~ BIANCA ~
— Não acredito que você me convenceu a fazer isso.
Estava parada na entrada da Bellavita, a balada mais chique de Florença, observando a fila enorme de pessoas esperando para entrar. A música pulsava de dentro do prédio, graves tão altos que podia sentir vibrando no peito mesmo estando do lado de fora.
Mia me puxou pela mão, seus saltos altos clicando confiantes no chão enquanto passávamos direto pela fila, ignorando os olhares irritados e invejosos das pessoas que provavelmente estavam ali há horas.
— Vem — disse ela, me arrastando em direção à entrada VIP.
O segurança na porta — um homem enorme de terno preto e fone de ouvido — nos viu chegando. Mia apenas sorriu para ele. Aquele sorriso que ela usava quando sabia exatamente o efeito que tinha nas pessoas.
Ele acenou com a cabeça e afastou a corda vermelha sem hesitação.
Entramos direto.
— Não adianta se arrumar toda no salão de manhã para passar a noite enfurnada dentro do apartamento — disse Mia assim que estávamos dentro, tendo que falar mais alto para ser ouvida sobre a música eletrônica que dominava o ambiente.
O lugar era exatamente o que eu esperava. Luzes coloridas cortando a escuridão. Gente bonita usando roupas caras. Balcões de bar estrategicamente posicionados servindo drinks sofisticados. Mesas VIP em níveis elevados onde os verdadeiramente influentes se sentavam, separados da massa no andar de baixo.
— Além disso — continuou Mia, me guiando em direção a uma das mesas VIP — se você quer conhecer alguém das famílias mais influentes de Florença, este é o lugar.
— Primeiro — retruquei, tendo que me inclinar para ela me ouvir — eu nunca disse que quero conhecer alguém —Mia revirou os olhos dramaticamente. — E segundo — continuei, gesticulando vagamente para a multidão ao nosso redor — eu conheço a maioria daqueles rostos já. Das mesas de negócios.
Meus olhos varreram o ambiente e reconheci rostos imediatamente. Alessandro Ferretti, herdeiro da cadeia de hotéis Ferretti, estava em uma mesa no canto com um grupo. Tinha fechado um contrato de distribuição com ele mês passado. Giovanna Costa, da vinícola Costa que era nossa competidora direta em alguns mercados, estava no bar conversando com alguém que não reconheci.
— Bianca — disse Mia, parando e me virando para encará-la, suas mãos nos meus ombros — esquece trabalho! Sério. Por uma noite. Apenas uma — sua expressão ficou mais séria. — Se você não os conhece fora desse contexto, não conta — disse ela firmemente. — Você precisa parar de ver todo mundo como potencial parceiro de negócios ou competidor e começar a ver como, sei lá, pessoas normais. Homens disponíveis.
— Eu não sei, Mia... — comecei, olhando ao redor com incerteza.
— Só tenta! — ela me cortou, apertando meus ombros. — Sério, Bia. Você não pensa em você nesse contexto há anos! Quando foi a última vez que você saiu com alguém? Que beijou alguém? Que... sei lá, se permitiu sentir algo romântico por alguém? Nico não conta, claro. Você não estava sendo você...
— Não é bem assim... — tentei explicar, mas minha voz não soou convincente nem para mim mesma.
— Matheus? — perguntou Mia, levantando uma sobrancelha. — Rolou alguma coisa com o Matheus?
Revirei os olhos.
— Não. Só uns beijos — admiti. — Acho que a gente tentou, mas funcionávamos melhor como amigos. Além do mais, ele é irmão da Zoey e da Anne. Não queria misturar as coisas, complicar relacionamentos familiares.
— Então desde o...? — Mia deixou a frase no ar, sua voz suavizando.
— Desde o... incidente — completei, sentindo aquele aperto familiar no peito. — Ninguém que importasse. Ninguém de verdade.
Dançamos. Ele era bom nisso, confiante sem ser agressivo, suas mãos respeitosas mas sugestivas nos lugares certos.
E então, quando voltamos para a mesa VIP para pegar nossos drinks, ele se inclinou mais perto, seus lábios quase tocando minha orelha para ser ouvido sobre a música.
— Quer sair daqui? — perguntou, sua voz baixa, carregada de intenção clara. — Conversar em um lugar mais tranquilo? Conheço um lugar a algumas quadras daqui. Muito mais silencioso. Mais... íntimo.
Antes que eu pudesse responder — e honestamente não tinha certeza se ia aceitar ou recusar — meu celular vibrou na minha bolsa pequena.
Eu, sempre disposta a tratar de negócios não importa a hora que fosse, não importa onde estivesse, peguei o celular automaticamente.
Provavelmente era Christian. Ou um e-mail urgente. Ou alguma notificação de trabalho que tecnicamente podia esperar até segunda mas que meu cérebro sempre tratava como urgente.
Olhei para a tela.
Mas não era negócios.
Era uma mensagem de Nico.
"Estarei em Florença segunda. Pensei em te ver. Podemos conversar?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Nao to gostando do desfecho, simplesmente a mae de bela some depois de várias maldades inescrupulosas, ai do nada vem a calmaria. Os outros livros amei, mas esse nao ta prendendo a atencao. To lendo pra concluir mesmo....
A autora, você vai colocar o extra que falou, aqui?...
Me cobro el capitulo y no me deja leerlo....
Ja deu, né?! Quanto tempo mais a bandidagem vai se dar bem?! Ja nao ta mais colando essas artimanhas da Renata em juizo, nem a pau isso aconteceria no Brasil se do outro lado estivesse um pai e filha abandonados e uma familia poderosa como a da Bianca ... ja esta muito surreal essa narrativa....
Tudo q essa vaca da Renata faz da certo. Q ódio! Mulher ruim. Não vejo a hora dela se estrepar muito....
Gente pra comprar 200 moedas é 2 reais ou 2 dolares ? O simbolo ta ($)...
Essa Renata é repugnante! Affe...
Tem previsão pra sair o resto dos capítulos?...
Renata é a pior das vilãs até agora. Sem escrúpulo nenhum! Usar criança para fazer o mal, e pior… a própria filha… :’(...
Eu amo esse casal!!!! Que lindos!...