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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 423

A sensação quente e boa que eu tinha carregado dentro de mim desde o shopping, e o toque dele, começou a esfriar no elevador.

Cada andar que subia era um passo de volta para a prisão. Segurei a mão da Alana com mais força, sentindo a sacola com as roupinhas novas balançando do outro lado.

Voltar pra casa deveria ser a melhor sensação na vida de uma pessoa, mas na minha, era um verdadeiro inferno.

Abri a porta do apartamento, e o ar dentro pareceu mudar instantaneamente, ficando pesado e carregado.

A felicidade que eu tinha guardado como um tesouro foi sugada para um ralo escuro no momento em que meus olhos pousaram no sofá.

Thales estava sentado lá, todo relaxado, com um copo de uísque na mão, como se fosse um rei em seu trono.

A calma dele era a pior parte. Era como se ele soubesse que tem todo o controle.

Ele se levantou devagar, com um sorriso falso estampado no rosto.

— Minhas meninas. Como foi o passeio?

Alana, ainda na doce inocência pós-shopping e brinquedoteca, soltou minha mão e correu até ele, animada.

— Foi muito bom, papai! A mamãe me comprou roupa nova, olha! — ela tentou mostrar a sacola.

Thales olhou para a sacola, depois seus olhos, duros e avaliadores, foram para mim.

Um fio de desconfiança passou por eles. Então, ele olhou para a própria mãe, que estava parada na entrada da cozinha, observando.

Célia fez um aceno quase imperceptível com a cabeça, como se dissesse "nada de anormal". Então, o sorriso dele voltou, mas agora era mais para Alana.

— Que legal, princesa. — Ele se abaixou para o nível dela, estendendo a mão.

Foi então que eu vi a animação de Alana congelar. Seus olhinhos, que brilhavam segundos antes, se fixaram no rosto dele, e eu vi a lembrança passando por eles como uma sombra.

E eu sentia, bem no fundo, que ela tinha voltado às cenas dele me encurralando contra a parede, com as mãos no meu pescoço.

Ela recuou um pequeno passo, instintivamente, com sua mãozinha segurando a sacola com mais força.

Thales percebeu e o seu sorriso vacilou por uma fração de segundo, com um leve tremor de raiva e frustração. Mas ele se recuperou rápido, retirando a mão e se endireitando.

— Vai guardar suas coisas, querida — disse, com a voz um pouco mais áspera.

Alana não precisou ser mandada duas vezes. Correu para o seu quarto, fugindo daquela atmosfera pesada.

Thales então voltou sua atenção total para mim e o sorriso tinha desaparecido completamente.

— Nós precisamos conversar — disse, com a voz baixa e carregada de ameaça.

— Não tenho nada a dizer para você — respondi, tentando manter a voz firme, mas o medo já começava a gelar minhas veias.

Eu não queria ir para perto dele. Não depois de ter sentido o amor verdadeiro apenas horas atrás.

— É bom você vir — ele rosnou, com a paciência se esgotando.

Respirei fundo, sentindo a raiva e o pânico se chocarem dentro de mim. Com um último olhar na direção do quarto da minha filha, o segui pelo corredor até o nosso quarto.

Ele entrou e fechou a porta atrás de nós.

— O que você quer agora? — perguntei, cruzando os braços, tentando me fazer parecer maior e mais corajosa do que me sentia.

— Nós vamos viajar — ele anunciou, como se estivesse dizendo que iria chover.

O sangue pareceu parar de correr no meu corpo, e então começou a ferver, batendo nos meus ouvidos.

— Viajar? Pra onde? Quando?

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