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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 436

Ele tentou me agarrar, mas errou, escorregando no sangue no chão. Em vez disso, sua mão fechou como uma garra no braço magro da Alana.

— AI! PAI, SOLTA! Tá me machucando! — ela gritou, tentando se soltar.

Ele começou a puxar Alana pelo corredor, meus socos e t***s eram o mesmo que nada.

Ver sua mão na minha filha, vê-la com dor, foi o estopim. A raiva, o desespero, o instinto materno mais primitivo tomou conta.

Foi quando vi uma faca caída no chão, na entrada da cozinha. A menos de um metro de distância.

Não pensei, não dava para pensar nesse momento. Peguei ela e então a empurrei com toda a força que eu tinha.

A lâmina encontrou resistência, depois cedeu, entrando na barriga dele com um som úmido e repugnante.

Thales soltou um grito diferente, de surpresa e agonia, e soltou o braço da Alana.

Ele caiu de joelhos, depois de lado no corredor, com as mãos tentando conter o jorro de sangue escuro que saía de seu abdômen.

Alana estava em choque, silenciosa agora, com os olhos arregalados para o pai no chão.

A arma.

A lembrança veio à tona como um raio. Virei e corri de volta para o meu quarto, direto para o vaso sanitário de reserva. Enfiei a mão, pegando o saco de plástico e pesado.

Voltei para o corredor.

Thales estava tentando se arrastar, ofegante, deixando um rastro de sangue atrás dele.

Ele mal enxergava, mas ouviu o som metálico quando eu engatilhei a pistola, como o Eduardo me ensinou a fazer.

Apontei para ele, com minhas mãos trêmulas demais, o cano dançando no ar.

— Fica… longe da gente — disse, com a voz saindo rouca e quebrada. — Nunca mais chega perto da minha filha.

Ele riu, um som borbulhante e horrível cheio de sangue.

— Você… não tem coragem… atira, sua puta… me mata logo para fiar com aquele desgraçado!

Eu olhei para Alana. Seu rostinho pálido, os olhos cheios de um terror que nunca deveria ver.

Atirar nele, ali, na frente dela… seria marcar ela para sempre. Mas deixá-lo vivo…

— Vai se ferrar. Morre sozinho aí — cuspi, a decisão tomada num instante de puro ódio e proteção.

Agarrei a mão gelada da Alana.

— Vamos, minha vida. Agora.

Puxei ela pelo corredor, passando pelo corpo agonizante do Thales, e abri a porta do apartamento.

Para minha surpresa e alívio avassalador, Glayce estava ali, no corredor do prédio, como se estivesse pronta para arrombar a porta.

Ela tinha uma expressão séria e uma arma na cintura.

— Glayce… — minha voz falhou.

— Vamos. Agora — ordenou, sem perder tempo.

Ela nos puxou para a escada de emergência, ignorando o elevador. Descemos correndo, Alana quase tropeçando, eu segurando-a com uma força sobre-humana.

Minha mão queimada doía como o inferno, meu rosto latejava, cada respiração doía nas costelas.

No estacionamento subterrâneo, o carro da Glayce já estava com o motor ligado. Ela nos empurrou para o banco de trás.

— Deita, e se abaixa — ela ordenou, e nós obedecemos, nos agachando no assoalho.

Glayce pegou o celular e discou.

— É agora. Limpem a retaguarda. Não deixem ninguém dos homens dele nos seguir.

Ela arrancou, com o carro subindo a rampa em alta velocidade. Na saída do prédio, o portão automático se abriu lentamente.

Dois carros escuros estavam parados do outro lado da rua e meu coração parou. Mas então, os faróis de um deles piscaram duas vezes e Glayce acenou com a cabeça.

Eram os homens de Rafael.

Ela cortou a rua e entrou no trânsito noturno, acelerando.

— Para onde? — ela perguntou, olhando pelo retrovisor.

Eu me sentei no banco, puxando Alana para o meu colo. Ela estava em choque, tremendo e eu também.

Olhei pela janela, para as luzes da cidade passando.

Cap.135 1

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