Lorena olhou para mim, e uma sombra passou pelo seu rosto.
— Meu apartamento… — começou, e então balançou a cabeça, como se estivesse expulsando um pensamento ruim. — Na verdade… eu quero vender. Não quero voltar pra lá. Nunca mais.
As palavras foram ditas com uma firmeza que me surpreendeu.
A puxei para um abraço, sentindo o seu corpo dela ainda um pouco rígido, mas se afundando contra o meu.
Senti o olhar de Alana em nós, curioso, talvez ainda confuso, mas eu não soltei.
— A gente resolve isso depois — concordei, minha voz sussurrando perto de seu ouvido. — Você e a Alana ficam na minha casa.
A viagem de carro foi silenciosa, mas não desconfortável. Eu estava no banco de trás com elas, minha mão firmemente entrelaçada com a de Lorena.
Eu não conseguia soltar. Precisava do contato físico, da prova tátil de que ela estava ali, são e salva, que tudo aquilo tinha acabado.
Ela estava sentada entre eu e Alana, e passou a maior parte do caminho sorrindo e sussurrando com a filha, apontando coisas pela janela.
Ela parecia… mais leve e os seus olhos, quando encontravam os meus, tinham uma paz que eu não via há muito tempo.
Eu olhei para ela, perdido naquele perfil, nas curvas do seu rosto que eu conhecia tão bem, e fechei os meus olhos por um segundo.
A imagem daquele homem no carro, da dívida de cinquenta milhões, passou pela minha mente como um raio.
Vinte e três milhões era o que o Thales tinha deixado em ativos que conseguimos rastrear até agora.
Metade e eu teria que cobrir o resto. E teria que fazer isso rápido, limpo.
Abanei a cabeça, tentando afastar o pensamento.
Eu me preocupo com isso depois.
O carro entrou no portão da minha casa.
A propriedade parecia uma fortaleza. Antes mesmo de o motorista desligar o motor, a porta da frente se abriu e minha mãe saiu correndo, seu rosto uma máscara de pura angústia.
Ela me agarrou antes que eu pudesse sair totalmente do carro, seu abraço era forte, sufocante.
— Meu Deus, Rafael! Você tá bem? O que aconteceu? A gente viu as notícias…— sua voz falhou.
Meu pai veio atrás, mais contido, mas o alívio nos olhos dele era evidente.
Ele me abraçou também, um abraço firme e silencioso de homem que quase perdeu o filho. Milena veio por último, seus olhos vermelhos de preocupação, e se jogou nos meus braços.
— Seu idiota, você podia ter me ligado! — ela choramingou, mas o abraço era forte.
Eu sorri, um sorriso cansado mas genuíno, acalmando todos com palavras vagas de que estava tudo sob controle, que estava bem.
Mas minha atenção já estava se desviando. Vi Lorena parada alguns passos atrás, perto do carro, segurando a mão da Alana, parecendo um pouco perdida e deslocada naquele turbilhão familiar.
Afastei-me gentilmente da minha família e caminhei até ela. Peguei sua mão na minha, sentindo-a fria e um pouco trêmula.
Virei-me para meus pais e para a Milena, que nos observavam com curiosidade e uma preocupação renovada.
— Mãe, Pai, Milena… — minha voz saiu firme, carregada de uma emoção que não tentei esconder. — Essa é a Lorena. O amor da minha vida.
Os olhos de Lorena se arregalaram, surpresos com a declaração direta, mas um rubor quente subiu por seu pescoço.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...