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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 462

A girei com cuidado, mas com firmeza, prendendo-a contra a parede.

Meu corpo se colou ao dela, dos quadris ao torso, e senti cada curva sua se ajustando perfeitamente a mim.

A necessidade de sentir o máximo dela, de me perder no calor e no seu sabor, foi avassaladora. Meus lábios deixaram os dela e desceram pelo pescoço, mordiscando a pele macia na curva do ombro.

Minhas mãos seguravam sua cintura, puxando-a ainda mais contra mim, e o atrito entre nossos corpos era uma tortura deliciosa.

Ela gemeu de novo, mas dessa vez, o som teve uma pequena pausa, como se ela sentisse dor.

Parei imediatamente e me afastei o suficiente para ver seu rosto.

— Desculpa — minha voz veio um rosnado de frustração e preocupação. — Te machuquei? As costelas…

Ela abanou a cabeça, com um sorriso cansado mas cheio de calor nos lábios.

— Não tem que se desculpar. Só foi um susto. — ela respirou fundo, e seus olhos ficaram escuros e intensos. — Eu… não vejo a hora de poder ficar sozinha com você nessa cama. Sem medo de me quebrar.

As suas palavras, e o duplo sentido pesado e quente nelas, me atingiram como um choque.

A confirmação de que o seu desejo era tão forte quanto o meu, de que ela também ansiava por aquele momento em que não haveria mais feridas, só nós dois, foi a coisa mais poderosa que eu já senti.

Um gemido baixo saiu da minha garganta e capturei seus lábios novamente, num beijo que era pura posse e promessa.

Era feroz, profundo, e arrancou o ar dos pulmões dos dois. Sentia o seu sabor, o calor, a resposta urgente da sua língua dançando com a minha.

Nossas mãos se agarravam, explorando, como se tentássemos memorizar o contorno um do outro através da roupa.

Quando finalmente nos separamos, ofegantes e tremendo, eu encostei minha testa na dela, fechando os olhos.

Nossas respirações se misturavam no espaço mínimo entre nossos rostos.

— Vai ficar tudo bem — sussurrei, e dessa vez, a frase era tanto para ela quanto para mim. — E logo… eu vou te ter nessa cama. Vou te possuir por completo, de todas as formas que você aguentar. E depois de novo.

Ela sorriu, um sorriso lento, sensual e cheio de uma confiança que me deixou tonto.

— Estou ansiosa — ela murmurou, e me puxou para mais um beijo, curto, mas carregado de toda a promessa do mundo.

Aqueles momentos, beijos e palavras… foram o combustível que eu precisava. A lembrança delas iria me manter firme na reunião que viria.

Me despedi dela com mais um beijo na testa e saí do quarto, sentindo o seu gosto ainda nos meus lábios.

Desci as escadas, me despedi da minha mãe, de Milena e dos pais de Lorena.

— Preciso resolver umas coisas na empresa, volto para o jantar — disse, tentando soar normal.

— Toma cuidado, filho — Minha mãe disse, seus olhos sábios parecendo ver além da minha fachada.

Saí de casa, entrando no carro.

O trajeto até a empresa foi feito num turbilhão de pensamentos.

Mas eu não estava sozinho, tinha amigos leais. E uma razão para lutar que era maior do que qualquer orgulho ou patrimônio.

Tinha uma mulher e uma menina esperando por mim, acreditando que eu faria tudo ficar bem.

E, por elas, eu faria.

Com Alessandro, Diogo, ou com as minhas próprias mãos se fosse preciso. Meu futuro com Lorena não seria manchado pela ruína.

Quando estacionei na vaga reservada do prédio da empresa, respirei fundo, apagando da expressão qualquer vestígio de dúvida.

Encostei a cabeça no volante por um segundo, sentindo o peso dos últimos dias descarregando nos meus ombros.

O encontro com os pais da Lorena tinha sido intenso e bom, mas também um lembrete gritante da responsabilidade que eu tinha aceitado.

Eu era o porto seguro delas agora e o meu porto estava prestes a naufragar se não conseguisse esse dinheiro.

Respirei fundo, forçando a fachada profissional a se sobrepor ao cansaço e à raiva. Não podia chegar no meu escritório parecendo um homem derrotado.

Subi no elevador direto para o andar executivo.

O saguão estava silencioso, todos ocupados demais com seus afazeres.

Entrei no meu escritório, a sala que sempre foi meu território e meu centro de controle.

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Cap.161 2

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