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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 445

O plano era simples: sair com a isca, fazer a troca ou simplesmente usar a Joyce para atrair a Lorena para uma armadilha.

Estávamos no hall do andar, o elevador a poucos metros. Meus homens, seis deles, formavam um perículo apertado ao meu redor.

Joyce estava na minha frente, minhas mãos suando agarradas aos seus braços, meu corpo usando o dela como um escudo vivo contra qualquer surpresa.

A dor no rosto e na barriga era um latejar constante, um lembrete de cada segundo que ela passava livre.

Foi quando o homem à minha esquerda, simplesmente… desabou. Não houve barulho de tiro, só um baque surdo de corpo no chão de mármore.

Um buraco pequeno e perfeito apareceu no meio da testa dele, e o sangue começou a escorrer, formando uma poça escura e rápida.

— O que caralh— comecei, mas antes que a frase terminasse, outro homem, o que estava cobrindo a nossa retaguarda, caiu com um grunhido abafado, a bala entrando pela nuca.

Franco-atiradores.

O pensamento gelou meu sangue. Joyce soltou um grito agudo e desesperado ao ver o sangue jorrando.

Eu a sacudi com força.

— Cala a boca, porra!

Meus outros homens entraram em ação, formando uma barreira mais apertada, suas armas procurando alvos impossíveis nas janelas dos prédios vizinhos.

O botão do elevador já tinha sido apertado. A luz descia, devagar, tão devagar.

Mais um homem caiu, desta vez com um grito, atingido no ombro. O pânico começou a se instalar.

Eles eram alvos fáceis, estávamos encurralados naquele hall de vidro e mármore, um aquário para atiradores.

— Protejam o chefe! Para o elevador! — o Tom gritou, sua voz firme cortando o caos.

Eles formaram um escudo humano, empurrando-me e à Joyce em direção às portas de metal que finalmente, começaram a se abrir com um som eletrônico.

Olhei para trás, para o corredor cheio de corpos dos meus homens. Três.

Três já estavam no chão.

A fúria era um gosto de metal na boca, mais forte que a dor.

As portas do elevador se fecharam atrás de nós, isolando o som dos gritos abafados de fora.

Dentro, era só o Tom, mais dois homens, eu e a Joyce. Ela soluçava, tremendo incontrolavelmente.

A raiva por tudo, pela Lorena, os tiros, a dor, explodiu.

— Eu devia te matar aqui mesmo, sua cadela inútil! — grunhi, apertando seu braço até os ossos rangarem.

Ela apenas chorou mais alto.

O elevador descia e cada segundo era uma eternidade. Quando as portas se abriram no subsolo, o inferno nos esperava.

O estacionamento era um campo de batalha.

Tiros cruzavam o ar com estampidos altos que ecoavam nas paredes de concreto.

Homens meus, que tinham ficado de guarda abaixo, trocavam tiros com… com a polícia. E outros. Homens à paisana, mas com movimentos militares. O irmão dela, tinha que ser.

Mas havia outros homens… esses não hesitavam em matar… Eles não eram da polícia… que diabos estava acontecendo aqui?

Agarrei Joyce com mais força, usando seu corpo frágil como uma couraça viva, e comecei a me mover entre os carros, me abaixando.

Ela chorava, tentava se debater, mas eu era muito mais forte, mesmo machucado e minha arma estava pressionada contra as suas costelas.

— Thales! Por aqui! — o Tom gritou, apontando para uma van preta com os vidros escurecidos estacionada perto de uma saída de serviço. — A polícia cercou a frente. Vamos explodir um dos carros deles para abrir caminho!

Assenti, ofegante.

Quando uma dor me tomou e olhei para o meu lado, vi sangue escorrendo, manchando minha camisa. Os pontos da facada tinham cedido. Merda.

Começamos a correr em zigue-zague entre os veículos. Foi quando viramos um carro e ele apareceu.

Eduardo.

De pé atrás de uma coluna, uma arma na mão e o olhar frio e mortal fixo em mim.

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