminado. Encontrei a cortina de veludo e, atrás dela, a porta.

Abri.

Ela estava lá, no meio da pequena despensa, cercada por prateleiras com sacos de arroz, latas e garrafas de vinho.

O cheiro era de tempero e mofo. Ela estava linda e antes que pudesse dizer qualquer coisa, fechei a porta e trancei.

Em dois passos, estava sobre ela. Segurei a nuca e puxei seus lábios para os meus com uma sede que não tinha mais como controlar.

Ela gemeu contra minha boca, um som de rendição total, e suas mãos se agarraram às lapelas do meu paletó.

O beijo foi feroz, desesperado... A empurrei contra as prateleiras, e alguma coisa, uma lata, talvez, caiu no chão com um baque surdo. Nem ligamos.

Girei-a, fazendo suas costas encontrarem a parede fria. Meu corpo se pressionou contra o dela, e eu podia sentir cada curva através das nossas roupas.

O beijo se aprofundou, minha língua encontrando a dela, enquanto minha mão subia pela sua perna, sob o vestido preto.

Encontrei a liga da meia-calça, depois a pele nua, macia e quente acima dela.

Ela suspirou, ainda ofegante, e me puxou para um último beijo, lento e profundo.

— Você é um louco — murmurou contra minha boca, mas estava sorrindo.

— O seu louco — respondi, dando um último beijo rápido. — Boa noite, Lorena.

Ela se recompôs, passou as mãos no cabelo, olhou para a porta. Abriu um pouco, espiou, e então, com um último olhar para mim, saiu.

Fiquei ali, sozinho no meio dos temperos.

Passei a mão no rosto, sentindo o calor da sua pele dela ainda em meus lábios. Ajustei minha calça, tentando aliviar a pressão dolorosa da minha ereção, que estava longe de ter sido resolvida.

Respirei fundo, tentando me acalmar.

Esperei alguns minutos, o tempo suficiente para ela ter ido embora. Quando saí, ela não estava mais na mesa.

O sorriso no meu rosto era impossível de conter. Paguei a conta, deixando uma gorjeta generosa para o garçom cúmplice, e saí para a noite.

Dirigi para casa com as mãos firmes no volante, o corpo ainda em alerta e a memória dela se despedaçando na minha mão queimando em minha mente.

Sim, ela tinha ido embora, mas eu tinha marcado território. Eu a tinha feito gemer meu nome na mente dela.

E sonhei, acordado, com o dia em que eu a teria na minha cama. E naquela noite, nada seria rápido.

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