O relatório dos meus homens tinha sido claro.
Movimento suspeito nas estradas de acesso, carros não identificados circulando devagar, parando em pontos com visão da propriedade.
Era ele…
O rato ferido tinha farejado o queijo e achado o caminho até o buraco.
Por isso eu a mandei embora. Eu podia arriscar a minha pele, já a dela e da Alana? Jamais.
Glayce já tinha mandado a mensagem de confirmação, que estavam num novo local, um bunker de verdade dessa vez, impossível de rastrear.
Estavam seguras.
E agora, eu estava aqui. Sozinho na armadilha que eu mesmo tinha armado.
A casa estava quieta, mas não vazia. Meus homens, os melhores que o Alessandro tinha, estavam posicionados.
Dentro da casa, nos arbustos, nos telhados dos anexos. Era uma fortaleza esperando o exército errado chegar.
E eu estava no centro, como isca.
A razão para ele vir.
Respirei fundo, o ar parado do quarto enchendo meus pulmões.
A ansiedade parecia um formigar debaixo da pele, mas era uma ansiedade focada, afiada. Não era mais o medo paralisante de perdê-la.
Era a antecipação do confronto. A fome de acerto de contas.
Ele vinha atrás dela e de mim. Achando que ia nos pegar desprevenidos, achando que eu tinha fugido com ela.
Ele não sabia que ela já estava a quilômetros de distância, protegida. Ele só ia me encontrar. Eu e os meus homens.
A raiva que eu tinha engolido por semanas, por ver as marcas nela, por ouvir seus pesadelos, e saber o que a Joyce estava passando… tudo isso fervia dentro de mim agora, transformado em uma calma mortal.
Tinha mandado ela embora para protegê-la, mas eu tinha ficado para acabar com isso. Para garantir que aquele desgraçado nunca mais respirasse o mesmo ar que ela.
Nunca mais a ameaçasse.
Nunca mais existisse.
Olhei pela janela, para a estrada de terra vazia que serpenteava até a casa.
Qualquer momento agora.
Ele achava que vinha resgatar o que era dele. Na verdade, ele vinha direto para o próprio funeral.
Estava agachado atrás da janela do segundo andar, a coronha fria do rifle de precisão apoiada firmemente no meu ombro.
A viseira do colete à prova de balas apertava meu peito, mas era um incômodo necessário. Eu odiava aquela merda de peso, mas odiava mais a ideia de uma bala perdida me impedir de acertar as contas hoje.
Lá fora, três dos meus homens, os mais novos, escolhidos a dedo para parecerem desprevenidos e fingiam uma conversa descontraída perto do portão.
O Raul estava entre eles, com sua postura relaxada, mas eu via a tensão nos seus ombros.
Os homens do Alessandro estavam escondidos… tudo pronto para esperar por esse desgraçado.
E então, o som de carro se aproximando.
Não um, mas três carros, pretos e genéricos, surgiram da curva da estrada de terra em alta velocidade, levantando uma nuvem de poeira.
As portas nem tinham parado de se abrir quando os primeiros tiros começaram.
Metralhadoras, armas pesadas e homens descendo do carro.
Meus homens no portão reagiram, caindo no chão atrás dos poucos pontos de cobertura que tínhamos preparado.
Meu mundo se estreitou para o visor do rifle.
Respirei fundo, soltando metade do ar lentamente. O tempo pareceu congelar enquanto mirava com precisão… O primeiro alvo era um cara que estava saindo do carro do meio, gritando ordens.
A cabeça dele preencheu a mira e então pressionei o gatilho.
O estampido do rifle foi um sopro seco comparado ao barulho lá embaixo. A cabeça do homem simplesmente… desapareceu em uma nuvem rosa e o corpo caiu de lado.
E meu Deus, ele estava… horrível.
O lado do rosto era uma massa de carne queimada, com bolhas e pele enrugada, uma das pálpebras permanentemente fechada sobre um olho cego.
O resto do rosto estava inchado e sujo de sangue velho. Ele cambaleava, mas o olho bom o queimava com uma loucura fanática.
Ele me viu e gritou algo, perdido no ruído.
Eu levantei minha arma, mas um dos homens dele se jogou na minha frente, tentando me flanquear.
Sem hesitar, virei e acertei um tiro limpo na testa dele e corpo caiu aos pés do Thales.
Thales então, com um rugido, levantou uma pistola e mirou em mim. Mas ele estava lento, muito lento.
Eu já estava em movimento e quando atirou, a bala passou raspando pelo meu braço, mas eu não senti nada além do impacto no colete.
Ergui a pistola e mirei na sua perna direita, puxando o gatilho e acertando. Um jato de sangue jorrou e um grito de agonia escapou de sua boca.
Mais um passo e mirei na outra perna, fazendo-o desabar de joelhos e a arma cair de sua mão.
Continuei me aproximando, sentindo a fúria me dominar.
Chutei a arma para longe e, com um movimento brutal, pisei com toda a força da minha bota no local da facada da Lorena, no seu abdômen.
O grito que saiu dele não era mais humano. Era um uivo de pura e absoluta agonia.
Foi então que minha atenção foi capturada para uma pessoa dentro do carro.
Ele não tinha saído, estava sentado, apenas observando.
Um homem alto, com rosto angular, e uma expressão mais fria que o inverno siberiano.
Seus olhos me avaliaram, depois olharam para o Thales agonizando. Não havia lealdade ali. Só interesse.
Era um dos deles. Um dos Doze Selos.
A guerra ao redor parecia diminuir e meus homens estavam levando a melhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Cadê o capítulo 470???¿ Cadê o capítulo 473???????...
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...